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Teenage Dirtbag

Estou há uma semana na República Checa

por Inês, em 27.09.16

I'm alive. And homesick. And I FUCKING NEED INTERNET IN MY ROOM.

 

E os checos são rudes. Mesmo rudes.

E está muito frio. Já estou doente, cheia de espirros e ranho all over.

 

Mas há muitas coisas boas, claro que há. Só que agora só me lembro das más.

Estou a entrar no esquema e não gosto

por Inês, em 15.09.16

Chorar dois dias seguidos por semana antes de ir já se tornou um hábito. Fuck my life. Tenho a maior sorte do mundo e passo a vida a ocupar o meu tempo para não pensar em cenas deprimentas e ainda não consegui ser bem sucedida nisso. Só penso nele. Podia ser tudo tão simples e a minha cabeça gosta de complicar tudo tanto tanto tanto. Pára. Por favor.

 

E PORQUE RAIO É QUE OS HOMENS PENSAM TÃO POUCO EM TUDO???

Fucking Nervous

por Inês, em 07.09.16

Sempre quis ir de Erasmus. Sempre como quem diz, desde que soube que isso existia, tipo cinco anitos. Pois, em vinte anos de vida, tinha que ir na altura que mais quero ficar. As saudades já são tantas e ainda faltam duas semanas! Já choro, já sinto a ansiedade a roer-me por dentro. Só imagino o dia da ida, o aeroporto cá. Quero passar isso à frente. Quero estar logo lá, não quero despedidas. Cafés de despedida? Jantar de até já? Não, não! Nada disso. Vamos fazer um fastfoward e estar já em Praga. Isso vai custar tanto! Eu ando tão sensível. Toda eu sou uma chorona por estes dias. Parece que alguém me obriga a ir. Onde é que já se viu! Pensa nas coisas espetacularmente brutais que vais viver Inês! Ai ai... nunca esperei isto de ti.

A decisão mais difícil de todas é

por Inês, em 31.08.16

Ter que abandonar o teu corpo nu ainda de manhã, desenlaçar-me dos teus braços, dar-te um beijo de despedida e afastar-me de ti. Porque ao teu lado sou a pessoa mais feliz do mundo. E longe de ti das mais tristes. Amar é fodido e a parte má está ao virar de cada esquina. A parte boa também. E isso é que não se pode esquecer.

Tranquilidade

por Inês, em 24.08.16

Estás longe, já lá quase três semanas. Não é grande coisa mas é o maior período de tempo que estivemos afastados e eu habituei-me a ti. Nunca me quis habituar demais. Aliás, lutei contra isso e custa. É verdade. Não me quero habituar a ti porque isso pode custar-me o sorrido dos dias quando não estás. E porque já houve demasiados exemplos de pessoas à minha volta que se habituaram demais às caras-metades e desabituaram das amizades. E eu não quero estar na posição de perder amizades e de ser a culpada disso. Porque o melhor do mundo tambem são os amigos. E és tu. O melhor do mundo és tu e o teu sorriso e a tua voz e o teu corpo. E as tuas palavras bonitas para mim. A forma como me tens na mão. É fodido mas amar é isso como li na net hoje. É dar-te o poder de me destruires e confiar a todos os momentos que não o farás. Amo-te. És o homem da minha vida. O amor da minha vida. Casava-me amanhã contigo e faria tudo sentido. Sempre disse que nunca ia casar e não é que toda a gente engole mesmo as palavras que diz? Todos os dias essa palavra cruza o meu pensamento. Um dia hei-de casar contigo e passar o resto da minha vida contigo. Sei-o. Tão claro como a água. É estranho saber isso mas eu sei que isso vai acontecer. Só é estranho se não acontecer. Daqui a quatro anos, cinco, dez. Vai acontecer. E isso deixa-me tranquila. Ficar estas três semanas sem te poder tocar custou um bocadinho mas olhando para trás até nem custou assim tanto. Aguenta-se. Com uma cabeça ocupada tudo se aguenta. E com amigos. Porque eles são tão importantes também na vida. E também me fazem muito feliz. Três semanas passaram a correr e quando dermos por ela até os três meses que vamos ficar separados já vão ter passado. São só três meses. São só três meses. E passam num instante. E passam num instante. E eu amo-te. E tu amas-me. E vamos casar um dia. Porque és o amor da minha vida.