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Teenage Dirtbag

A decisão mais difícil de todas é

por Inês, em 31.08.16

Ter que abandonar o teu corpo nu ainda de manhã, desenlaçar-me dos teus braços, dar-te um beijo de despedida e afastar-me de ti. Porque ao teu lado sou a pessoa mais feliz do mundo. E longe de ti das mais tristes. Amar é fodido e a parte má está ao virar de cada esquina. A parte boa também. E isso é que não se pode esquecer.

Tranquilidade

por Inês, em 24.08.16

Estás longe, já lá quase três semanas. Não é grande coisa mas é o maior período de tempo que estivemos afastados e eu habituei-me a ti. Nunca me quis habituar demais. Aliás, lutei contra isso e custa. É verdade. Não me quero habituar a ti porque isso pode custar-me o sorrido dos dias quando não estás. E porque já houve demasiados exemplos de pessoas à minha volta que se habituaram demais às caras-metades e desabituaram das amizades. E eu não quero estar na posição de perder amizades e de ser a culpada disso. Porque o melhor do mundo tambem são os amigos. E és tu. O melhor do mundo és tu e o teu sorriso e a tua voz e o teu corpo. E as tuas palavras bonitas para mim. A forma como me tens na mão. É fodido mas amar é isso como li na net hoje. É dar-te o poder de me destruires e confiar a todos os momentos que não o farás. Amo-te. És o homem da minha vida. O amor da minha vida. Casava-me amanhã contigo e faria tudo sentido. Sempre disse que nunca ia casar e não é que toda a gente engole mesmo as palavras que diz? Todos os dias essa palavra cruza o meu pensamento. Um dia hei-de casar contigo e passar o resto da minha vida contigo. Sei-o. Tão claro como a água. É estranho saber isso mas eu sei que isso vai acontecer. Só é estranho se não acontecer. Daqui a quatro anos, cinco, dez. Vai acontecer. E isso deixa-me tranquila. Ficar estas três semanas sem te poder tocar custou um bocadinho mas olhando para trás até nem custou assim tanto. Aguenta-se. Com uma cabeça ocupada tudo se aguenta. E com amigos. Porque eles são tão importantes também na vida. E também me fazem muito feliz. Três semanas passaram a correr e quando dermos por ela até os três meses que vamos ficar separados já vão ter passado. São só três meses. São só três meses. E passam num instante. E passam num instante. E eu amo-te. E tu amas-me. E vamos casar um dia. Porque és o amor da minha vida.

Eu devo estar mesmo branca

por Inês, em 22.08.16

Dois dias seguidos, duas pessoas me perguntam se eu costumo ir vestida para a praia. E eu que tenho ido sempre fazer duas horas de praia por dia depois das cinco da tarde que é quando dá. A minha cara é branca como a cal. E isso pelos vistos é pra se manter o verão todo. Pois sou eu, prazer. Vocês é que mudaram. Eu sou assim o ano todo.

A Puta da pílula

por Inês, em 08.08.16

Comecei a tomar a pílula (um pouco forçada porque toda eu sou anti medicamentos forever, e não me apetecia mesmo nada comprometer-me com um comprimido todos os dias para o resto da minha vida) mas reconheço os seus benefícios. Uma rapariga de 20 anos anda aqui descansadinha da vida sem pensar em bebés porque "que possibilidade é essa? eu só tenho 20 anos!" mas, no fundo no fundo, só existe esse descanso porque tomamos aquela merda todos os dias. Pois bem, se eu me esqueço, ou se me atraso umas horas, ou se bebo um bocadinho de quase nada (opá mas uma rapariga já não pode ficar alegre?) fica logo o caldo entornado. E entornado mesmo. O meu cérebro dá uma volta de 180º graus e só me apetece chorar. Eu escrevo quase em tom de brincadeira mas, literalmente, eu torno-me a pessoa mais triste à face da terra quando algo, por mais mínimo que seja, muda com a pílula. E depois faço as ligações e concluo que só pode ser isso que me lixa o juízo e esvazia os canais lacrimais porque eu, por natureza, sou das pessoas mais bem-dispostas do mundo. Por isso, gostava mesmo muito de falar com alguém entendido na matéria. E entendido mesmo que o meu médico de família e as enfermeiras do posto do médico são as pessoas mais incompetentes de sempre. E não lhes confio nada que seja meu. Gostava mesmo de encontrar alguém por esta blogosfera dentro (internet, tudo!) que me explicasse como posso mudar para melhor. Porque detesto que o meu bom humor dependa de um comprimidinho mais pequeno que sei lá o quê.

Um dia havemos de casar, ok?

por Inês, em 03.08.16

Pensar que daqui a pouco mais de mês vou partir para a Rep Checa durante três meses deixa-me quase com lágrimas nos olhos. Em certos dias, basta apenas pensar um milésimo de segundo nisso para começar a chorar rios. Quem diria? A sério, quem me conhece diz na boa que eu estou é ansiosa por sair daqui e vou de Erasmus com toda a vontade do mundo. E vou, não me interpretem mal! Mas está a custar-me bastante pensar nas saudades. Decidi ir de Erasmus antes de o conhecer (decidi ir de Erasmus desde que entrei na univ, na verdade, ou até antes disso) mas as candidaturas oficiais aconteceram ainda antes de ele entrar na minha vida e  de me fazer apaixonar perdidamente por ele. Não que eu fosse fazer as coisas diferentes, se fosse neste momento. Ter uma experiência Erasmus é um sonho, uma mais-valia, uma oportunidade a não perder, única talvez. Ajuda-me muito pensar que um dia hei-de casar com ele. Um dia vamos casar, fazer viagens juntos, ter uma casa e sabe-se lá se não há-de sair uma criança de dentro de mim. Com ele, tudo. Ajuda-me pensar no futuro que vamos ter. E em como três meses hão-de passar rapidinho e em como vamos sair fortalecidos depois deste tempo. O nosso amor não há-de esmorecer. Não vai, ok? Porque ainda temos uma vida para viver. Uma vida inteira juntos.