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Teenage Dirtbag

2014

por Inês, em 30.12.14

Não foi o melhor ano da minha vida. E daí... nem sei. 2013 foi bastante bom. Os melhores tempos da minha vida estão entre o primeiro semestre de 2013 e estes últimos meses de 2014. Decidir sobre o melhor fica para outra altura. Quanto a este ano a coisa que posso dizer com mais certeza é que foi o ano em que fiz mais asneiras e em que fui mais estúpida no bom e no mau sentido da palavra. Não é que me passem coisas demasiado radicais na cabeça (a meu ver claro, a minha mãe discorda totalmente com isto mas anyway, ela é completamente diferente de mim) mas, regra geral, o que passa e se mantém por, mais ou menos, uma semana, é para acontecer. E, portanto, fiz e vivi praticamente tudo o que queria. É, de facto, uma coisa maravilhosa esta de fazermos o que querermos e de querermos muito fazer o que fazemos. Quem ouve, fica logo com a ideia de 'é só boa vida'. Pois claro. Não é boa vida o que todos queremos? E quem não quer uma vida boa é burro! E não falo em poder, falo em querer só que é tão simples. Este raciocínio faz-me lembrar duas coisas: aquela música dos Miúda ''eu durmo com eu quero e faço o que me apetece'', tantos foram os que criticaram... olha esta dorme quem quer! onde é que já se viu!? que ultraje! Mas quê? Era preferível ela dormir com quem não queria!? Enfim... e também a entrevista recente do D8 à Alta Definição, sim esse 'azeiteiro' que tem dezasseis anos e está no topo. Gostos às parte, o miúdo lutou e tem o sucesso merecido. Dizia ele que os adultos em vez de procurarem o que querem, procuram problemas para alcançarem o que querem ao contrário dos jovens que vêem de forma quase direta o seu presente e o que querem (culpem lá a ingenuidade e esta capacidade infinita de sonhar que são tão boas). Avançando, foi o ano em que fiz mais merda. Não é que andasse ou ande perdida mas... depois de tanto, falta-me alguma coisa. E controlo é coisa a que já não estou habituada. Foi o ano no qual me tornei independente. E gostei e gosto e não me tirem isto. (Mãe, não fiques triste mas já não sei ser filha. Uma filha em condições. Contigo, tornei-me no que criticava. E não sei andar para trás. Já tentei, já deu resultado mas não foi por muito tempo. Talvez isto seja profundamente egoísta, é mesmo, e se lesses o que escrevo dirias logo ''é mesmo isso que queres não é?'' e eu diria que sim. Quero sentir a tua falta, precisar de ti. Preciso de chegar a esse ponto. É como se durante todos os dias em que nos toleramos arrastássemos esta relação que já não tem pernas para andar, só se arrasta mesmo. É preciso sentir a falta. Sei que sentes a minha falta por tanto ter mudado mas o mesmo não se passa do meu lado. Culpa-me, é a verdade. Mentir vale zero aqui. Sou egoísta porque não preciso de ti agora e por isso te passo pouco cartão quando sei que precisas tanto de mim neste momento da tua vida e eu não sei estar aí para te dar carinho como dantes. Já nem te sei abraçar. Só espero que não seja tarde demais depois. É o meu medo.) Foi o ano em que estudei mais também. Em que me viciei em café. Em que saí de casa e encontrei uma nova casa. Em que me apaixonei e desapaixonei pela vida em vários momentos. 2014 foi isto e muito mais.