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Teenage Dirtbag

Do fim das coisas

por Inês, em 22.05.15

Estas últimas semanas têm sido um rodopio de emoções. Este foi o melhor ano da minha vida e vai deixar saudades que não se medem em palavras. Só em sentimentos, os que vejo nos olhos dos meus colegas, da minha matrícula, da minha Faina, de quem fez parte dos momentos mais espetaculares, mais singulares, mais loucos, mais verdadeiros, mais festivos, mais embaraçosos, mais tristes, mais felizes. Na universidade se conhecem os grandes amigos o que é bem verdade. Não que fora isso não aconteça ou, que os amigos antigos se esqueçam, mas no ambiente académico, no primeiro ano, vivemos os dias cheios de pressão com o que se depara à nossa frente. Vivemos por nossa conta. Vivemos por conta dos outros e em conta dos que nos acompanham nesta viagem nova. Conhecemos as pessoas nos seus momentos mais frágeis e verdadeiros, mais eufóricos e idiotas. Criamos ligações até rápidas mas honestas. Aprendemos a defende mo nos uns aos outros como uma família. Uma família que escolhemos. Uma família de amigos. Uma família cheia de um significado novo. Vivemos fora da nossa zona de conforto e é aí onde a magia acontece. Agora tudo está a terminar. A praxe já acabou e deixou lágrimas de saudade, a semana académica passou a voar e o nosso Enterro foi das coisas mais cansativas e espetaculares de que fiz parte, o fim trouxe uma vitória mais que merecida, o nosso carro do Desfile ganhou o primeiro lugar e isso foi o culminar de um grande ano. Foi apenas o meu primeiro ano e não consigo mesurar o quão rápido passou. Impressiona. A universidade é uma instituição de enriquecimento e esse enriquecimento não se limita a uma licenciatura ou mestrado. Cresce-se tanto, aprende-se tanto, vive-se ainda mais. Se pudesse, escolheria congelar este momento na minha vida para sempre. Mas ficar agarrada nunca é boa opção e ajuda pensar nos momentos, também esses espetaculares, que se avizinharão.

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