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Teenage Dirtbag

Let me (try to) explain

por Inês, em 29.06.16

Tinha delineado fazer um estágio este verão (já sabiam, eu sei). É engraçado, estou apenas no segundo e já penúltimo ano de ensino superior. Dois terços das cadeiras estão feitos. Espera-se que os conhecimentos de Economia já estejam em grande parte na cabeça. Em muitos casos, estou já apetrechada o suficiente para fazer um estágio. O PEJENE permite-o e, por isso, eu pesquisei lá na plataforma deles e encontrei um estágio ideal para mim (I mean, que eu acho que é fixe. Isto de estágios há muito que se lhe diga: exploração? uma seca de trabalho? aprende-se alguma coisa? acho que deve haver exemplos positivos e exemplos negativos como em todo o lado e eu vou tentar a minha sorte, até acho que é uma coisa que me assiste por isso estou entusiasmada). Lá me candidatei a esse pelo PEJENE (o PEJENE é um programa de estágios e é super fixe porque já pressupõe seguro de trabalho, subsídios de alimentação e transporte e temos um orientador, um relatório no final para entregar e assim, parece uma cena bastante bem estruturada mas once again, continuo a achar que é preciso sorte para as boas experiências) e a mais dois em Câmaras Municipais completamente por iniciativa própria e sem qualquer concurso ou programa de estágios, contactei-os por telefone, mandei e-mail com currículo e carta de motivação e esperei. Esperei muito. De facto, rapidez não é com as Câmaras e não responderem quando eu peço explicitamente que respondam apenas a confirmar a merda da receção do e-mail e a consideração pelo caso deixa-me mais que chateada. Responderam finalmente dois meses depois, as duas na mesma semana a dizer que sim, tenho estágio caso arranje um protocolo com a Universidade (mais uma dor de cabeça gigante, até porque não morro de amores pela prof que trata disso nem ela por mim) ou pague o seguro do meu bolso. E pronto, entornaram o caldo que já estava meio cozinhado na minha cabeça. Não gosto de não poder prever o meu futuro, não permitem que planeie o meu verão, de um jeito ou de outro. Mas isto não é tudo! O estágio que eu mais quero é o do PEJENE (embora fique muito inclinada entre esse e o da Câmara, trabalhar na Câmara de Espinho é uma cena importante diga-se!), era nesse no qual eu estava a apostar mais e a depositar mais esperança. Eles nunca mais me diziam nada e então liguei-lhes para saber como estava a situação. Fiquei triste como a noite, mesmo desiludida porque o estava a dar como quase certo, a confiar demais. Então não é que o PEJENE não entregou a minha candidatura porque eu ainda não tinha a acabado a licenciatura mesmo na situação em que poderia ser aceite pelo local de estágio? Mas eles já tinham entrevistado os outros candidatos e escolhido a pessoa. NO DIA ANTERIOR. Fuck. Fiquei fula e triste. E, neste momento, ainda não tinha sinal nenhum de vida das Câmaras pelo que já estava a adivinhar o meu verão como a mesma seca de sempre. Dois dias depois, eis que o estágio do PEJENE me liga a dizer que a candidata escolhida tinha ficado doente e impossibilitada de fazer o estágio (ou não gostou quando soube mais do trabalho e bazou?) e que me queriam entrevistar! Fiquei a saltar de alegria! Fui logo lá, entreguei a validação da candidatura para verem como estava dentro do sistema (só assim podem escolher os candidatos) e ficaram de me dar uma resposta. A minha única desvantagem é que não posso trabalhar setembro completo e há um outro badameco que pode. As últimas semanas foram uma montanha russa por causa disto: misturam-se os objetivos pessoais com grandes mudanças, com crescimento, com desafios e, claro, o meu verão ia ser uma seca mas por um motivo que ainda não vos falei, tinha um grande potencial para não ser assim tão seca (love, love, love). No entanto, sempre que considerei isso, não deixei de pensar que continuo a viver numa terrinha e que mesmo saísse daqui era apenas por duas semanitas, embora fossem duas semana de paraíso total, tinha outras duas de solidão total (ou quase) e mais um mês a meio gás. Ainda que com dúvidas e triste por ter que abdicar do tempo todo que poderia estar no céu, escolho ter a cabeça e o tempo ocupados e bem ocupados (I hope!) numa experiência nova de office e público (que gosto muito de pessoas!) numa das minhas cidades preferidas, ali mesmo ao lado da praia, no melhor período do ano para a cidade e para as suas gentes. Um aspeto engraçado, ou não!, é que este assunto ainda não está fechado. O estágio PEJENE ficou de me dar uma resposta na próxima segunda, e se for positiva, terça já lá estou a trabalhar. Se for negativa, vou a correr à Câmara tratar de tudo para ficar lá. E espero que, one way or another, alcance o objetivo inicial: um verão ocupado por uma nova experiência de trabalho que, acima de tudo, me faça feliz. Que também não quero que abusem de mim e do meu trabalho barato nem que me desrespeitem. E das coisas que mais detesto e esta impossibilidade de prever o meu futuro, o meu futuro da semana que vem!, note-se! Mas sei que é algo que não controlo. Só me resta aguardar. Até segunda. Até segunda...

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