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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

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10 de Junho, 2013

Estar em casa deprime-me tanto!

Inês

Antes (diga-se até ao verão passado) eu adorava estar em casa. Gastar todo o meu tempo em frente ao pc e à tv e fazer rigorosamente nada era o meu ideal de dia. Agora não posso com isto. Alcanço um estado de tal aborrecimento que fico deprimida. Claro que isto também se justifica com as duas coisas que mais me preocupam e me deixam, realmente, triste neste momento: a partida da Amelie e do Lid.  No final deste mês ficarei sem as duas pessoas com que mais momentos felizes passei nas últimas semanas que foram, sem dúvida alguma, as melhores da minha via. A Amelie vai partir para a Alemanha para junto da sua família. O ano de intercambio acabou e a última parte do processo é a, cruel, partida. O Lid vai de férias durante cerca de trinta e cinco dias para o Algarve. Mais de um mês sem o ver, sem tocar nele, sem estar perto dele. Completam-se agora mais de três dias completos que não o vejo e o dia ontem foi horrível no que toca a saudades. Passei quase todo o dia em casa a deprimir (lá está). Isto parece super ridiculo. Três dias? O que é isso? Mas é a verdade. Infelizmente. Espero (desejo!) que este tipo de sofrimento seja passageiro e rápido. Que quando ele for durante um mês para o sul, os primeiros dias passem rápido e eu depois me habitue com a mente ocupada com os planos que arranjar e o trabalho que vier. Diria que é mesmo ridiculo eu sentir-me assim e faria muita coisa para o mudar. Hoje foi melhor. Acordei com uma mensagem que não estava à espera que me deixou logo com um sorriso nos lábios. Aproveitei para sair de casa e fui até beira-mar caminhar (fiz cerca de sete kms). Ocupei o dia. Sinto que tenho mesmo que ocupar a minha cabeça. Nestes últimos três dias, em casa, passaram-se milhões de coisas pela minha cabeça, revisitei montes de momentos, parece que fui a Marte e vim, pelo menos, cem vezes a cada  dia e ainda assim, fico com a impressão que estive sempre a clicar na mesma tecla. Li as mesmas mensagens dezenas de vezes. Pensei em frases e momentos centenas de vezes. Isto não me faz bem. Não deve fazer bem a ninguém. Isto deixa-me triste. As saudades deixam-me triste. Pensar nas semanas que se avizinham deixa-me mais que triste. Quero fazer montes de coisas mas depois acabo sempre por ficar em casa a deprimir e quero mudar isso, radicalmente, mais que tudo neste momento. Amanhã vou para a escola. Ter uma rotina faz-me bem. Acordar cedo faz-me bem e ir para a cidade faz-me muito bem. Vou-me levantar então às sete e meia para apanhar o autocarro e ir para a escola. Vou estudar nas mesas do átrio para os exames. Sozinha. Não deve estar lá mais ninguém (que eu conheça). Vou para lá porque assim obrigo-me a estudar ao mesmo tempo que estou mais perto das pessoas que mais quero ver. Talvez elas lá apareçam. Isto não me faz deprimir. Depois, à tarde, estou a planear meter-me numa camioneta e ir até Espinho entregar um currículo a uma loja de roupa que soube precisar de alguém. Depois, volto para casa. O mais tarde possível. Pensei em arranjar maneiras para ocupar a minha cabeça como ler uma saga ou trilogia mas depois lembrei-me que tenho e exames e que isso não é, provavelmente, boa ideia (e também 'apagar' uma tristeza com outra - porque as sagas tendem a deixar-me tão viciada como triste no final - também não serve). É isto. Grande treta. Podia continuar em aulas com testes e trabalhos todos os dias a todas as horas se isso significasse que iria continuar rodeada pelas pessoas que mais gosto.