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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

12 de Maio, 2013

"A Inês convidou um rapazito"

Inês

Fiz uma coisa. Se calhar fiz mal. Talvez sim, talvez não. Lembram-se de um projeto do qual fiz parte o ano passado de danças medievais e que atuei diversas vezes na viagem medieval? Foi ótimo, fantástico (podem ver os meus posts da altura) e este ano há mais. E já se pensa nisso cá em casa. Os ensaios começam em julho, está quase. Acontece que este ano o meu irmão não vai participar e eu assim fico sem par. Desastre! Podem imaginar que, visto que existe uma linha que me separa dos boys, a questão de arranjar um par para o quer que fosse (em física, tenho a sorte de o stôr dar essa tarefa sempre aos rapazes o que é um bocado discriminatório mas facilita-me a vida) seria horrível. E dada esta noticia do meu irmão, a minha continuidade no grupo de dança estava por um fio já que se punham dois problemas fundamentais: ter boleia para os ensaios e para as atuações (dezasseis kms de distância ainda são chatos) e ter um par. O primeiro penso estar resolvido já que tanto a minha mãe como o meu pai aceitaram alternar para que eu tenha sempre um que me leve e um que me traga. O segundo é que é a verdadeira pain in the ass. Chegar lá sem par é um risco demasiado grande que eu não quero correr. Então eu comecei a pensar 'eu tenho que resolver isto'. Quero ir. Mesmo sem o meu irmão. Não tinha mais nenhuma hipótese a não ser arranjar um rapaz qualquer lá da escola. E numa conversa mais ou menos banal eu perguntei ao curly se ele conhecia a viagem medieval, se gostava... e se lhe interessava entrar num grupo de danças medievais... e ser o meu par já que eu preciso de um. Tudo como se estivesse a falar duma outra coisa qualquer. Descompliquei o assunto e fi-lo porque não tinha planeado falar-lhe disto mas surgiu na minha cabeça a ideia de que ele daria um bom par e ainda por cima morava perto do local da viagem o que não traria problemas como o meu primeiro. Felizmente, ele mostrou-se interessado e até se ofereceu para me dar boleia (ele não deve saber bem onde eu moro porque se soubesse não fazia esta proposta). Também desdramatizou a situação ao não reagir como se eu lhe tivesse proposto um casamento o que me deixou contente. Ele coloca as pessoas à vontade e evita awkward moments o que é ótimo. Basicamente foi isto que fiz. Não me pareceu, na altura, grande coisa mas hoje ao ouvir a Diana a falar disto (e segundo a reação da Amelie por mensagens) dei conta que o meu convite pareceu aos outros algo do tipo convidar um rapaz para o baile (o que por só por si já é surpreendente, os rapazes é que deviam convidar as raparigas - eu admito que nestes assuntos pouco me importo quanto à discriminação feminina, a tarefa de convidar e tal é demasiado complicada para mim, se pudesse deixaria-a para os rapazes mas apoio o girl power, há que reconhecer coragem às que tomam a iniciativa). E agora que penso nisto, realmente eu convidei um rapaz para ser o meu par e dançar comigo nas danças da corte. Eu fiz isso e ele aceitou. Sem querer e sem me aperceber ultrapassei algo que pensei ser uma barreira natural em mim. E agora? A verdade é que tenho um bocado de receio do que fiz. Então eu convidei-o e ele não pôs qualquer problema, até se mostrou entusiasmado mas e se daqui a uns meses (Julho e Agosto) estivermos um bocado afastados e sermos um par em danças medievais seja super awkward e esquisito e algo que eu queira evitar a todo o custo? Nesse caso, estou feita. Não há voltar atrás porque ele já me disse que ia cancelar cenas que tinha planeadas para entrar nisto. E uma vez dentro do grupo, não quero ser a complicadora que estraga os planos à última da hora. Pensando também no lado positivo, tento encarar isto como algo que precisava de ser feito. Se não tivesse arranjado um rapaz, não poderia ir à viagem e aí perderia das melhores coisas que já fiz parte. E, visto bem a situação, ele era o único que conheço que realmente poderia gostar de fazer parte de um grupo de danças medievais. Talvez não esteja tudo perdido. Talvez até tenha encontrado exatamente o que precisava.

 

Depois de uns minutos:

Ocorreu na minha mente algo que ainda não tinha ocorrido. E se o curly encarou o meu 'convite' como a Diana e a Amelie o encararam? Será que agora pensa coisas muito mais à frente do que, na realidade, são? Aí tenho que pôr um travão. Resta saber como.

12 de Maio, 2013

Coisas que faltam no post anterior

Inês

Não que, os que me seguem já não o saibam mas talvez não o tenha transmitido convenientemente no post anterior. Eu não quero ser uma loser qualquer apenas com o décimo segundo que desiste da escola e se atira para o mercado de trabalho. Longe disso. Eu quero tirar um curso (gestão ou economia) e ter um belo emprego pelos trinta. Apenas gostava de atrasar a fase da faculdade. Em vez de entrar aos dezoito, entrava aos dezanove. Pelos vinte e dois já saía de lá e aí começaria a minha carreira profissional. Sinto que estar em casa me prende de certa forma, me impede de enfrentar a minha evolução natural (no entanto, acho que sou bastante matura para a minha idade, e não sou só eu a afirmá-lo). Sinto que só evoluo se sair da minha zona de conforto. É isso que nos transmitem (e eu concordo claramente) pela tv, pelos livros, pela história, etc e eu, sendo jovem, fico com vontade de arriscar. Por isso é que gostava mesmo de fazer um gap year e ainda por cima algo deste tipo conta imenso num currículo pelo que só me ajudaria no mercado de trabalho. Só que lá está um gap year é outro nível tanto a nível de despesas como de mentalidades (mas ainda hei-de fazer contas e arranjar alternativas, por exemplo se considerasse ficar a viver duma família que me acolhesse, aí já não teria de pagar alojamento, com certeza devem haver famílias que queiram acolher jovens estrangeiros, só é necessário uma pesquisa bem feita nesta área, não quero ir parar a casa de um qualquer maluco). Quanto a Erasmus (e respondendo diretamente à Margarida) também já o considerei. A ideia agrada-me e também ao meu pai (falei-lhe nisso na altura). Por acaso, agrada-me mesmo bastante. Ainda não pesquisei muito a fundo sobre este programa (não sei porquê, já o devia ter feito) mas será que há bolsas? Com certeza haverá. Obrigada Margarida. Já tinha pensado nisto mas nunca da maneira como o colocaste. Clareaste-me bastante as ideias. Agradeço também a todas as outras que deram os seus pontos de vista. Bem sei que os pais devem ser ouvidos e que o que dizem não é em vão. Por vezes (muitas vezes no meu caso), as ideias confundem-se assim como as vontades e o que parece não ter solução, têm-na mesmo em frente do nosso nariz. Não garanto que o que aqui escrevo hoje e ontem se mantenha daqui a uns meses. Talvez os meus pontos de vista se tornem ainda mais confusos ou, por outro lado, muito mais claros. Talvez algo faça com que isso aconteça ou seja apenas eu. A culpa é da adolescência.