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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

15 de Junho, 2013

O Remédio

Inês

É sexta. O último post foi escrito na terça. Tenho a dizer que encontrei o remédio para o problema. Ainda que seja temporário e eu tenha completa noção disso. Ocupei os meus dias. Saí de casa cedo e cheguei a casa tarde. Ocupei-os de tal forma que me senti demasiado cansada para vir aqui contar-vos tudo o que me apetece contar. Enquanto que a maior parte da gente que conheço utilizou estes dias para estar em casa a descansar e a estudar, eu fui para a escola sempre, frequentei apoios que nem eram os meus, caminhei muito de um lado para o outro da cidade, conheci recantos que nem sabia que existiam, fui à praia apanhar alto escaldão (fiz alta 'loucura' com a Amelie, basicamente, fomos para a praia sem termos planeado e então quando não se tem bikini, apanham-se banhos de sol de roupa interior, vá, soutien e calças numa praia com um pouquito de gente ainda assim não deixa de ser uma mini loucura e a primeiríssima vez que eu faço algo do género), entreguei o meu currículo em três estabelecimentos, comi muita porcaria e também me senti algumas vezes triste e sozinha mas senti-me muito mais vezes feliz e muuito bem acompanhada pela Amelie. A cena com o Lid também está fixe. Ou se calhar não. Acontece que eu sinto-me demasiado persistente e não quero. Não quero ser a chata que faz tudo para estar com ele. Principalmente, porque sinto que com ele não se passa o mesmo. Isto tudo são feelings que vêm da minha perspetiva e a verdade é que uma pessoa faz muitos filmes e talvez eu esteja a criar cenários ou coisas que na verdade não existem mas a esta cabeça não pára  e pensa tanto! Acho que me estou a enterrar cada vez mais no sentido em que se aproximam as partidas que eu mais quero adiar e em vez de eu me preparar e proteger criando já uma certa distância das pessoas para depois ser mais fácil a despedida, não o faço. Faço exatamente o contrário. Sobretudo com a Amelie. Passei a semana quase toda com a Amelie. As minhas tardes foram passadas com ela nos melhores bocados de tempo que já tive vivi e que vou sempre recordar: as longas conversas na estrutura de madeira do centro, pelo bosque, os bolos partilhados no 'trovador', a viagem de autocarro até espinho mais longa e cara de sempre, a praia e loucura associada, os atrasos de meia hora e repentinas mudanças de planos, as grandes caminhadas aceleradas para chegar a alguém que está do outro lado da cidade, o grupo de amigos que se formou por causa dela e que juntou gente fixe que me faz sentir bem, entre mil e uma outras coisas. Podia-me ter 'protegido' e criado uma certa distância nestas ultimas semanas mas não o fiz porque não quero perder estas últimas semanas. São as últimas. Quero aproveitá-las ao máxima ainda que depois isso me vá custar muito mais. Esta cena de ocupar o tempo e a cabeça para a distância custar menos também vai ser aplicada na primeira semana de Julho. Basicamente, estou a planear sair de casa e ir passar uma semanita a Espinho com a Catarina em casa dos meus tios logo que a Amelie parta. Assim será mais fácil e ainda mais fácil vai ser se arranjar trabalho como quero.

Quanto aos exames (que têm sido uma constante na cabeça de qualquer estudante e eu não sou exceção) não tenho grande coisa para dizer. Tenho estudado de manhã na escola e acho que até não vou muito mal visto que à minha volta vejo que ninguém se está a esforçar muito. Está tudo com aquele espírito de 'ya. exames para a semana. coiso..'. Ninguém quer muito saber. Quando o tempo estava mal, era porque estava mal e não dava incentivo para estudar. Agora que está bom, quer tudo ir para a praia e sair de casa e assim também não se estuda! No meu caso, esta semana teve um pouco de tudo: estudo, escola, gelado na praia, chocolate quente numa cafetaria enquanto chovia, amigos e tudo aquilo que vocês já sabem.

Acabou por ser uma semana altamente contra todas as expectativas. O que aí vem, logo se vê. E ocupar o tempo e a cabeça parece uma boa solução sempre acessível.

11 de Junho, 2013

Hoje

Inês

Hoje foi melhor. Bem melhor. A manhã foi alta treta na mesma. Não me consegui concentrar mais de quinze minutos nos livros. Estava sozinha na escola. Ninguém conhecido como planiei mas em vez de isso ser bom para mim e me obrigar a estudar, não. Continuava triste e deprimida e sem paciência para economia. Sentei-me e pouco depois levantei-me, abandonei os livros e fui para um banco no meio da cidade. Liguei ao Lid e falámos durante quarenta minutos. Ele podia só dizer asneiras que eu não me importava de o ouvir. Durante todo o tempo do mundo. À tarde, chegou a Amelie e foi ótimo. Vê-la deixou-me logo bem-disposta. Ri-mos muito e conversámos ainda mais. Depois, ainda mais à tardinha, chegou o Lid e isso então deixou-me nas nuvens. Estivemos juntos cerca de um hora mas pareceu tão pouco. Passou tão rápido. Foi muito bom. A tarde deu-me muitos momentos bons para relembrar. Mas, agora, sentada aqui em frente ao pc sinto-me como se pudesse escrever este post aqui em baixo. O estado de espírito é o mesmo. As saudades mantém-se. Estar com eles hoje foi bom, muito bom, mas não pareceu suficiente. E a ideia do tempo a esgotar-se não me sai da cabeça. Não me sai da cabeça. E isso mata-me. Mata-me por dentro. Preciso de um remédio para isto. Por favor. Alguém? 

10 de Junho, 2013

Estar em casa deprime-me tanto!

Inês

Antes (diga-se até ao verão passado) eu adorava estar em casa. Gastar todo o meu tempo em frente ao pc e à tv e fazer rigorosamente nada era o meu ideal de dia. Agora não posso com isto. Alcanço um estado de tal aborrecimento que fico deprimida. Claro que isto também se justifica com as duas coisas que mais me preocupam e me deixam, realmente, triste neste momento: a partida da Amelie e do Lid.  No final deste mês ficarei sem as duas pessoas com que mais momentos felizes passei nas últimas semanas que foram, sem dúvida alguma, as melhores da minha via. A Amelie vai partir para a Alemanha para junto da sua família. O ano de intercambio acabou e a última parte do processo é a, cruel, partida. O Lid vai de férias durante cerca de trinta e cinco dias para o Algarve. Mais de um mês sem o ver, sem tocar nele, sem estar perto dele. Completam-se agora mais de três dias completos que não o vejo e o dia ontem foi horrível no que toca a saudades. Passei quase todo o dia em casa a deprimir (lá está). Isto parece super ridiculo. Três dias? O que é isso? Mas é a verdade. Infelizmente. Espero (desejo!) que este tipo de sofrimento seja passageiro e rápido. Que quando ele for durante um mês para o sul, os primeiros dias passem rápido e eu depois me habitue com a mente ocupada com os planos que arranjar e o trabalho que vier. Diria que é mesmo ridiculo eu sentir-me assim e faria muita coisa para o mudar. Hoje foi melhor. Acordei com uma mensagem que não estava à espera que me deixou logo com um sorriso nos lábios. Aproveitei para sair de casa e fui até beira-mar caminhar (fiz cerca de sete kms). Ocupei o dia. Sinto que tenho mesmo que ocupar a minha cabeça. Nestes últimos três dias, em casa, passaram-se milhões de coisas pela minha cabeça, revisitei montes de momentos, parece que fui a Marte e vim, pelo menos, cem vezes a cada  dia e ainda assim, fico com a impressão que estive sempre a clicar na mesma tecla. Li as mesmas mensagens dezenas de vezes. Pensei em frases e momentos centenas de vezes. Isto não me faz bem. Não deve fazer bem a ninguém. Isto deixa-me triste. As saudades deixam-me triste. Pensar nas semanas que se avizinham deixa-me mais que triste. Quero fazer montes de coisas mas depois acabo sempre por ficar em casa a deprimir e quero mudar isso, radicalmente, mais que tudo neste momento. Amanhã vou para a escola. Ter uma rotina faz-me bem. Acordar cedo faz-me bem e ir para a cidade faz-me muito bem. Vou-me levantar então às sete e meia para apanhar o autocarro e ir para a escola. Vou estudar nas mesas do átrio para os exames. Sozinha. Não deve estar lá mais ninguém (que eu conheça). Vou para lá porque assim obrigo-me a estudar ao mesmo tempo que estou mais perto das pessoas que mais quero ver. Talvez elas lá apareçam. Isto não me faz deprimir. Depois, à tarde, estou a planear meter-me numa camioneta e ir até Espinho entregar um currículo a uma loja de roupa que soube precisar de alguém. Depois, volto para casa. O mais tarde possível. Pensei em arranjar maneiras para ocupar a minha cabeça como ler uma saga ou trilogia mas depois lembrei-me que tenho e exames e que isso não é, provavelmente, boa ideia (e também 'apagar' uma tristeza com outra - porque as sagas tendem a deixar-me tão viciada como triste no final - também não serve). É isto. Grande treta. Podia continuar em aulas com testes e trabalhos todos os dias a todas as horas se isso significasse que iria continuar rodeada pelas pessoas que mais gosto.

08 de Junho, 2013

Cenas

Inês

Hoje tinha planeado ir procurar trabalho mas os meus planos foram por água abaixo por diversos motivos. Ainda assim, tornei o meu dia útil. Fiz limpezas e fui ter com a Diana. Ao vir para casa, parei ali numa loja que eu acho altamente porque engloba o que tenho tentado promover: artigos em segunda mão. Dou os parabéns pela iniciativa de abrirem nesta terra um negócio desse tipo. Para meu agrado, soube durante a semana que as raparigas da loja estavam à procura de alguém para começar a trabalhar lá. Fui lá hoje então. Pela primeira vez, propus-me para um emprego. O currículo está quase pronto e vou enviá-lo para elas agora. O que elas precisam é de uma pessoa mesmo como eu e ainda por cima, tenho umas vantagens já que moro perto e elas já conhecem o meu trabalho nesta área (elas participaram nas minhas feiras). Sinto-me satisfeita com isto! Ainda assim, gostava de continuar na procura por outro tipo de trabalho. Porque este não me satisfaz em termos de trabalho efetivamente. Prefiro trabalhar num café ou restaurante onde o movimento é coisa que não falta. E preferia um horário mais alargado (este são apenas dois dias por semana) e num local longe de casa (queria ir para espinho. isso é que era. trabalhar naquele ambiente de verão!). Por isso, vou continuar à procura!

Sabem uma coisa? Hoje vou ver um concerto do Filipe Pinto, o vencedor dos ídolos!

Ah! Posso dizer-vos outra coisa ainda. Ontem fui ver 'A Ressaca'. Que perda de tempo. Não aprecio nada aquele tipo de filmes. Valeu pelo Bradley Cooper que é smoooking hot. O resto é para esquecer. Nem tudo, atenção! A ocasião em sim foi especial e trouxe-me uma agradável surpresa. Saí com o meu irmão, a namorada dele e os irmãos da namorada dele. São dois: um de dezasseis e uma de vinte e, surpreendetemente, eu e ele falamos até um bom bocado. Não nos conheciamos e foi fixe até. Um bocado awkward no inicio mas depois melhorou e isso acho que nunca aconteceu comigo. Eu não sei (sabia!) socializar assim com gente da minha idade. Apenas me mantenho na minha e não fazia qualquer esforço para meter conversa e melhorar o ambiente mas ontem foi diferente. Eu estava fixe e eles eram fixes e foi tudo fixe. I'm changing, man! Hell yeah!

E pronto. Não tenho mais novidades.

Deixo-vos com uma música que ouvi ontem e gostei.

See ya!!

08 de Junho, 2013

Modo semi-férias: on

Inês

Não me parece nada que as aulas acabaram, que vêm os exames, que tenho que estudar dois anos de matéria e tudo o mais. Só me apetece fazer planos com a Di, a Cat, a Amelie e o Lid (posso começar a dizer, simplesmente, o meu pessoal?). Quero encontrar trabalho, acordar tarde, jogar poker, ver séries, treinar na bicicleta, jogar bowling, dar passeios, pela cidade, pelo Porto, andar de bicicleta com a Diana, e fazer caiaque com ela, e fazer campismo também com ela e quero fazer isto tudo e muito mais. Não planeio um estudo muito hard para os exames. Nunca o faço e é irreal pensar que o vou fazer desta vez. Felizmente, não coloco muito importância nos exames no sentido em que não me auto-prejudico com a demasiada pressão de fazer exames nacionais, entendem? Vejo-os como mais uns testes mas apenas com mais matéria. Ajuda o facto de os meus profs já durante o ano letivo resumirem diferentes partes da matéria ao longo do ano. Portanto, é isto.

05 de Junho, 2013

Poker e Não Só

Inês

Podia falar-vos de como não quero que as aulas acabem já esta semana porque isto significa que vou deixar de ver o pessoal, deixar de estar com o Lid e o tempo da Amelie em Portugal se está a a esgotar mas para mudar um pouco os tópicos abordados no blog, vou falar-vos do que aprendi recentemente: a jogar poker. O pessoal da minha turma adora poker e pegaram-me o vicio! Gosto do jogo, da sorte e, principalmente, das apostas. Pelos vistos, tenho um tipo de jogo ousado. Gosto de arriscar. Jogo muito pouco pelo seguro. Mesmo que as probabilidades não estejam a meu favor, eu continuo a apostar e se tenho uma chance de ganhar com algo, aposto muito. Gosto disto e acabei de descarregar o programa para jogar poker online do pokerstars.com.

Outra novidade (que me faz falar da minha suposta healthy life que foi por água baixo depois de duas semanas: as caminhadas e tudo o mais foram um bocado postas de lado, apenas controlo o que como e quase nem isso posso dizer já que todos os dias tenho comido chocolates e chocolates e mais chocolates) é que o meu irmão comprou uma bicicleta de ginásio aqui para casa, pelo que, tenho agora a oportunidade de me relançar no exercício físico. É outra motivação. Isso era outra coisa que gostava de expor aqui no blog. Sempre fui um bocado contra os ginásios porque achava que era um desperdício de dinheiro. As pessoas, se querem fazer exercício, têm as ruas e mesmo as próprias casas. Não têm aquelas maquinetas todas mas têm outros utensílios que podem ser usados. Mas já não penso assim. O ginásio constitui, agora, um lugar de motivação, iniciativa e obrigatoriedade. Ir ao ginásio motiva-nos a fazer mais e melhor, dá-nos a iniciativa que falta em casa e obriga-nos a um maior esforço. Em casa, não há nada disto. Uma pessoa desleixa-se, perde o interesse e deixa de trabalhar para o seu objetivo. Isso foi o que me aconteceu. Se tivesse um gym acessível e que não fosse muito frequentado por gente conhecida, provavelmente arriscaria uma inscrição e começasse a treinar mais seriamente. Mas disso, por aqui, não há e, então, limitemo-nos à bicicleta nova que já não é nada mau.

02 de Junho, 2013

A Long Long And Awesome Weekend

Inês

O fim-de-semana começou, a sério, à uma da tarde de ontem quando me levantei. Tomei o pequeno-almoço, vi tv e estive no pc como sempre gosto. Depois, fui ter com a Diana que já não via há uma semana (deixou de ir à escola porque entrou em estágio), pusemos a conversa toda em dia (ainda que falemos todos os dias), passeamos, distribuímos panfletos para a feira de hoje, fizemos uns recados e depois, fizemos algo diferente: fomos lanchar à pastelaria mais fina da terra. Ahahah!! Que vida fina! Foi uma vez. Soube bem. Depois, ela foi embora, eu vim para casa fazer limpezas e depois fui jantar com o meu pai e o meu irmão. Nada mais aconteceu de relevante. Acabei, no entanto, por só ir dormir lá para a uma e meia da manhã. Hoje, às oito e meia (e adormeci!) tive que me levantar e preparar à pressa porque tinha o grande dia da segunda Feira dos Guarda-Sóis (aquela que eu organizo). O dia foi altamente e valeu pela companhia. Não se vendeu nada. Nada mesmo. E este é caso generalizado. Pelo que toda a gente foi para casa cansada e com a sensação de dia perdido. Acontece! Eu tive gente de família, a minha irmã (que já não via há semanas!), a Diana, amigas da Di, amigos meus e o curly! que foi super fixe em ter vindo passar umas belas horas na minha feira. Almoçamos juntos, fizemos brincadeiras estúpidas e foi tudo muito divertido. Ele conheceu o meu pai e a minha mãe (e andou a brincar tipo às pistolas com a minha mãe; depois disse que ela era top; parece-me bem). E foi isso. Agora estou mais cansada que sei lá o quê. Vou descansar. See ya!

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