Há três temas que eu já há algum tempo queria abordar aqui no blog que, no fundo, se relacionam todos entre si. Debato-me algumas vezes sobre a forma como a vida me corre. Considero-me uma pessoa feliz. Tenho tudo o que preciso, uma família porreira, um círculo de amigos, bons resultados académicos e, no geral, sinto-me bem comigo mesma. A juntar a isto, faço o que quero. Ou seja, reúnem-se à minha volta as condições suficientes para eu levar uma boa vida e fazer realmente o que gosto e quero, sair, de dia e de noite. Nem sempre foi assim. Quase nunca foi assim como sabem. Este verão está a ser uma exceção enorme visto os meus dezassete anos de vida. Mas isto leva-me a pensar no quão bom ter uma vida assim deve ser. Na minha forma de pensar, as pessoas têm que ser felizes, estão aqui para isso. Mas é certo que também terão que sofrer, nem que seja um pouco para aprender e evoluir. Há vidas mais afortunadas que outras. Chama-se sorte. Uns têm-na, outros não. Há que aproveitar a nossa e ser feliz. Mas então, e quando chegar a altura de sofrer? De não ser feliz, de não fazer o que queremos e, pior, fazer o que não queremos. De levar 'não's' sem justificação. De ficarmos frustrados com isso. De a vida nos correr mal porque 'é vida'. Quando chegar essa altura é suposto aguentar simplesmente e andar para a frente, certo? Tenho muita dificuldade em aceitar coisas que não são fundamentadas como deve ser. Para mim, se não é de uma certa forma, há que explicar muito bem porque não pode ser dessa forma. Não acredito em 'não porque não'. No meu caso, aqui em casa, têm-me deixado levar para a frente sempre as minhas ideias. Tenho clara noção das coisas que 'peço'. Não peço mundos e fundos mas tenho consciência de que faço muito mais do que alguns que conheço assim como tenho consciência também que há outros que fazem muito mais do que eu. Outra questão se coloca: se trabalhas bem e fazes os teus deveres, então deves também aproveitar o resultado desse bom trabalho. No meu caso, mais liberdade para estar com os amigos. Então, juntando todas estas variáveis, podes mesmo ser feliz. Quando, elas mudarem ou o azar aparecer, aguenta-se e tenta-se mudar. Até lá, é aproveitar, certo?