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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

28 de Novembro, 2013

Pode mesmo vir a ser uma realidade

Inês

Ontem deparei-me com esta notícia acerca de um programa de voluntariado europeu que tem umas vagas por preencher. Não sei ao certo em que tipo de voluntariado consiste mas as possibilidades são, na maioria (se não todas), na Europa e o que me chamou mais à atenção é o facto de as despesas com viagens, alojamento e alimentação estarem pagas. Este é o segundo grande entrave (o primeiro é a aceitação da minha mãe) ao meu desejo de sair do país no final do secundário: as despesas. Ainda que hajam opções de países onde, ao dia, se gaste até uma quantidade mínima e aceitável (podem ver essa lista aqui) isso implica que os níveis de segurança e higiene do país para onde se vá não sejam dos melhores e, bem pelo contrário, sejam também baixos. Para uma experiência como a que pretendo fazer esse não é o maior problema mas para os meus pais é. Como qualquer pai (não os posso censurar por isso) não querem de jeito nenhum que anda por aí, sem rumo, na incerteza acerca dos lugares onde posso me instalar, em cenários pouco limpos e até perigosos. Seria a forma mais extrema de fazer uma gap year e, pelos meus pais, nunca na vida. Uma experiência não tão extrema, mais confortável e segura, custa mais. Viver num país desenvolvido obriga a que o investimento seja maior e aí é que reside a grande questão. Pelo que, como sabem, desanimei um pouco e afastei um bocado esta ideia. Ontem, todas as ideias voltaram à minha cabeça com a constante noção de que posso, de facto, fazer isto porque o dinheiro já não é problema. Claro que continuará a ser preciso algum dinheiro para viver ainda assim. Não é só viajar, comer, dormir e fazer o voluntariado. Há um conjunto enorme de outros aspetos que quero viver nestes países e, para muitos deles, há que pagar mas isto abre uma possibilidade, de verdade, palpável. Não são só ideias, não são meses apenas por minha conta para fazer e andar por onde me apetece. Isto é um programa, real e sério, onde me posso inserir que me guia, me dá (e aos meus pais) uma certa segurança e, ainda assim, deixa livre o monte de experiências que posso viver. Estou entusiasmada.

27 de Novembro, 2013

Banda sonora para uma bela tarde de estudo

Inês

Hoje comecei em James Blunt, passei para Damien Rice, dei umas voltas por Maroon 5, James Arthur, Just Timberlake (old times), Drake, Eminem e Rihanna. Porque estudar probabilidades é muito mais divertido a cantar tesourinhos como este:

E agora sigo para Economia mas aí não há música que me valha. Preciso de silêncio para dar ali uma palestra à minha gata sobre o crescimento económico moderno. Alguém se quer juntar?
24 de Novembro, 2013

A diferença venceu na minha escola

Inês

Isto das listas tem muito que se lhe diga. Se andam no secundário, sabem do que se trata. Dois ou três dias em que o assunto das listas reina e na prática isto traduz-se em grandes cenários arranjados pelas agências de viagens de finalistas entre outras coisas como a sporjovem e tal. Cenários estes compostos por um palco, colunas até dizer chega e, conforme as possibilidades da lista, pode haver presenças de famosos, bolos e sumo entregues aos alunos, brindes, muitos brindes desde rebuçados até telemóveis (que não são nenhuma porcaria) e, enfim!, o necessário para serem os melhores e com isto entenda-se, reunirem o maior número de gente em frente ao lugar da lista em questão durante os intervalos. Qual saída noturna! A grande festa é feita ali em plena escola, à luz do dia, com profs a assistir, só faltava circular as bebidas. Isto é o normal.

Na minha escola, há sempre a lista 'top' de um conjunto de alunos que se davam com os da associação de estudantes (AE) do ano anterior e que deixarão outros tantos para a AE do ano seguinte. É como uma família, um partido, a elite, que domina sempre, de ano para ano, a corrida à AE e a AE em si no resto do ano. Depois há sempre outra lista, lista da oposição que segue toda esta artimanha de festa durante a campanha mas nunca é forte o suficiente para derrotar a 'top'. Este ano, a juntar a estas duas, surgiu uma nova lista, diferente, que em quase nada igualava as outras duas. Primeiro, porque surgiu do nada, do zero, sem antecedentes. Depois porque não fez campanha, praticamente. Era quase invisivel nos intervalos. O lugar que lhe estava reservado possuía apenas um sofá e umas quantas mesas que seguravam faixas onde se podia ler, por exemplo, 'a música são dois dias; as ações são o ano inteiro'. Não havia colunas, música ou brindes. Nada a não ser as pessoas que compõe a lista. O presidente desta lista é que não é nada invisível. Faz se notar pelas calças justas que veste todos os dias e pelo lenço que nunca tira da cabeça. Também é importante pois claro! De gente normal, estamos nós fartos. O debate, última etapa desta corrida das listas, teve, este ano, o papel mais importante, arrisco-me a dizer. O debate é importante e devia sê-lo sempre mas, nisto das eleições nas escola, há que ser honesto: o que tem mais peso é a popularidade, os brindes, as ofertas, os amigos. As ideias valem pouco. A segunda lista que refiro saiu claramente derrotada pelas outras duas e a última de que falo saiu vencedora, não dando lugar a muitas dúvidas. A lista 'top', habituada a vencer e a não ter competição à altura, saiu pouco notada, mais frágil do que alguma vez alguém pensara.  Ainda assim, qualquer pessoa afirmaria que a AE pertenceria à 'top', mais não fossem os putos de quinto e sexto ano bajulados pelos brindes que receberam. No momento da contagem dos votos, eis que o inesperado, improvável, surreal acontece. Mais estranho que a lista dita diferente ganhar é o facto de a lista habitualmente vencedora, da elite, perder. Isto sim é o acontecimento. E aconteceu! E, na verdade, no momento da escolha, no momento mais importante para nós, estudantes, a decisão recaiu sobre o que realmente interessa, sobre o que realmente pode acontecer no futuro, sobre as mudanças que queremos ver acontecer no futuro. E não nos amigos que pertencem a esta ou outra lista; não nas coisas que nos foram atiradas por essa elite de alunos que se distanciam dos demais através de um palco, de gestos, roupas, astutos, redes sociais; não nas inúmeras promessas que pouco valem de serem tantas e não serem cumpridas.

Começou um novo ciclo na minha escola. Acredito nisso. Fiz parte dessa mudança. Contribui para que tal acontecesse e sinto que fiz bem. Se as coisas vão realmente melhorar, para nós alunos, isso é uma incógnita. Uma nova lista, com novas ideias e novas pessoas é certo mas promessas, poucas ou muitas, todos as fazem. Levá-las a cabo é outra história. Nós, estudantes da mesma escola, apostámos neles, demos-lhes a oportunidade. Ninguém quer ver esta aposta perdida, nem eles, com certeza, nem nós.

23 de Novembro, 2013

CATCHING FIRE - Editado

Inês

Depois de umas horas e de umas quantas reflexões, apercebi-me de que me faltavam aqui alguns pontos importantes. Por isso, cá vai o mesmo texto mas mais completo.

 

Ontem fui ver o Catching Fire. Awesome. Awesome. Awesome. Adorei. Adorei. Adorei. Só o quero ver outra vez e outra vez e outra vez para apanhar todos os pormenores. Talvez saiam daqui alguns spoilers por isso, cuidado.

Gostei muito da qualidade do filme. Dos efeitos especiais, das cores, dos cenários, das roupas, de tudo isso. Gostei muito das atuações, os atores deram origem às personagens que se esperavam para quem leu os livros. As emoções e expressões que nós sabemos que as personagens sentiam, Katniss, Effie, Peeta, Gale, estavam lá. O inicio é um pouco lento mas acho que é o necessário: mostrar a nova vida a que a Katniss e o distrito 12 têm direito e o Passeio da Vitória (bem mais rápido mas ainda assim; sobre este tema, gostava de ter visto mais das manifestações e por aí fora, o trailer centrou-se muito nisto e no filme, praticamente não passa do que já haviam mostrado no trailer mas penso que faz sentido já que, aos olhos da Katniss, as manisfestações não são um acontecimento muito claro, quase tudo é feito sem o seu conhecimento). A partir do anúncio do quarteirão, o ritmo muda e de uma forma que resulta muito bem. A ceifa, o Capitólio, o noivado, as entrevistas de Caesar, os vestidos polémicos, os tributos e os treinos, a ida para a arena, o Cinna... Começa uma série de momentos e situações necessárias para a construção da história de uma forma sucinta e até rápida demais (gostava de ter visto mais das entrevistas) mas bastante boas. Depois há uma terceira fase do filme que é a arena. A arena está fantástica também e os outros tributos estão fieis ao livro. Aliás, tudo está fiel ao livro (só não me recordo de tanta revolta da Johanna no livro mas para o filme, penso que se adequa perfeitamente). O filme também tem uma vertente cómica mais acentuada que no livro mas, mais uma vez, sendo uma adaptação cinematográfica, acho muito bem. Os momentos românticos são mais abundantes que no livro e ninguém se queixa claro. :p Os momentos do Presidente Snow foram muito bem-vindos e colocados ao longo do filme dando-lhe a importância merecida (e que possui de facto) na história. Gosto muito do trabalho que têm feito com esta personagem neste dois filmes. É uma personagem fundamental no fundo. Ele é o alvo a abater. O motivo pelo qual toda história se desenrola. Sem ele, não haviam Jogos Da Fome nem Panem. Gosto muito, tenho que admitir. Quanto às minhas cenas de eleição: a mais emocionante é, sem dúvida, a do discurso sobre a Rue logo no inicio. Toda a emoção, tristeza, revolta estão lá espelhados no rostos da familia da Rue, daquele homem e da Katniss quando o vê prestes a ser executado. O momento mais engraçado é o da Johanna no elevador. Quando virem, vou perceber. O de maior tensão é, provavelmente, perto do final quando a Katniss se perde da Johanna e não encontra o Peeta ou também quando estão na arena no setor dos palragaios (se não me engano) que imitam os sons sufocantes da Prim. Para mim, o final era a coisa que mudava, sem dúvida. Se o filme acabasse na parte em que a Katniss é levada pela aeronave, seria perfeito, ficando no ar a continuidade que se espera com o terceiro filme, 'A Revolta - parte I', sem ficar tanto aquela tensão da situação tão mal resolvida e explicada do mistério de toda a preparação para a grande revolta ao logo do filme o que é horrível para o telespectador (e ótimo para eles convínhamos). O final do filme é o exato final do livro e isso é que me custa. Quando acabei de o ler, foi largar um e pegar no outro no mesmo minuto, porque, tal final, é desesperante! Fizeram a mesma coisa no filme o que me leva às mudanças que farão ou não na adaptação dos próximos capítulos. Tais mudanças, se aconteceram, ou me deixarão muito feliz ou, pelo contrário, se se mantivrem fieis ao livro, me deixarão mais triste que sei lá o quê.

Ainda assim, a nota final do filme é deveras positiva. Anseio por o ver de novo e o ter em dvd. Esperar pelo próximo é dificil mas não vale a pena muitos queixumes. Espero ansiosamente pela primeira parte da Revolta mas também receando que voltas é vou ver. O terceiro livro foi o que menos gostei, podendo mesmo dizer que detestei o final e só desejo que a adaptação cinematográfica não siga o mesmo caminho. Por agora, há que me aventurar noutras aventuras livrescas (sigo para o Insurgente com uma pausa para o Fim da Inocência II). E vocês, fãs desta trilogia, que me dizem do filme se já o viram, ou que cenas mais esperam ver?

19 de Novembro, 2013

Listas, campanha e Porto

Inês

Lá na escola, esta é a semana das listas, aka barulho, festa, sweats e um pouco de debate. Ontem e hoje os dias foram de campanha forte e barulhenta. Nunca fui muito chegada a este assunto das listas mas, este ano, não o fui mesmo! E sinto que desperdicei completamente esta vertente do secundária neste último ano que é a última vez que vou assistir a tal evento (se tudo correr bem). No entanto, olho para aquela balbúrdia toda de um ponto de vista muito claro: ou se é dominado pelo ambiente festivo e se curte à brava a festa lá no meio da confusão ou então nem vale a pena lá estar. Para estar feito parvo a ver a festa a acontecer mais vale nem lá estar! E eu admito que não tenho o à vontade dos 'malucos' nem me sinto confortável a dançar como se estivesse num sábado à noite no bar do centro. E, visto isto, poucos foram os que lá me viram. Foi assim que o assunto da campanha (tão importante para alguns que não põe os pés nas aulas durante os dois dias de campanha) me passou ao lado. Amanha há debate é isso é o mais interessante para mim, sem dúvida alguma. Hoje, fiz algo que já queria fazer há imeeeenso tempo. Meti-me num autocarro com destino ao Porto. Fui sozinha e sozinha vim. Não porque assim quisesse mas não há disponibilidade das outras pessoas e, se sou eu que quero, há que fazer acontecer. Nunca me tinha atirado assim sozinha para a grande cidade mas não é nada por aí além. Comi castanhas em plena rua Sta Catarina e era exatamente isso que tinha em mente. O dia esteve bom ainda que mais sol fosse bem-vindo. Um dos pontos negativos nas grandes cidades como o Porto é que os edifícios são altíssimos e não deixam os raios solares, bem brilhantes e bem-dispostos, entrarem pela cidade adentro. O meu mood, hoje, não foi mau mas, não querendo ser repetitiva (well, este é o meu blog), estar sempre dentro da minha cabeça é mais que cansativo.

18 de Novembro, 2013

Daqui a um ano

Inês

E, vamos nós no autocarro:

Eu: Onde é que te imaginas daqui a um ano?

Diana (com uma cara super séria): Daqui a um ano, num dia de arco-íris, vou até ao fim do arco-íris e ganhar o pote cheio de ouro. E depois vou viajar.

Eu (depois de uns risos): Ok. E um cenário mais possível?

Diana (com a mesma cara séria): Vou ganhar o euromilhões. E depois vou viajar.

 

Isto foi parar a uma brincadeira porque depois acabamos por nos rir as duas mas a minha pergunta era séria. Não sei o que vai pela cabeça da Di e gostava de sabê-lo mas parece que ela também não faz uma ideia assim muito clara do que vai fazer. Eu penso nisso muitas vezes. A minha cabeça passeia-se pelo que eu quero mesmo fazer e pelo que é suposto fazer. Já falei cá disso. Gap Year ou faculdade. Eis a questão. Confesso que agora a ideia da faculdade já não me parece assim tão má. Na turma, já se fala em dividir despesas de gasolina e tudo! E isso deixa, em mim, um pouco de entusiasmo quanto a essa nova fase. Estou num dilema, só que ambas as hipóteses me parecem boas situações, uma mais que outra claro, mas ambas trazem coisas boas e pelas quais anseio. Continuo, mais que tudo, a querer aventurar-me por essa Europa fora durante uns meses, pelo menos, mas, enfim, se tal não for possível, a faculdade já não me parece um cenário assim tão mau.

17 de Novembro, 2013

Boa Música Brasileira

Inês

Sempre disse que, se havia música com a qual eu não podia, era a brasileira! Admito que tudo partia um bocado de um preconceito. Não aprecio brasileiros no geral. Coisas que nos vão metendo na cabeça nesta sociedade portuguesinha. Cada vez mais, com o passar do tempo, vou deitando por terra coisas em que acreditava ou defendia. O odiozinho de estimação pela música brasileira é uma dessas coisas. Apaixonei-me por umas quantas baladas brasileiras. Ouvir letras românticas na nossa língua, ainda que mudada por um sotaque estranho, é outra coisa. É uma coisa bem diferente e eu aprendi há uns dias essa diferença, e a olhar para ela de bons olhos porque eles também têm músicos fantásticos (e outros que são uma valente porcaria mas isso há em todo o lado). Por isso deixo-vos aqui com uma versão que adoro de uma música cantada em inglês por um irlandês que a tornou famosa 'The Blower's Daughter'. Não retiro mérito à original mas esta, no nosso português tão sentido, é fenomenal. De Ana Carolina e Seu Jorge, 'É Isso Aí'.

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