Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 26.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 26.

16 de Novembro, 2013

Divergente

Inês

Acabei há poucos minutos de ler este livro. Admito que demorei imenso tempo para o ler. Meteu-se a escola pelo meio e o tempo para ler desapareceu. Ontem, lá voltei a pegar nele e a metade que faltava foi num ápice! Li este livro porque mo recomendaram sendo eu fã dos Hunger Games. Também por ter adorado a realidade dos Hunger Games li o Maze Runner. Todas estas trilogias têm como base realidades futurísticas e muito diferentes das nossas com a coragem de jovens a ter uma importância fulcral nas sociedades e ainda há espaço para o romance. Das três histórias e comparando-as (ainda que não tenha lido o Insurgente e que ainda falte também sair um outro livro da saga do Maze Runner) posso dizer que não há amor como o primeiro e Hunger Games continua a ser o meu preferido (aquele final é que estraga tudo e há uma boa chance de passar a eleger Maze Runner ou Divergente como preferido se os respetivos finais me satisfizerem). Acho que a realidade do Maze Runner é a mais distinta (embora nem depois de ler os dois livros tenha uma ideia clara da situação em que eles vivem pois há uma dificuldade enorme em distinguir o real do manipulado) e que a dos Hunger Games e Divergente têm pontos em comum. Encontrei vários, na verdade. Mas falando agora do livro em si, gostei! Bastante. Sobretudo da personalidade da protagonista, Tris, e do seu percurso, de não ser frágil, de não o querer ser, de ser capaz de ser má, crítica e até vingativa. Gosto disso. Gosto da principal personagem masculina também, Quatro. Não gostei tanto da forma como se deu o romance entre eles, tenho que dizer. Gosto de histórias de amor mais complicadas, demoradas, com voltas e voltas e não é isso que se dá aqui. É tudo rápido, simples, o amor entre os dois admite-se num ápice e pouco mais há a explorar. As suas inseguranças como rapariga também existem mas também podiam ser mais aprofundadas. Basicamente, fiquei com a sensação, ao longo de todo o livro, que o período de tempo entre aparecer um problema e este ficar resolvido é demasiado rápido. Quero mais história, mais problemas, mais aventuras. A história em si é super interessante. A realidade criada pela autora é estranha mas fácil de entender. Tudo funciona perfeitamente até que dois aspetos rompem este perfeito funcionamento: a ganância dos líderes e os Divergentes. Para não me alongar mais, aproveito apenas para dizer que este livro tem uma componente social fortíssima e pôs-me, do inicio ao fim, a pensar nos valores e ensinamentos transmitidos. Estou agora pronta para o segundo que tratarei imediatamente de arranjar. Recomendo, portanto, claro!

15 de Novembro, 2013

Genialidade

Inês

Andamos a estudar em português Fernando Pessoa. Depois de analisar a sua vida e obra, as suas ideologias e perspetivas assim como as dos outros grandes que trouxeram o modernismo para Portugal, chego à conclusão que, qualquer destes ou outras grandes pessoas com grandes feitos, têm uma pontinha de diversas coisas levadas ao extremo e que, se vivessem ao nosso lado ou fossem nossos colegas, nós, provavelmente, ignoraríamos e pensaríamos na 'maluquice' dessa gente. A verdade é que a 'maluquice' é a criadora de coisas nunca antes vistas, obras inéditas, talentos grandiosos. Entenda-se por 'maluquice' a diferente perceção do mundo, do Homem, da sociedade, da vida, do eu (essas tretas todas) . Diferente é suficiente, na verdade. Pode ser boa ou má mas diferente é a base para a criação épica. Tudo o que é diferente (e diferente com a força da sua palavra, diferente mesmo) choca, surpreende, provoca, agita. Uma inteligência digna de destaque pode ser usada para causas boas e causas más. É lógico entender que tanto pode criar curas para doenças ou avançadíssimos equipamentos tecnológicos como bombas nucleares. O fim com que se utiliza essa genialidade é das coisas mais importantes. Tudo isto para dizer que me impressiona de certa forma esse facto de que os grandes senhores da história não eram normais. Podiam levar vidas normais mas não o eram, de facto. Génios são génios e não há muitos por aí. E aqui lembro-me de um outro aspeto. Alguns viram as suas obras reconhecidas, outros viveram na miséria provocada pelos outros da sua época ou apenas porque nunca conseguiram alcançar a felicidade. Falo de Camões e Fernando Pessoa, respetivamente. Já viram o quão assustador deve ser nunca conseguir ser feliz? Felicidade não é algo permanente (acho que todos percebemos isso) mas, em alguns momentos ao longo da nossa vida, cada um de nós há-de conseguir alcançar esse estado, esse auge. Não encontro outra coisa pior do que não encontrar esse momento. Não encontro mesmo. Poderia morrer da forma mais horrorosa ou viver da maneira mais tortuosa que, se já tivesse tido, pelo menos uma vez, esse momento, acredito que morreria, no meu interior, com a ideia de missão cumprida, vida vivida. A maior das torturas vem da nossa mente. O não conseguir chegar à felicidade porque se pensa demasiado em tudo o resto e, mesmo que seja o nosso maior desejo, não se consiga desligar essa máquina cerebral deve ser das maiores torturas. A pior delas todas. Nesse caso, ser irracional é uma bênção. A frase 'the less you care, the happier you will be' é completamente verdadeira e eu acredito nela. E para os que acreditam e querem à força toda não se importarem (care not) e mesmo assim não conseguem? Não conseguem simplesmente porque há coisas que não se explicam e essa é uma delas. Quão tortuoso deve essa ideia ser, esse estado de espírito constante, permanente? Como disse, as torturas vêm da nossa mente, do nosso medo, da capacidade que temos de ligar todas as nossas vertentes (corpo, alma) e de sentir tudo o que elas nos transmitem mas também da nossa mente vem a genialidade. Essa raridade que se toca a alguns e que bem aproveitada dá origem às mais aclamadas histórias, músicas, invenções, obras! da história da humanidade. Fascina-me pensar nestes assuntos. O lado bom e mau, injusto, sombrio e triste deste homens génios que são génios sem o saber ou talvez tendo a completa noção disso e da 'inferioridade' intelectual dos restantes mortais. E depois termino por pensar que prefiro mil vezes ser uma comum mortal, com pouca ou nenhuma genialidade, mas que tem a simples capacidade de aproveitar um momento feliz. Porque é tão triste pensar que há e houve gente por esse mundo fora que, embora génios, não consigam fazer uma coisa tão simples quanto essa de ser feliz.

13 de Novembro, 2013

Não há como fugir a este entusiasmo

Inês

Na sexta da próxima semana, vou estar numa salinha de cinema a assistir, finalmente!, ao 'Em Chamas'. Para minha alegria, há alguns cinemas que vão disponibilizar uma pré-estreia dia 22, o mesmo dia da estreia nos EUA. Ai, que fixe! Que ânsia! Esta história tão viciante da Katniss que dominou a minha vida durante um tempo. Vou poder ver a adaptação que eles fizeram e espero (!!) que não desiluda e que dêem uma bela volta aquele final e que a transição seja boa, boa, boa!!! Mais uma semaninha!!

11 de Novembro, 2013

Foi o sol e o magusto

Inês

Ontem o dia foi bem porreiro. Não me posso queixar. Foi daqueles bem animados e divertidos passados com a minha Di no magusto dos escuteiros a que ela pertence. Eles levam esta tradição bastante a sério e recriam toda aquele cenário da fogueira, as castanhas e as caras chamuscadas que são o ponto alto. Antes disto, há que limpar todo o terreno o que é uma tarefa de grupo e bem passada também, sim senhor. O almoço de domingo foi à la Casa de Di onde já não ia há bastante tempo. Gosto muito de lá estar. É uma casa diferente, com um ambiente muito diferente da minha e eu adoro isso. Depois de umas brincadeiras parvas próprias nossas, seguiu-se uma sessão de maquilhagem como nunca antes. Eu nunca me maquilho. Nunca. Sobretudo devido à minha enorme preguiça nesse campo. Para me levantar da cama às seis e meia e fazer o mínimo já custa diabos, quanto mais levantar-me mais cedo ainda para me maquilhar. Para além disso, acho que se alguém se maquilhar todos os dias, quando tal não acontecer, todos notarão uma grande diferença, bem negativa. É a tal história que diz que uma rapariga natural é mais bonita que uma pintada frequentemente. No entanto, numa de experimentar lá nos pusemos todas bonitas e devo dizer que o resultado me chocou. Positivamente, mas chocou. Pensei que só chegaria a tal ponto com a ajuda de um programa de photoshop mas não, afinal, ficarmos todas bonequitas ao vivo é bem possível (grande invenção é essa das bases). Hoje, e ainda não sabendo se fiz bem ou mal, fui para a escola com base e um risquinho nos olhos (que é a coisa mais comum que se vê) e a reação dos outros foi bem visível. As meninas disseram que se notava e que eu estava super diferente e muito bonita e alguns rapazes disseram que eu me andava a pôr bonita para outros rapazes. No geral, até gostei mas preferia que ninguém tivesse notado. Não tenciono fazer disto um hábito e, lá está, agora todos vão notar nas minhas imperfeições que, se não fosse hoje, passavam muito mais despercebidas. Importa dizer que esta mudança de hoje deveu-se a um olho negro que mora na minha cara. Nada de muito importante mas essa é a razão sem mais demoras. E pronto. O dia de hoje também trouxe mais alegrias. Isto, da vida, não é muito complicado em termos gerais. Estava eu a olhar para um gráfico de economia acerca dos ciclos económicos e não podia ser mais semelhante aos ciclos da vida. Há subidas e descidas como todos sabemos, recessões e expansões económicas, mas uma nota na lateral chamou-me a atenção: o ponto mais baixo, estado mais critico de uma crise, é identificado como sendo o inicio da ascensão. Nada de negatividades. Gostei disso. Gostei da positividade dessa definição. Vou encarar a semana passada como o ponto mais grave da crise e agora há de sempre sempre a crescer. Os fluxos emocionais estão mais estáveis, o investimento interno está a todo o gás e pronto para receber o as injeções de risos externas. Pois que a minha economia se desenvolva!

10 de Novembro, 2013

Vitamina D

Inês

Os próximos dias prometem um céu limpo preenchido apenas por um sol brilhante. Um ambiente mais quente também parece estar para chegar. Desejo que chegue e se mantenha por cá uns tempos.

08 de Novembro, 2013

Cinzento

Inês

Os meus dias continuam das maiores tristezas. É uma fase má. Não há volta a dar. Ando triste, cabisbaixa, rabugenta, chateada, desmotivada, sem entusiasmo e muito pouca coisa me faz rir. Não sou assim. Nem de perto nem de longe. Sou uma pessoa de riso muito fácil, o sorriso e os dentes fazem parte do meu rosto normal, sem esforço e tal não se tem visto. Já lá vai para semanas. Casa, escola, ginásio, volei, pessoas, tudo está uma merda. Na verdade, merda tem sido uma palavra recorrente e tal também não é de todo normal. Dizem que dizer estas asneiras alivia uma certa tensão e ajuda mas não concordo. Não vejo isso a acontecer comigo. Tenho vivido tempos de contrastes. A minha cabeça anda sempre numa roda vida e, ao mesmo tempo, parece-me morta, sem vida, sem vontade de fazer isto e aquilo. Ao longo do dia, inúmeras coisas me parecem novidade ainda que já as tenha feito umas quantas vezes e a vontade de as repetir seja reduzida. Os meus dias andam da cor do céu. Passo as minhas tardes a sentir-me sozinha. Sabem aqueles velhotes chatos que metem conversa com toda a gente no autocarro? Nós, a sociedade, somos capazes de os achar chatos mesmo, falam tanto, se pararmos um pouco para pensar no assunto chegamos a sentir pena porque nos apercebemos de que aquelas pessoas passam os dias sozinhas, em casa provavelmente, vêm muito pouca gente e, portanto, quando se vêm 'cá fora' falam pelos cotovelos porque querem muito, quase desesperadamente, conviver com pessoas, algo tão natural e humano quanto isso. Tenho-me revisto, identificado, com essas pessoas. Tenho falado assim do nada com gente, tentando inserir-me nos grupos do volei, tentando ocupar o meu tempo a falar com pessoas porque assim passa muito mais rápido e abre-se a possibilidade de até ser divertido. Tenho tentado isso e mais mas acabo por perder a vontade, deixo de fazer esse esforço porque é um esforço, não o nego. Ontem, quebrei. Pela primeira vez, chorei na escola. Não é grande coisa na verdade mas, para mim, é uma acontecimento. Chorar dentro daquele recinto nunca tinha acontecido. Na escola, sempre fui forte, a imagem que passo de mim é uma imagem forte penso. E ontem quebrei. Felizmente, só uma professora e talvez umas colegas viram mas mesmo assim não deixo de sentir vergonha por terem acedido a esse meu lado fraco. A dor física despoletou uma dor emocional que, momentos antes, tinha já alertado a sua existência e que eu tentei esconder, claro. E depois, pumba!, soluços e soluços que não me deixavam respirar nem chorar convenientemente. Fiquei perto de arrasada. Saí logo da escola, mochila às costas e, mais uma vez, a estrada era o meu caminho, comigo como companhia. Não via a hora de chegar a casa e de lá não sair. Finalmente cheguei e foi das melhores coisas. De facto, as coisas mudam. Se há uns meses dava tudo para sair e ir para a cidade ter com aquelas pessoas (daí o título do blog) agora nada disso faz sentido. Elas não estão lá. Não passam de ruas cheias de ninguém, de vazio, de memórias. Com a minha mãe, contei tudo o que se passava na minha cabeça e mais lágrimas vieram claro. O dia de hoje foi passado em casa, principalmente porque não quero pôr a vista em cima daquela escola nem daqueles lugares nos próximos tempos, e, sob a justificação do médico, isso é possível para minha satisfação. Vou aproveitar esta greve e nem amanhã lá ponho os pés. Vou dormir e levantar-me à hora que me apetecer como hoje e estar em casa a ver séries até me fartar. Sábado e domingo vêm em boa hora. Estou a tirar mini-férias para mim. E adorava, adorava!, que o sol mandasse estas nuvens e esta chuva embora e viesse cobrir, de luz e alegria, também os meus dias.

03 de Novembro, 2013

Blog

Inês

Aqui está o blog com uma nova cara. Finalmente deixei a estrutura de uma coluna ir mas nada é definitivo. Não fico convencida com várias colunas. A área dos posts é mais que suficiente mas há que mudar. Gosto de coisas simples e parece-me bem por agora. Apenas isso: bem. Não estou completamente satisfeita. A cor é demasiado clara, brilhante. Quase que me magoa os olhos, na verdade. Mas se é para mudar, é para mudar. Posso sempre voltar a mudar.

Pág. 2/2