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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

17 de Fevereiro, 2014

Terapia

Inês

Para recuperar de um mau dia, ou apenas de um menos bom, a coisa que me deixa mais bem disposta (se não for por mais nada, pela energia que gasto) é estar sozinha em casa, pôr a música no máximo, vestir a minha vestimenta da dança do ventre, posicionar-me à frente do espelho e dançar como sei e bem me apetece! Começo com as coreografias bem certinhas e acabo em grandes hits pop de outros tempos. Os meus tempos de pequenita onde quase tudo o que eu fazia era dançar. Pegar no microfone e cantar (não a plenos pulmões que tenho vizidos em baixo e paredes finas mas dou espetáculo!) outras músicas também ajuda. Estes momentos são, provavelmente, os únicos em que sou mais 'eu'. Talvez apenas e só o meu 'eu' verdadeiro.

14 de Fevereiro, 2014

Dia dos namorados, dizem eles

Inês

Este dia foi excelente. Na verdade foi a manhã que foi para lá de espetacular mas, só isso, já valeu o dia (tenham em canta que a minha 'manhã' tem mais de seis horas). Lá no grupinho dos friends elegemos este como um dia de amizade, acima de tudo (talvez isto se explique pelo facto de nenhum de nós ter namorado/a). Foi super divertido e teve a sua quota parte de carinhoso também. Distribuí abraços e beijinhos pelas pessoas que me são mais queridas e isso encheu-me de algo difícil de explicar (eu não sou, de todo, uma pessoa física, diga-se 'demonstradora de afetos'). Realmente ter amigos é das melhores coisas do mundo, se não a melhor. Ainda não descobri nada que o supere. Os meus amigos servem para a galhofa constante e para a compreensão. Consigo neles muito do que preciso para ser feliz (a família é a família e nunca me esqueço dela também). Ando numa época alta interior e eles são a razão da minha constante alegria. Que bom é me sentir assim.

10 de Fevereiro, 2014

Só faço porcaria

Inês

Nos últimos dias não há dois ou três momentos ao longo dos dias em que não sinta que só faço merda. Digo as coisas erradas às pessoas erradas. Não digo as coisas que devia dizer às pessoas certas. Fujo das pessoas com quem quero estar e falar. Volto a ficar nervosa e a tremer quando as horas determinantes se aproximam e depois as coisas que queria que acontecessem não acontecem e eu fico chateada e triste.

09 de Fevereiro, 2014

Eu queria mesmo, mesmo, mesmo...

Inês

... conseguir estudar. Mas não consigo fazer nenhum estudo de jeito. Subir a média e garantir as boas notas não está a ser motivação suficiente para o meu cérebro raciocinar corretamente. Só ouço música na minha cabeça e os pensamentos emaranhados mais barulhentos que os números que escrevo. Tenho teste de matemática amanhã e sinto que podia-me ter preparado muito melhor do que realmente fiz. A culpa é só minha. Sei disso. Mas pronto. Queixo-me de mim própria, então.

08 de Fevereiro, 2014

O We Heart It é terrível porque

Inês

não há foto de uma rapariga toda bem feita e trabalhada com uma barriga de fazer inveja a qualquer uma sem uma outra imagem de doces ou . O grande conflito da maioria da população do sexo feminino. Todos os desejos misturados. Sweets or flat stomach? Perguntam eles.. Caraças! Custava menos se, sempre que lá fosse ver as novidades, não tivesse que encarar aquilo!

06 de Fevereiro, 2014

Roda viva na cabeça

Inês

Nos últimos dias muito se tem passado quanto às decisões que tenho que tomar, nomeadamente ao meu futuro académico e às minhas relações com as pessoas. A minha cabeça (e sei que não é só a minha) é uma grande enormíssima confusão. Imaginem um mar cheio de pensamentos perdidos a boiar. Passam-me pela cabeça dezenas de coisas por segundo e raramente as coisas se arrumam ou organizam. Limitam-se simplesmente a estar lá presentes, desorganizadas, e como se à espera de serem tratadas se mantivessem. Como que a marcar presença mas no fundo sem o devido tratamento. Podia ser daquelas pessoas que simplesmente não quer saber e deixa-se ir mas não sou e sinto uma necessidade constante de organizar a mente, catalogar as coisas, dar-lhes nomes e forma, fechá-las e arrumá-las se pudesse. Como disse anteriormente, não tenho perdido muito tempo a pensar sempre sobre o mesmo assunto. Se algo me assombrar por dois ou três dias, já é muito porque na realidade têm acontecido coisas novas todos os dias e não há espaço para que certas questões se instalem. No entanto, e ainda que queira organizar o que me vai na alma, por poucas vezes o consigo fazer. Não sou boa nisso. Escrever, ajuda. Fazer listas, vir aqui despejar a informação deixa-me sempre com as ideias mais claras (ainda que os textos me pareçam confusos também. peço desculpa por isso, sei que um leitor, leia o que quer que seja, gosta de coêrencia e organização e nem sempre as minhas coisas têm tais características). Organização de ideias não é, de facto, o meu forte.

Concentrando-me agora na questão da faculdade (sobre isto ainda me ocorre outra coisa, achava eu que estava a adiar a decisão sobre o meu futuro por tempo demais e que tinha que acompanhar os meus colegas nisso que pareciam ter ideias bastante fortes mas enganei-me, se quatro ou cinco têm os objetivos bem presentes, a maioria não quer saber e confia em objetivos pouco realistas. este pessoal não pensa? daqui a uns meses, o ambiente a que estamos habituados vai mudar completamente e agora é dos momentos mais importantes de sempre. parece-me que ser adolescente, imaturo, e despreocupado nesta altura não seja, de todo, das melhores atitudes mas enfim..), fui ontem falar com a psicóloga da escola (sugestão da DT) para ela me ajudar nisto. Sinto, realmente, uma pressão, imposta por mim, para esclarecer este assunto e decidir-me o quanto antes. Lá fui e ajudou, de facto. A doutora teve a perspetiva mais realista da minha situação que se pode ter e, ainda que não conhecesse muito da minha vida e preferências, optou pelo caminho mais seguro, correto e positivo para mim, deixando-me sempre as alternativas possíveis para as experiências pelas quais quero passar, durante e/ou depois da faculdade. Não me alongando, a conclusão a que cheguei foi que a estrutura familiar cá de casa conta imenso e, como já sabia, as minhas escolhas vão mudar esta dinâmica. Pode mudar tudo ou pode mudar quase nada consoante o local escolhido para estudar. Relações Internacionais seria apenas um bom curso para tirar em Lisboa que é a capital e, por isso, a nossa ligação com o mundo exterior. Tendo em conta, a essência da área, estudá-la em Coimbra seria um má opção para mim. Ir para Lisboa acarreta custos e esforços que, neste momento, não vejo com muitos bons olhos. Há uns meses, estava pronta para me atirar ao estrangeiro e viver o tão falado gap year. Hoje, admito e exponho a minha mudança de ideias, ainda que continue a achar que é das melhores experiências de sempre e que todos devíamos passar por ela e eu, própria, agora ou daqui a três/quatro anos hei-de vivê-la, que não seria uma boa decisão para mim e para a minha vida pois a minha estrutura familiar não é tão resistente assim. Se não é, e se ficaria enfraquecida, então também eu o sentiria. Tenho toda e completa certeza disso, e então, não seria uma experiência tão cinco estrelas. Porto tornou-se, desta forma, a mais provável escolha. E visto isto, Economia destaca-se facilmente perante o curso de Gestão que considero mais limitado. A grande vantagem de escolher Economia é que é o curso mais abrangente na minha área e que me possibilitará um maior conjunto de opções posteriormente (posso, nomeadamente, fazer o mestrado em Relações Internacionais noutra faculdade qualquer, noutro país europeu se assim o decidir). Com isto vem a questão de Erasmus que pensava ser impossível se escolhesse Economia. Pois bem, enganei-me. As minhas fontes orientaram-me mal e, para minha alegre surpresa, qualquer aluno da FEP pode fazer Erasmus. Parece agora um cenário bastante mais risonho e à minha feição. Licenciatura por três anos e, no fim desse tempo, mais dois aninhos de mestrado consoante o que optar uma certa Inês com outras experiências e pensamentos, três anos mais velha. Não dou por encerrado este assunto (estará aberto até ao momento derradeiro) pois sei lá o que ainda poderá acontecer. Por agora, sinto-me mais 'organizada' e segura.

Outro grande problema que surgiu ontem à noite e que se resolveu já hoje (durou pouco mais foi vivido muito intensamente, acreditem) chama-se Lid. Basta um 'preciso de falar contigo' que tudo muda. Tudo não mas quase tudo. Ele continua a não me ser indiferente, se houvessem dúvidas disso, foi tudo exposto hoje, infelizmente (é que a exposição não ficou limitada ao número restrito de pessoas que eu preferia que tivesse ficado, que é como quem diz eu e a Di mas, em vez disso, eu e Di e todo o fucking grupo de friends que anima os meus intervalos). Já não me sentia tão nervosa e ansiosa há muito tempo como hoje. Não consegui mesmo disfarçar (o que até costumo fazer bem). No final de contas, não era sinal para tanto alarme. Conversou-se e nada se passou, nada mudou e provavelmente nada vai mudar. Nenhuma decisão aqui foi preciso ser tomada e isso é que me assustava. Tudo indicava para que fosse preciso e, ainda que soubesse qual era a decisão mais correta para mim e para os outros, não a queria no verdadeiro fundo do meu rolo de pensamentos. Ter a perfeita noção de que é uma má escolha e, mesmo assim, optar por tomá-la porque sabe demasiado bem (ainda que seja um bem não pleno e, talvez, construído a partir de palavras fortes demais para o que sentimos) é um sentimento bastante complexo. Sabemos que conseguimos fazer melhor que aquilo mas não queremos fazer melhor. Preferimos fazer pior e ter o bom. Mesmo sabendo que é um bom quase falso. Ter a noção de tudo é uma treta, já dizia Fernando Pessoa. Podíamos apenas tornarmo-nos pessoas ignorantes em relação a determinadas coisas e, quando fizéssemos mal, o problema não seria tão grande porque 'ignorância é santa'. Mas não é assim que acontece na vida real. Feliz ou infelizmente, sou uma pessoa conhecedora de mim própria, dos traços das outras pessoas, dos jeitos delas, das palavras, da honestidade delas e não consigo fechar os olhos a isso e ser feliz só porque sim. Se me tomam por parva e eu sei-o, a minha Inês racional vai ser a pessoa mais prática do mundo e ignorar-vos para sempre, mas, a outra vai achar que é demasiado difícil resistir à tentação de voltar àqueles tempos felizes, mesmo que feliz seja uma palavra cheia demais e boa demais quando temos a noção de que nem tudo é tão verdadeiro quanto gostávamos que fosse.

05 de Fevereiro, 2014

Que bom é nos sentirmos bem!

Inês

Ando muito satisfeita com o andamento das coisas lá na escola, dentro e fora de aulas. Faço bons trabalhos, vou tendo as coisas em dia e mantendo o nível lá em cima. Há que somar pontos para, quando os terríveis exames chegarem, as coisas estarem mais ou menos controladas. Fora das aulas, também me sinto bastante bem. Aquela aura negativa que me vinha assombrar na época das chuvas e dias cinzentos ficou lá atrás mal começaram as aulas. É estranho e bom ter um grupinho de colegas próximos com quer passar bons intervalos. No entanto, nem tudo são rosas. Nem a maior parte sequer. I mean, no fim de contas, fico sempre super contente com as coisas que se vão passando, mas, há pessoas com as quais, simplesmente, o conforto não aparece e a awkardness se instala. Já aqui vos contei como a questão das minhas relações interpessoais serem algo negativamente presente nos meu dia-a-dia e esse problema ainda não foi resolvido. O que foi tratado foi o impacto de como isso afetava os meus dias, que era gigantesco. Agora, não. Nem sequer me dou ao trabalho de pensar em demasia acerca do quão mau foi um determinado momento. Que se lixe. Foi assim e acabou. Para a próxima será melhor. Tudo é melhor do que nada. Passar os intervalos a rir, mesmo que com alguns momentos embaraçosos, num grupo de gente fixe é sempre melhor do que simplesmente vê-los passar.

05 de Fevereiro, 2014

Novidades no campo 'being healthy'

Inês

Quanto à minha tentativa de me tornar uma pessoa mais saudável, devo dizer que já visto calças que não vestia há mais de um ano e que, tal facto, me deixa bastante satisfeita (até porque as calças são mesmo giras e confortáveis). O exercício físico está limitado ao da escola e das aulas de dança de ventre (que não é canja). Este tempo não motiva nadinha para fazer algo mais. Na verdade, chegam as seis horas da tarde e só me apetece dormir. Por outro lado, tenho acordado com uma energia e vontade às seis da manhã que até a mim me surpreende. Quanto à alimentação, essa tem sido direitinha mas se há coisa que me desvia dos meus bons hábitos, são os putos dos chocolates que não há maneira de abandonarem esta casa! Detesto isso e vou generalizar esta situação. Acho de muito mau gosto e nenhum cuidado nem amizade, queixarem-se quando uma pessoa está de 'dieta'. E 'dieta' nem é a palavra adequada. Manter uma alimentação saudável devia ser transversal a toda a população mas, uma vez que não é, ninguém devia ter a lata de desencaminhar uma pessoa que faz um esforço tremendo por tomar decisões mais equilibradas à hora da refeição. O que se passa quase sempre, quando estamos acompanhados e queremos optar por algo mais saudável, é que a outra pessoa coloca-nos logo numa posição de quem está com a 'mania das dietas e não precisa' e para 'abrirmos uma exceção'. É, na minha opinião, uma atitude reprovável dessas pessoas. Seria mais fácil e bom para todos serem os outros a deixarem-se contagiar pelo espírito equilibrado por uma refeição que seja e não tentarem estragar um processo de tanta importância. Ainda que a força de vontade seja muita e que consigamos manter as nossas decisões, a tentação está lá e é fortíssima. Cá em casa, é o que se passa. Quero, por tudo, manter-me nas minhas sopas e gelatinas e só me põe à frente chocolates e pratos deliciosamente calóricos. É uma treta nesse aspeto. Mas anyway, lá tenho conseguido manter a concentração nos princípios recomendáveis. Outra parte fulcral neste processo é a água que tem que ser bebida em grandes quantidades. Num dia normal não tenho muitos problemas em beber água mas este frio tem abolido qualquer vontade de beber qualquer coisa fria que seja. Pois bem, viciei-me em bebidas quentes. Água quente com chá, café, cevada, capuccinno... De manhã, depois de almoço, à tarde, antes de dormir. Ah! Como sabe bem... Mas só água. Nunca leite. Deixei de consumir leite e já não o faço há uns bons dois ou três meses (bebo iogurtes e como queijo para substituir). O açúcar também foi largamente reduzido. Em cafés e coisas que tais opto por canela que só faz bem. E é isto!