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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

12 de Março, 2014

Relativizar as pessoas

Inês

Acredito que todos nós temos algo de bom e de mau. É como aquele símbolo a preto e branco que diz que todo o bom tem algo de mau e todo o mau tem algo de bom. Radicalizar opiniões, parece a qualquer cidadão da cultura ocidental, excessivo e, basicamente, um erro (ainda que entre nós muitos assuntos sejam levados ao extremo; ainda assim há sempre dois lados e só não vê os dois lados quem não quer ver). Com as pessoas passa-se o mesmo. Porquê marginalizar completamente uma pessoa por esta levar avante atitudes que não gostamos? Ok. Isto não está bem explicado. Claro que, se não vamos com a cara de alguém, falar com ela ou estar na mesma zona que ela, torna-se numa tarefa indesejável, entendo. Fazê-lo pode até ser descrito como falsidade. Eu prefiro achar que é sermos politicamente corretos, minimamente simpáticos e sociáveis como qualquer pessoa educada deveria ser. No entanto, porquê não tentar conhecer para além do que conhecemos? Tomar uma parte como o todo é errado. Sinto-o como errado e não gosto de ver a acontecer à minha frente. Entristece-me a ideia de as pessoas com quem passo mais tempo e de quem gosto imenso não dêem sequer uma oportunidade a outras pessoas de quem também gosto. Não quero pensar que, sendo desta forma, podem estar a obrigar-me a escolher. Não quero escolher. Não faço escolhas desse género.

10 de Março, 2014

Quando nós podemos dizer aos pais 'Eu avisei-te'

Inês

Sim, porque também é possível antevermos situações que os nossos pais não vêem. Muito especificamente, a minha mãe deu-me uma educação muito boa no que toca a saber lidar com os outros e ao que é certo/errado nas relações com os outros e como é que nos podemos queimar numa situação mal gerida por nós. Basicamente, das coisas que mais aprendi com ela, é a saber fazer as coisas de forma a não me desiludir nem desiludir ninguém. Acho, honestamente, que tenho bons princípios e bases nesta vertente. Fui ensinada por uma pessoa excelente, do meu ponto de vista claro. Quando, na vida dela, vejo que tolera situações e dá aso a outras que eu não aceitaria, devido às bases que mantenho, fico um bocado chocada. Bases essas que vieram dela. E, portanto, dificilmente estas atitudes da minha mãe cabem na minha cabeça. Depois, chego à conclusão, que até não é assim tão difícil, de que há determinadas sensações e sentimentos que nos tornam burros e burras. Um ditado diria, apenas, cegos. Mas, para mim, não é cegueira. Porque vemos. Continuamos a ver os erros à nossa frente, as estupidezes e parvoíces num panorama geral como um fundo por trás da realidade e optamos por fechar os olhos. 'Cego é quem não quer ver', sem dúvida. Negamos isso tudo porque há coisas que são demasiado boas e que temos que viver ainda que nos obriguem a falhar, perante nós próprios. Se não forem essas coisas então de que vale tudo isto? Há erros que provavelmente voltaria eu própria a cometer para ter todos os momentos bons de que me lembro e relembro e sinto falta. Deve ter sido isso que se passou com a minha mãe. Claro que foi. E ela, melhor que eu, já devia ver tudo isto há imenso tempo, mas sabia que há caminhos errados que devem ser percorridos se queremos viver certas coisas. E de que valeu na altura o meu 'isto vai ser assim e assado' e 'não podes confiar' e 'não podes fazer isso!'? Acredito, agora, que ela já esperava este enredo e as minhas perguntas pouco acrescentavam ao seu pensamento. E agora de que vale também o meu 'eu avisei-te'? Alguns dias foram um pesadelo? Ela diz que alguns foram. Alguns dias foram super bons? Também diz que sim. Isso vale tudo.

10 de Março, 2014

De vez em quando sou estupidamente distraída e acabo por ser estúpida também

Inês

E este deve ser o título mais longo que algum post alguma vez conheceu neste blog. Então as seguintes situações passaram-se todinhas hoje e eu, achando uma certa graça, não acho piada nenhuma:

- o dia foi de verão, indiscutível, e como tal, resgatei uma blusa de verão e procurei sempre o sol lá na escola e fora dela. É um recurso escasso hoje em dia! Quase que há meses não via este sol que adoro. Adoro o sol e adoro estar a apanhar sol e pouco me importo se fico super quente e vermelha. Quando duas pessoas me dizem, no mesmo intervalo, que ando 'cheia de calor', percebo logo que algo não deve estar muito bem. Pois bem, a blusa é demasiado transparente e via-se mais do que o suposto. Estúpida Inês! Estúpida!

- numa apresentação oral em grupo, das minhas dificuldades maiores é manter aquela postura formal e educada enquanto os meus colegas estão a falar das respetivas partes. Principalmente se o raio da apresentação se alongar por uma hora! Ainda assim, mesmo que fosse de trinta minutos, depois dos primeiros dez, já só me vêem a procurar algo interessante do outro lado das janelas, a lembrar-me de coisas passadas e a sorrir ou autocensurar-me com gestos involuntários por causa delas, a tentar não rir às gargalhadas por causa das caras e gestos obscenos que os meus queridos colegas fazem à nossa frente e até a roer os cadernos! É, de certo, a parte que preciso mesmo de melhorar neste tipo de exposições.

- e quando o pessoal apanha os meus cadernos onde, durante as aulas, debito e esquematizo os meus problemas (que por sinal também lhes diz, é não é pouco, respeito)? Escrever ajuda-me a pensar e esquematizar ajuda-me a solucionar. Por isso não me surpreendo quando encontro nas folhas de geografia e economia esquemas com os nomes dos meus amigos e linhas acerca do que tenho ou não que falar/fazer com elas. O problema é que nada disto são situações banais e, se é verdade que as escrevo, pouco sobre elas falo e, portanto, ler aquilo seria estar dentro da minha mente e isso é que não quero. Felizmente, a Di apanhou o caderno problemático antes de começarem a ler o desenvolvimento. Infelizmente, leram nomes e devem ter ficado a pensar que era mais trenga que sei lá o quê. Serviu para apagar todos os esquemazinhos e palavras suspeitas num instante que isto de irem à procura de matéria e encontrarem a minha cabeça não quero!

Acho que havia outras situações dignas de serem contadas acerca dos meus terríveis fails, mas, nem só de fails é feita a minha pessoa! E se se metem comigo também levam! O espertinho que me desconcentrou da apresentação levou com uma partida minha no final da manhã. Enquanto ele tirava umas dúvidas com o prof, já no final da aula, eu e a Cat entusiasmo-nos a desarrumar e a espalhar por todas as mesas da sala cada coisinha do Luís. Depois fomos embora, perdidas de riso, e deixamos o prof a rir e o Luís lixado. Missão bem sucedida! Adorei! Ah! E não há melhor maneira de começar o dia se não ver que o Nurb, finalmente!, publicou um novo vídeo. Começar a rir às setes da matina é das melhores coisinhas.

09 de Março, 2014

Mas não estava a chover ontem?

Inês

Sexta o dia foi uma porcaria. Das maiores dos últimos tempos. Well, também há dias assim. Ontem, o dia foi espetacular. E o de hoje também. O fim-de-semana primaveril veio animar-me. Na manhã de sábado (qual manhã? era meio-dia. still..) fui dar uma caminhada com a minha mãe de uma hora o que, além de ser uma ótima maneira de começar o dia, foi uma boa forme de restabelecer a comunicação saudável com ela que isto de ambiente pesado cá em casa já cansava... Depois seguiram-se as coisas normais de um sábado até que avisto uma criatura muito pouco portuguesa de bicicleta e com um atrelado nessa bicicleta com o que parecia ser uma casa às costas aqui perto desta terra que não lembra a nenhum turista. Então a minha mãe lá tomou a iniciativa, parámos de carro e comecei a conversar com o rapaz (dava-lhe uns vinte e cinco anos) sempre a tentar não me espalhar no meu inglês. Queria ir para Santiago de Compostela e, acreditem, estava um bocado fora de rota. Analisei o mapa com ele, disse-lhe onde ele estava e por onde ele devia ir para retomar o percurso. Ainda tentei levar a conversa um pouco mais longe dizendo-lhe que devia passar pelo Porto, talvez depois desta 'missão' de Santiago concluída, porque aquilo é muito bonito e blá, blá, blá. A verdade é que não me espatifei no inglês mas sentia-me vermelha como um tomate e, disse-me depois a minha mãe, agarrei-me ao guiador da bicicleta dele como se aquilo fosse desatar a andar e eu não quisesse e eu nâo me apercebi que estava a segurar a bicicleta com tanta força. Valeram umas boas gargalhadas. À noite ainda aconteceu outra das melhores coisinhas para mim. Finalmente pude andar na lambreta do meu pai e foi espetacular! Melhor do que tinha imaginado. Ainda por cima, no céu limpo e estrelado de ontem naquele ambiente mesmo quente. Era eu, cabelo, vento, manga curta, céu e estrelas. Digno de um filme à american dream ou de uma foto à tumblr. Ah! E o meu pai à frente também.. Ainda não foi desta que pude andar sozinha mas está perto! Hoje, acordei com a minha mãe passar mais algum tempo de qualidade com ela e, então, dedicamo-nos à vida no campo. Aproveitar o bocado de terra que temos e desenvolver uma hortinha sempre foi uma coisa que quisemos e hoje avançamos com esses planos. Começar é importante. E hoje lá começamos. Foi um ótimo fim-de-semana e que o sol venha para ficar!

03 de Março, 2014

Trabalhos escritos

Inês

Já não me lembrava o quão terrível era escrever páginas e páginas em word sobre um assunto pouco entusiasmante. A verdade é que está assim a passar o secundário num instante e se eu fiz cinco trabalhos daqueles com capa, índice e tal.. foi muito! Os profs que tenho tido só querem é powerpoints e apresentações orais e eu aprendi a fazê-las bem e a gostar. E muito até! Vou lá, com os meus apontamentos, os meus esquemas, digo o que tenho a dizer e pronto... está feito! Claro que há uma pesquisa feita antes mas (quase) não se compara ao que se tem que fazer quando se trata de uma redação toda bem feita, com cabeça, corpo e membros e todas aquelas coisas que os profs gostam de ler e analisar. Mas maior seca que uma tarde a fazer um trabalho desses (e pior! a depender dos teus colegas para o acabar) é que não há.

02 de Março, 2014

Palavras cheias de sentido que me apareceram à frente

Inês

"Perdes tempo a contar estrelas enquanto tens o céu" - Blog "Tens a loucura que a manhã ainda te traz"

"Querer ser o melhor, não é ter mania" - Miguel Gonçalves (ainda que a minha ambição, não seja, nem por sombras, ser a melhor por um nr enorme de fatores, a verdade é que durante muitos anos fui e fui marginalizada por isso. posta de parte, simplesmente. situações destas vêem-se com demasiada frequência. outro erro grave desta cultura, este destruir sonhos tão grandes de gente, ainda!, pequena)

"Estudar para não morrer de fome e morrer de tédio em vez disso" - algures por aí na web.

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