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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

30 de Maio, 2014

A um passo fora do secundário

Inês

A coisa que mais me impressiona, e tem vindo a impressionar cada vez mais, é a passagem do tempo. Reflito e reflito acerca da rapidez do tempo e não me canso de surpreender. Até os momentos menos bons passam rápido agora. Ainda não tinha chegado a tal fase. Que os bons passam depressa não há, nem nunca houve, dúvida mas os maus também? Talvez isso venha do facto de que nada é realmente mau ou tenha sido, ou venha ser. Há dias, e se os há!, em que me sinto verdadeiramente em baixo mas mesmo esses dias passam e depois vêm outros em que eu sou a pessoa mais feliz do mundo. E agora falta uma semana de aulas para terminar o décimo segundo. E, visto que não pertenço àquele grupo de alunos que gostou tanto mas tanto ao ponto de repetir, é também a última semana de aulas de escola como sempre a conheci até hoje. Poucas coisas me impressionam mais do que isto. Ontem fiz o meu último teste, foi de Mátematica só assim para terminar em beleza, pareceu-me que compensou as tardes e tardes que tenho passado a estudar. É a reta final. Dos últimos esforços. Dos exames. E, embora sinta que tenho cada vez menos certezas acerca de como vou gastar o meu próximo ano, as notas têm de estar lá para aguentarem com qualquer decisão. Outra coisa que me impressiona é o quão bem eu estou com o final. Podia estar triste, triste, triste por acabarem dos melhores anos da minha vida. Mas não consigo. Porque há tanto que se avizinha, que espera ansiosamente pelo fecho da escola, tanto para viver que não consigo estar triste. Esse tanto anima-me, entusiasma-me e sabe bem senter-me assim.

27 de Maio, 2014

Apresentações Orais

Inês

A maior parte das pessoas tem aquilo a que se chama, medo de palcos, de falar em público, de, olha o nome jeitoso que lhe deram, momentos formais de avaliação de oralidade. Ainda me lembro deste meu primeiro momento de secundário, foi ele na disciplina de português e consistiu na apresentação de um livro. O método de apresentação foi bastante aborrecedor e tradicional e isso é um erro, deixo já a dica. Se há coisa em que se pode trabalhar ao longo do tempo é esta que é algo que não nos ocorre mas é verdade. É fácil e recorrente um aluno mais tímido e reservado desistir desta componente de avaliação porque não tem jeito e acha que nunca vai ter porque carisma é algo natural e que nasce com as pessoas. Pois isso é mentira gente. Pode evoluir-se e não é pouco. A minha primeira apresentação foi terrível. Pior que isso. Foi mesmo dos piores cenários ao ponto de, no fim da apresentação, os meus colegas dizerem para eu respirar e perguntarem-me se ia chorar ali à frente da turma dada a tremura da minha voz. Foi o momento mais embaraçoso de toda a experiência académica sem dúvida. Esta semana fiz a última apresentação de secundário e nada tem a ver com as primeiras. Há muitos aspetos que constroem uma boa apresentação e nos permitem estar mais à vontade: o estilo de powerpoint (pouco texto, mais imagens e esquemas! sim esquemas! usem a imaginação, setas, pequenas citações e expressões, e mais imagens em forma de desenho por exemplo), simplifiquem tudo, desde o discurso aos textos se os tiverem às imagens, quanto mais simples , minimalista e relativamente pequeno melhor, não tenham receio de falar, voz colocada e altinha, chamam mais a atenção se estiverem a enrolar e a atrapalharem-se com as palavras do que se falarem de forma confiante, e mais importante, estejam cem por cento seguros da informação que transmitem, dominem os conteúdos, estejam preparados para perguntas. A confiança passa naturalmente e a falta dela também. O à vontade com um certo grupo ou turma vai-se ganhando com o tempo e isso é totalmente compreensível e normal. ainda assim, vale a pena dizer que devem estar calmos, tranquilos e seguros de que se preparam antes com um ou dois (não mais do que isso) ensaios em casa para as paredes ou os pais. E não tenham medo de arriscar num estilo de apresentação diferente. A sério. Vale a pena. No básico ainda somos ou éramos todos uma cambada de putos que aproveitava todas as situações para gozar com o colega e promovia aquelas apresentações tão normaizinhas e chatas de leituras de diapositivos enormes e cheios de textos. No secundário, felizmente, não é assim. querem-se pessoas que agitem as aulas, criem discussões, debates, falem e conversem connosco e com os profs olhos nos olhos mesmo que uns sentados e outros de pé. O medo ficou lá atrás. Procuram-se, agora e cada vez mais, aspetos diferenciadores que nos façam destacar que é o que se quer. chega de powerpints secantes. Atirem-se aos prezis, escrevam nos quadros, tragam vídeos e músicas. Arrisquem e estejam calmos e procurem melhor de apresentação para apresentação que, acreditem, é bem possível. Experiência própria de quem já entrou e, como é que é possível?, está a um passo de sair do liceu.

25 de Maio, 2014

A chave dos meus dias

Inês

Esqueço-me de como eu, sem grandes explicações, sou a chave dos meus dias. Deposito esperanças em dias e acontecimentos como se só de certa coisa acontecer tudo ficasse bem e fosse um dia em cheio e esqueço-me de como é decisivo o meu estado de espírito nesses momentos. Esse tal humor, ou aura, que tão pouco controlo. É moldado, à parte das explicações científicas, como se de um dia de sol ou chuva que surge a cada amanhecer e nos surpreende assim só por ser sol e chuva se tratasse. Quão assustador e chato é isso? Ter o nosso futuro nas mãos de um estado psicológico, que embora só nosso, nos pareça tão difícil de controlar?

20 de Maio, 2014

Há dias e dias

Inês

Há dias em que parece que tenho cola a juntar os lábios às orelhas tal é a minha vontade de sorrir e rir por todas e nenhumas razões e outros em que me sinto tão cheia de tudo, tão sozinha, tão farta de que os problemas se repitam como se a vida não mudasse, como se as soluções não existissem e a condenação fosse tão fácil e previsível que só me apetece deitar, ver Bing Bang e comer porcaria. E quando estes dois estados espíritos acontecem no mesmíssimo dia? É uma merda ser rapariga às vezes. Rapariga com a mãe à quatro dias em França a deprimir com o trabalho prometido que não existe, rapariga que só tem cabeça, além da mãe, para um estúpido de um rapaz que não a tem assim na cabeça e, rapariga essa que, por tudo isto ou por simplesmente nada disto, não consegue concentrar-se na outra porra que é a matemática. Vou culpar o tempo outra vez. E que o sol, a vir, seja ainda mais brilhante que o da última semana não chegou.

19 de Maio, 2014

The Vamps

Inês

E pronto. Depois dos One Direction (que serão sempre os One Direction), crashei nestes rapazitos que fazem convers super fixes e animados. Música para animar é o que se quer que, de resto, pouco tenho tido que me anime.
06 de Maio, 2014

Desistir das redes sociais

Inês

Um famoso vídeo viral na intenet aponta o dedo a todos nós que desperdiçamos horas e horas agarrados a smartphones, tablets, computadores... Nenhuma novidade, se me perguntarem, mas senti-me envergonhada na mesma por esta capacidade que eu tenho, e a maior parte de nós tem, de fugirmos à vida de forma propositada. Seguramo-nos à segurança do um smartphone com medo de viver as coisas fantásticas que um dia-a-dia pode criar. É verdade. Contra mim falo. É mais fácil navegar pelo ecrã do que criar conversa com gente que está mesmo ao nosso lado. Mas será mesmo? Se há coisa na qual acredito é que mais vale algo correr mal do que não correr e, por isso, contradigo-me. Enfim. Também acontece. Falar é sempre mais fácil do que agir. Ainda assim, este vídeo e umas quantas outras coisas que se têm passado levaram-me a pensar seriamente sobre o quanto ando a perder e quão mal este vício das redes sociais me faz. Porque, para além de nos fazer perder tempo, seguir gente na web faz-nos ficar, sobretudo, deprimidos. Pelo menos a mim deixa. Vidas perfeitos, corpos perfeitos, passatempos perfeitos, namorados perfeitos, comidas perfeitas, paisagens perfeitas... O melhor de cada um. Claro. Também eu só partilho as melhores coisas que me acontecem. Das menos boas ninguém quer saber. Mas quererá alguém saber também das boas? E nem sequer está aí a questão. O problema é mesmo o facto de eu querer saber da vida dos outros e eles mostrarem aqueles momentos todos excelentes e eu ficar na porcaria porque são eles e não sou eu. E, no final de contas, para quê vasculhar os twitters do pessoal popular? E para quê ter instagram quando se podem publicar as mesmas fotos no facebook? E para quê tanta coisa a puxar-me para baixo? Hoje tomei a decisão de desinstalar o twitter e o instagram do meu telemóvel que me parecem agora buracos onde caio com demasiada facilidade e donde quero sair rapidamente. Se prometo que nunca mais lá volto? Não. Mas cinco ou seis vezes por dia como nos últimos tempos é que não. Há que fazer uma filtragem. Fico-me pelo facebook que é mais que suficiente para ter vida na web. Afinal, estás online ou a viver?

05 de Maio, 2014

Deixem-me explicar-vos como isto funciona

Inês

Mesmo na reta final da minha experiência de secundário, posso tirar diversas conclusões acerca desta grande mixórdia de relações que acontecem ao longo destes três anos tão importantes na vida de um jovem. Claro que não será desta forma para todos. Viva a diversidade! no entanto, penso que, nas belas escolas secundárias de Portugal, é, basicamente isto que se passa. E, digo-vos, dão com estas resoluções mesmo no último mês de liceu! Três anos lá e só junto as peças no fim. No fundo, acho que sou um bocadinho parvinha e cegueta também. Nunca me preocupei muito. Não que o faça agora. Mas ter o puzzle concluído é outra coisa. E se já tivesse percebido tais coisas um ou dois anos mais cedo tinha vivido certas coisas de forma diferente e, ainda que parecendo uma contradição, não tinha caído assim tão cegamente numa determinada teia nem achado tão estranho que essa teia se tenha formado à minha volta. A história é a seguinte: no secundário (ou antes ainda, sei lá eu!), o normal e recomendável é que o pessoal fale e se conheça e partilhe opiniões e gostos comuns (seja sociável). Essas tretas todas que todos já sabemos. Na prática, e nos dias de hoje, este processo passa, principalmente, por uma troca de mensagens fortíssima. E as pessoas lá se vão conhecendo. E, sabe-se lá porquê ou então até se sabe muito bem, há sempre aquela busca pelo amor, por um namoro, por uma namorado ou namorado. No meio desta ou daquela conversa (que não são mais que buscas), falhar é frequente. E falo em falhar no sentido em que não se encontra essa tal pessoa especial. Para mim, pessoa especial desse tipo não se encontra assim só por vasculhar muito uma certa pessoa. Penso que se trata de um fator x que existe ou não entre duas pessoas. E, se não existir, logo de inicio, não acho que vá aparecer quando aprofundamos uma certa relação. Ou se calhar aparece! Sei lá eu! O importante é ir tentando, se essa é a nossa vontade, digo eu. Continuando no conceito de falhar... também se falha quando as pessoas não se disponibilizam para algo mais que uma amizade. E isso acontece. Enquanto que há gente que anda nas buscas, como lhes chamo, há outras que não. E essas não se colocam em determinadas posições que dariam algo mais. E não o fazem porque ou não querem, ou não sabem como, ou também acreditam que ou existe fator x ou então é para esquecer. E isso também é normal no secundário. Tudo isto é normal. Por isso, não é de estranhar que este ou aquele teu amigo namorem, agora, com alguém com quem já falaste bastante e, imaginam lá, te viam romanticamente envolvida, parecia, dada a proximidade de outros tempos. As pessoas aproximam-se e afastam-se. E aproximam-se de outras. E voltam a afastar-se. Ce la vie. Na vida inteira. Acredito na passagem das coisas, das pessoas. Tudo é passageiro. Sobretudo nesta juventude impulsionada pelas coisas boas e más da adolescência. É assim que isto funciona. Ou então não.

03 de Maio, 2014

A minha mãe

Inês

Em dezassete anos de vida, seguramente dezasseis anos e meio foram passados com dos melhores tipos de relação que uma mãe e uma filha podem passar. Os últimos meses são o oposto completo e afirmado desses tempos. Reúnem-se os hábitos de uma vida a um espírito muito crítico e jovem, a crise natural de uma mulher que já passou os cinquenta com a 'crise adolescente' destes meus dias, problemas de saúde, de dinheiro, de família, de amigos que existem dum lado e não do outro, de compreensão, de comunicação, de mudança, de tempo e de felicidade e... é isso que temos tido cá em casa. A tecla já está mais que partida de tanto se clicar nela mas nenhum lado cede. Falta muita coisa e parece-me impossível explicar como é que a nossa relação passou do que foi em tempos para o que vivemos hoje, para este dia-a-dia onde só se discute. Daqui a duas semanas, se tudo correr bem, a minha mãe vai para França trabalhar. Algo que já devia ter sido feito há anos e anos e foi sempre adiado. para além de toda a razão que eu possa ter, emigrar depois dos cinquentas, para uma mulher ainda por cima, é uma ação cheia de coragem e eu vejo isso nela, se acontecer. No entanto, eu conheço a minha mãe e, além da coragem, vejo-lhe outras coisas. Coisas que detesto ver, que me fartei já de ver depois de tantos anos. As mães são das melhores pessoas do mundo, incomparáveis, mas são seres humanos também construídos nesta sociedade viciada e, por isso, erram. E eu erro. E erramos as duas e discutimos as duas e andamos neste ciclo vicioso que parece não acabar. sobretudo por isto, espero que ela vá, que ela saia deste mundinho pequeno que conhece, que se atire de cabeça, alma e coração às coisas boas que possam aparecer, que tire o máximo proveito delas. Que viva, para variar. Desejo-lhe, mais que tudo, que viva. Porque só tem existido e isso é a coisa que mais detesto. Que mude, que falhe, que erre em coisas novas, que conheça coisas novas, estradas novas, casas novas, gente nova, comidas novas, que ande muito e ande de bicicleta, que caia e que se levante, que arranje novos medos e tente superar os que tem agora. Que viva e seja feliz.

02 de Maio, 2014

Shit.

Inês

Hoje deixei cair o telemóvel de um amigo a meio de uma brincadeira super estúpida e quando levantei o telemóvel o ecrã estava todo quebrado. Poucas vezes me senti tão mal com alguma merda feita por mim.

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