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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

30 de Dezembro, 2014

Músicas de 2014 porque siiiiiiimmm

Inês

Ao longo do ano fiz muitas listas que é coisa que eu adoro. A das músicas favoritas é uma delas. Recordando-a reparo que está tão coincidente com o que tudo o que se passou durante este ano e nos exatos períodos de tempo! Se fosse premeditado, não tinha calhado tão bem.

  • Midnight Memories; All Of Me; Half a Heart; Counting Stars; We Cant Stop (Bastille cover); Heartless (The Fray); Another Love; Soldier On; Little Death; Sweather Weather; Waiting All Night, Chandelier; The Best Of You; Bailando; Thinking Out Loud; Blank Space.
30 de Dezembro, 2014

2014

Inês

Não foi o melhor ano da minha vida. E daí... nem sei. 2013 foi bastante bom. Os melhores tempos da minha vida estão entre o primeiro semestre de 2013 e estes últimos meses de 2014. Decidir sobre o melhor fica para outra altura. Quanto a este ano a coisa que posso dizer com mais certeza é que foi o ano em que fiz mais asneiras e em que fui mais estúpida no bom e no mau sentido da palavra. Não é que me passem coisas demasiado radicais na cabeça (a meu ver claro, a minha mãe discorda totalmente com isto mas anyway, ela é completamente diferente de mim) mas, regra geral, o que passa e se mantém por, mais ou menos, uma semana, é para acontecer. E, portanto, fiz e vivi praticamente tudo o que queria. É, de facto, uma coisa maravilhosa esta de fazermos o que querermos e de querermos muito fazer o que fazemos. Quem ouve, fica logo com a ideia de 'é só boa vida'. Pois claro. Não é boa vida o que todos queremos? E quem não quer uma vida boa é burro! E não falo em poder, falo em querer só que é tão simples. Este raciocínio faz-me lembrar duas coisas: aquela música dos Miúda ''eu durmo com eu quero e faço o que me apetece'', tantos foram os que criticaram... olha esta dorme quem quer! onde é que já se viu!? que ultraje! Mas quê? Era preferível ela dormir com quem não queria!? Enfim... e também a entrevista recente do D8 à Alta Definição, sim esse 'azeiteiro' que tem dezasseis anos e está no topo. Gostos às parte, o miúdo lutou e tem o sucesso merecido. Dizia ele que os adultos em vez de procurarem o que querem, procuram problemas para alcançarem o que querem ao contrário dos jovens que vêem de forma quase direta o seu presente e o que querem (culpem lá a ingenuidade e esta capacidade infinita de sonhar que são tão boas). Avançando, foi o ano em que fiz mais merda. Não é que andasse ou ande perdida mas... depois de tanto, falta-me alguma coisa. E controlo é coisa a que já não estou habituada. Foi o ano no qual me tornei independente. E gostei e gosto e não me tirem isto. (Mãe, não fiques triste mas já não sei ser filha. Uma filha em condições. Contigo, tornei-me no que criticava. E não sei andar para trás. Já tentei, já deu resultado mas não foi por muito tempo. Talvez isto seja profundamente egoísta, é mesmo, e se lesses o que escrevo dirias logo ''é mesmo isso que queres não é?'' e eu diria que sim. Quero sentir a tua falta, precisar de ti. Preciso de chegar a esse ponto. É como se durante todos os dias em que nos toleramos arrastássemos esta relação que já não tem pernas para andar, só se arrasta mesmo. É preciso sentir a falta. Sei que sentes a minha falta por tanto ter mudado mas o mesmo não se passa do meu lado. Culpa-me, é a verdade. Mentir vale zero aqui. Sou egoísta porque não preciso de ti agora e por isso te passo pouco cartão quando sei que precisas tanto de mim neste momento da tua vida e eu não sei estar aí para te dar carinho como dantes. Já nem te sei abraçar. Só espero que não seja tarde demais depois. É o meu medo.) Foi o ano em que estudei mais também. Em que me viciei em café. Em que saí de casa e encontrei uma nova casa. Em que me apaixonei e desapaixonei pela vida em vários momentos. 2014 foi isto e muito mais.

29 de Dezembro, 2014

Eu não vou passar a ALGA porque:

Inês

- nas duas semanas que antecedem o exame estou em casa e estar em casa significa que só dá para estudar estando fora de casa e sair de casa implica muita coisa que, na maior parte das vezes, não resulta.

- faltei às aulas a torto e a direito e agora não percebo puto daquilo e é a cadeira mais lixada que tenho. Basicamente, não percebo nem vou perceber sozinha.

- tenho seis capítulos de cenas para estudar e nem sei como pego naquilo.

- The 100 é uma série brutal estilo Hunger Games e para quem estava a passar por uma crise de séries estou-me a vingar bastante bem agora.

- a boa notícia é que só preciso de 9,5 para fazer a cadeira.

- a má notícia é que preciso de 9,5 para fazer a cadeira.

Como já vem sendo habitual e todos me dizem, "Dezanove, estás completamente fdd."

25 de Dezembro, 2014

Shit. Shit. Shit.

Inês

Só digo merda. Falo demais a pessoas demais. No mesmo minuto arrependo-me do que acabei de dizer. Preciso de acalmar, de pôr as ideias no sítio, de esquematizar os problemas que ajuda muito, de me afastar de certas conversas e de pessoas, de, sobretudo, pensar antes de falar. Nem muito nem pouco. Só realmente pensar sobre as palavras que valou usar e se vale a pena trasmitir os meus pensamentos assim. Sou uma desbocada arrependida.

21 de Dezembro, 2014

"Massa ou arroz?"

Inês

Durante os últimos meses, esta foi pergunta de frequência quase diária. O atum era garantido praticamente. A grande questão pendia entre arroz e massa e mediante isso tínhamos as refeições dos dois dias seguintes estabelecidas. Tenho agora duas semanas para me desabituar das massas e arrozes e voltar aos prazeres da carne, do peixinho bem feito, batatas, sopas e legumes que me fizeram tanta falta. É das coisas boas de estar em casa.

20 de Dezembro, 2014

Significado/definição de ressaca no Dicionário Priberam de Língua Portuguesa

Inês

res·sa·ca
(espanhol resaca)

substantivo feminino

1. Movimento das ondas sobre si mesmas, quando recuam depois da rebentação. = REFLUXO

2. Porto formado pela preia-mar.

3. [Antigo]  Retaguarda.

4. [Figurado]  Falta de estabilidade. = INCONSTÂNCIA, VOLUBILIDADE

5. Mal-estar causado pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou de drogas.

6. Conjunto de efeitos na sequência de um acontecimento (ex.: ressaca da vitória).

"ressaca", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/ressaca [consultado em 19-12-2014].
 
Ressaca acontece em nós mesmos, é um refluxo, um movimento interno. É o que se segue depois da rebentação, do auge, dos momentos felizes. No meu caso nem sequer é movimento nenhum. É tudo o que é anti-movimento. É o silêncio, a distância, a saudade, o frio desta casa. Estou em casa e quero voltar para o meu quarto que é o meu mundo, a minha casa escolhida. Vou passar duas semanas aqui e não gosto disso. Não sei falar com a minha mãe. Já só sabemos discutir. A culpa é dividida mas está lá sempre que as discussões não cessam. A minha vida tem sido um entrar e sair de pessoas que me deixam a pensar no porquê de não as conseguir manter sempre. Há certas pessoas que teimam em não sair e isso só me faz feliz porque é mesmo bom saber que basta querermos para o longe se fazer perto. Quanto à minha mãe, a necessidade de a ter por perto foi-se completamente e por isso faço o esforço de manter certas coisas que pouco valem para mim porque, se tudo fosse natural e honesto e ela fosse forte o suficiente para ficar bem estando eu longe, eu não estaria aqui. Ou então estaria mas sem a pressão de ter que estar e talvez até estivesse com vontade de cá estar e nos déssemos muito melhor. Ela não compreende o meu porquê das coisas, eu mudei e ela deixou de me conhecer. Eu não compreendo porquê que ela não mudou depois de tanto tempo. Ela não tenciona mudar e eu não consigo viver nesta monotonia triste. Esta casa é mesmo fria.
14 de Dezembro, 2014

Natal? Que é isso?

Inês

Não estou minimamente inspirada para o Natal. Não o sinto. Nem ao espírito natalício, nem à correria dos presentes, nem ao bom ar do que se chamam férias por esta altura. Vão ser quinze dias a estudar muito para o exame da primeira semana de Janeiro. Estudarei o mais que puder para não ter que ir recurso e ficar com as últimas semanas mais ou menos livres sem aquela pressão da maldita cadeira. Dinheiro para presentes não há portanto essa parte passa-se à frente. E espírito natalício? Não o encontro. Dizer que não quero que o semestre acabe é pouco. Quero Aveiro, quero a minha residência, quero praxe, quero os meus colegas e os meus veteranos. Não quero voltar para casa. Triste dizer isto mas é verdade.

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