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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

03 de Dezembro, 2019

02.12.2019

Inês

Ontem dei por mim a tentar encontrar este blog. Foi difícil. Não sabia a password da sapo para aceder internamente e estava a procurar por um título antigo. Não me recordava deste "teenage dirtbag". Chego aqui por ruas e travessas e o estaminé tem mesmo ar de abandono. O layout sem imagens (que já corrigi!). Os últimos posts a questionar se isto é mesmo o meu blog... Durante cerca de 2 anos nem me lembrei que isto existia. Recentemente tenho sentido necessidade de organizar os pensamentos e, sobretudo, de os registar em algum sítio para mais tarde recordar. Ontem, enquanto lia alguns textos que por aqui se mantêm, dei por mim a relembrar episódios que aconteceram há 5, 6 anos. É precisamente isso que pretendo. Ter um arquivo de pensamentos. Ler-me. Uma pessoa tem 23 anos mas parece que há cenas que aconteceram noutra vida. Os últimos posts foram escritos há 2, 3 anos quando estava na universidade e em Erasmus. Nem sequer me lembro de os escrever. Ao lê-los, recordo-me de sentir o que eles dizem mas não me recordo de escrever no blog nesse período da minha vida. Time fucking flies. Esses foram os momentos onde fui mais feliz: primeiro ano de universidade e Erasmus. Pensando bem fui mais feliz ainda noutra fase mas "recentemente" foram esses os momentos onde senti felicidade durante mais tempo. Foram dos momentos onde fui mais feliz e também mais triste, sobretudo durante o Erasmus. Ficará um tema para exploração futura. Muita coisa mudou e muita coisa manteve-se igual. No geral, está tudo ótimo e um caos ao mesmo tempo. Li uma vez num episódio de Criminal Minds que todas as famílias felizes são felizes da mesma forma e todas as famílias infelizes são infelizes de formas diferentes. Essa frase vem-me muitas vezes à cabeça. Na verdade também sinto necessidade de escrever porque fui perdendo essas capacidades. Culpa minha, eu sei. Escrevia muito e bem no secundário. Depois fui para a universidade e perdi o hábito. É certo que a universidade não tem o dever de nos fomentar hábitos de leitura ou escrita. Esses hábitos foram fomentados na escola (pelo menos as bases foram criadas). Chega uma altura em que devemos ser nós a procurar mantê-los. Fui má a mantê-los. Muito má na verdade. Ainda por cima no meu curso em que só via números e gráficos à frente. Além disso, no primeiro ano de universidade, as distrações eram tantas que... uma pessoa perde-se. Perdi a eloquência, a diversidade de vocabulário e a facilidade de discurso. Retomei agora a leitura e espero retomar a escrita. Mesmo sendo apenas devaneios do meu cérebro escritos em posts espero que ajude a resgatar as minhas skills perdidas. Comecei a ler o 1984. Não consegui terminar o livro. Acredito que seja fantástico mas não consegui terminar. Peguei no 50 shades of grey. I know. Shame on me. Preciso de resgastar o gosto pela leitura. Pareceu-me um livro bom para o efeito. Algo leve, viciante, direcionado para gajas. E foi. Li-o em 4 dias. A Ana mete-me alguns nervos. Uma personagem um tanto ou quanto chatinha. Mulheres assim não se recomendam. E, pronto... Importa dizer ainda que pretendo ser brutalmente honesta (conforme o sou na minha cabeça e como sempre fui também aqui). Por isso, espero que ninguém ouça.

PS: Continuo a amar a música aqui em baixo. Há coisas mesmo bonitas caraças.