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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

27 de Agosto, 2020

Cenas

Inês
Eu não sou exemplo para ninguém. Aviso já. Acho incrível a forma como me meto em situações mesmo estranhas e confusas. Esta semana precisamente está a ser um pequeno turbilhão emocional/amoroso. Como esta, já tive outras.
Ora bem, eu estive com cinco indivíduos na minha vida. Tenho 24 anos. Parece-me um número aceitável. Nunca estive com ninguém apenas por uma noite. Na verdade nunca estive com ninguém apenas uma vez, repeti sempre. Porque, efetivamente, sempre me relacionei emocionalmente com todos e todos tiveram alguma importância na minha vida no momento em questão. Apesar disso, apenas um deles foi uma relação "sólida" e pública. Os outros foram... aventuras.
Mas esta não é a confusão a que me refiro.
24 anos dava para espaçar bem estes encontros amorosos. No entanto, o que já me aconteceu mais do que uma vez é estar com um e com o outro em noites seguidas. Posso estar uma temporada enorme sem me aparecer um gajo à frente. Quando aparece, nas noites seguintes aparece logo o outro.
Estive com L. porque queria muito estar com DR. e sabia que eventualmente iria acontecer (e queria que L. fosse o meu primeiro). Estive com DC porque queria muito e logo a seguir aparece o R. para me abalar a estrutura.
A verdade é que não quero nenhum para namorado. Faz-me falta algo e por isso é ando a instalar e desinstalar o Tinder vezes sem conta. Parece que tenho esperança que apareça lá na biografia algo incrível que me apaixone. Mas isso nunca vai acontecer. Não vejo como plausível para mim conhecer alguém através de uma app que me interesse. Eu tenho que ver a pessoa, falar com ela, ver o tipo de atitude, postura e, mais importante, se conseguimos criar empatia. A empatia é fundamental para mim. Tem que haver uma sincronia. E isso não se vê pela app.
Portanto, até lá, até aparecer esse príncipe empático com sentido de humor e que me entusiasme (e que seja recíproco claro), vou mantendo duas ou três conversas em paralelo no WhatsApp, com o sentimento que não dou para tudo e que talvez possa estar a fazer a coisa menos correta. Mas enfim... Eu não sou, mesmo, exemplo para ninguém.
23 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #16 #17 #18

Inês

18º dia desta aventura.
Antes disso, na sexta (dia #16) acordamos perto da praia do Malhão e logo de manhã o R. foi apanhar percebes. Eu fiquei a fazer as minhas cenas na toalha. Depois de comer qualquer coisa, o R. proporcionou-me mais uma cena fantástica: experimentei surfar. Isso mesmo. Quem diria. Ninguém. Nas férias sou mesmo uma pessoa diferente. Vesti o meu fato de banho (só lhe dei uso duas vezes, yey! not...) e lá fomos. O R. explicou-me em terra três passos para eu me conseguir pôr de pé na prancha. Tentei diversas vezes e foi uma diversão incrível. Consegui por uma vez colocar-me de pé talvez uns 3 segundos. E isso deixou-me super contente. Depois tentei umas vezes mais mas houve uma em específico em que dei umas três cambalhotas dentro de água que quase literalmente já nem sabia de que terra era. Pus-me de pé, olhei a controlar se vinha mais alguma onda, não vinha, saí e disse ao R. que por mim terminava. Ele viu a queda e nem insistiu. Fiquei com os joelhos e o rabo todos assados depois de ter sido arrastada pela areia alguns metros. Algumas mazelas... Mas valeu a pena. Curti bué.

Depois disso, partimos rumo à zona da ilha do Pessegueiro. O R. mostrou-me mais umas praias meias desertas, perto da praia da ilha do Pessegueiro. Aqui conhecemos o Francisco que tem 21 anos e estuda artes em Lisboa. Foi uma boa onda o Francisco. Estava a caminhar sozinho e a desenhar as paisagens. Não deu para ir ao mar porque estava muito bravo. Disseram-nos que era uma tempestade. Honestamente não sabíamos porque temos estado off das notícias.

Estacionámos em Porto Covo, jantamos e fomos dar uma voltinha à vila. Uma vila simpática.
Por esta altura, eu estava a evitar maçãs porque, apesar de gostar, estava pouco confortável com a discrepância de experiências. E, na verdade, só me vinha à cabeça a vontade de estar com o DC e de lhe "mostrar" tudo o que de novo podíamos fazer. Mas calma eu também queria muito estar com ele, ou então queria muito maçãs, porque notava-se.

No dia seguinte (sábado #17), acordamos em Porto Covo e fomos fazer praia novamente num pequeno paraíso que não é para todos. A entrada, com maré baixa, é pela Praia do Banho e passadas algumas grutas chegamos a uma pequena praia que, com maré cheia, a saída só se faz por uma escada de madeira colocada pelos pescadores. Incrível. Há coisas tão bonitas. Fizemos uma boa praia e entretanto saímos rumo a norte. A viagem mais longa. Passamos por Sines e terminamos em Setúbal. Aqui o R. mostrou-me as margens - cheias de gente, o que me surpreendeu porque já não estava habituada - e sugeriu-me dar uma voltinha de bicicleta pela margem. Adorei. Voltar a pegar numa bike e sentir o vento na cara. Das coisas que valem a pena.

Pegamos na autocaravana e fugimos da confusão. Percorremos a serra da Arrábida, passamos ao lado do Portinho da Arrábida, e terminamos estacionados num spot com vista para Sesimbra. Finalmente o R. deu-me uma passa da sua habitual ganza noturna. Não me fez nada.

Hoje, chegado o último dia (domingo #18), fomos logo de manhã à praia da Ribeira do Cavalo onde dei os meus dois últimos mergulhos. A água, das mais frias que apanhei, nem me pareceu assim. Almoçamos omeletes que eu tinha feito logo de manhã e sandes feitas pelo R.. Passado umas horas, saímos da praia pelo trilho desenhado e o regresso custou bastante mais porque foi na hora de maior calor. Além disso, o meu protetor solar terminou (foram dois este verão, incrível!) e não comprei substituto pelo que não tinha creme. Senti a pele toda lixada estes últimos dois dias. Mas enfim... voltamos para a autocaravana, e saímos rumo ao coração da margem sul: Almada. A terra do R. - Uma das coisas que gostei nele foi o gosto que ele teve em me mostrar os seus recantos preferidos. Sinto que teve um gosto verdadeiro em dar-me a conhecer tudo o que pôde, e mais tempo houvesse, mais gosto teria em mostrar-me muito mais. Gostei muito dessa parte. - Em Almada fomos visitar o Cristo Rei, lugar desconhecido para mim, e foi neste parque de estacionamento que nos despedimos na nossa forma. Tomei um banho e em 30min ele deixou-me em Sete Rios para, agora sola, apanhar o autocarro de regresso a casa.

Esta viagem de regresso, onde escrevo este texto, está a ser um pouco nostálgica para mim. Em 5 dias percorri tantos kms, visitei tantos lugares. Há 6 dias estava tão longe numa bolha totalmente diferente. Daqui a menos de 10 horas vou ter que estar na minha secretária a olhar para o meu PC e pegar em todo o trabalho que ficou pendente de 18 dias.

Acho que ainda me faltam dias para digerir tudo o que aconteceu e aí ter uma retrospectiva completa. Para já, digo que adorei a experiência. Tive o que procurava. Foi um ano e meio intenso de problemas familiares e stresses no trabalho. Uma vida que se reduziu ao trabalho, casa e uma família com quem me dei mais mal do que bem. Quis fugir e admito isso. Quis ir para longe, conhecer outras coisas, lembrar-me a mim mesma de que não sou só casa-trabalho-família. Não sou assim tão pequena. Tenho me reduzido, ficado acomodada com as merdas da vida. Sei que me vou arrepender. Precisava de reativar em mim a coragem, a vontade de mudar, o fascínio pelo novo, pelo que não é normal, pelo que é muito mais do que o habitual, pelo querer mais. De alguma forma, consegui isso.

21 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #13 #14 #15

Inês

Um turbilhão de emoções e coisas a acontecer.

Na terça (dia #13) tive mais um dia de trabalho pesado. Mas com um revés. No final o DC estava à minha espera. Chegou a Portimão no fim-de-semana nas habituais férias familiares. Tinha falado comigo para fazermos algo diferente os dois porque este ano já não queria o habitual. Porém, estávamos em ondas distintas e ele teve que "conformar-se" com a família em Portimão. Como estávamos perto e havia oportunidade, ele veio ter comigo, fomos à praia, jantamos, bebemos uma sangria e tivemos uma das melhores noites. As melhores noites acontecem depois dos hiatus ou das separações. Ou, neste caso, quando a fome era muita e somos apenas ex namorados. Muita vontade.
Dormi muito mal porque naturalmente a cama era demasiado pequena para ambos e às sete levantamo-nos e fomos tomar café, ainda Alvor meio que dormia. Entretanto, ele foi embora e eu fiquei para o meu último dia de trabalho na guesthouse (quarta #14).

Quando o R. foi embora, mantivemos a ligação via WhatsApp e a verdade é que senti a falta. Sentia a falta de ter companhia, de rir, de falar, de conhecer mais da vida de alguém. Acho que isto vale o que vale e que é pouco. É fácil sentirmo-nos ligados a alguém quando nos sentimos mais sós e procuramos avidamente algo.

Falei, então, com a Cristina e disse-lhe que terminadas as duas semanas inicialmente planeadas, iria embora para explorar outras zonas do Algarve. Menti-lhe. Ela não colocou qualquer problema e até me incentivou a ir. Admito que a despedida foi um pouco difícil. Eu gosto dela. E gostei muito de conhecê-la assim como à sua família e de poder ter tido a oportunidade de fazer parte daquele ambiente. Ela frizou que se alguma vez eu tivesse o mínimo problema e precisasse de algo, que ela iria estar lá. Gostei muito e tocou-me verdadeiramente.

Fiz as malas, arrumei tudo e fui até à autocaravana de R. que estava estacionada à minha espera. Esperavam-me os últimos 4 dias desta experiência Alvor 2020, agora fora de Alvor e de uma forma que eu nunca teria sequer imaginado: de autocaravana com um tipo que eu tinha conhecido há uma semana.

Saímos de Alvor rumo a Aljezur e a Rogil. Fomos à primeira praia da costa vicentina e dei o meu primeiro mergulho nestas águas. Praia do Vale dos Homens. Foi bom. Tirei umas fotos espetaculares com o sol por trás numa posição incrível. Pores do sol incríveis nesta parte do país. Depois disso, e de subir os 280 degraus para voltar à autocaravana, o R. cozinhou amêijoazinhas para petiscarmos. Não sabíamos mas acabou por ser o nosso jantar. Saímos de Rogil, rumo a Odeceixe. Primeiro banho na autocaravana: sem stress e melhor do que imaginei. Saímos para visitar a vila e acabamos num salão de jogos meio tocados por algumas cervejas a mais. Conhecemos um grupo de amigos de Abrantes que ficaram, sem qualquer dúvida, a pensar que eu era louca quando contei o contexto de estar ali. A partir daí, eu e o R. combinámos que iríamos contar outra história caso conhecessemos mais alguém. A noite acabou para lá das 2h da manhã a comer uma sandes que a Cristina tinha dito para eu fazer com plumas de porco. Fui para a cama que me estava destinada e, quase que naturalmente, adormeci junto ao R. como eu sempre soube que iria acontecer. Fiquei com saudades do DC e, inevitavelmente, a achar que teria sido melhor com ele.

No dia seguinte (quinta #15), acordamos e fomos à praia de Odeceixe. Uma praia muito diferente com ligação ao rio numa espécie de língua. Uma paisagem incrível. A corrente estava forte (como tem estado sempre) mas ainda assim, já estou uma expert, e entrei na água em 2 minutos. De seguida, Zambujeira do Mar. Um pequeno passeio até à praia, um mergulho ainda mais rápido que o primeiro (só mesmo para dizer que estive lá). Muita gente, nem valia a pena ficar mais.

Terceiro e último spot do dia: praia do Tonel. O acesso à praia fez-me tremer e não foi pouco. Demorei um bocado mas finalmente cheguei lá abaixo e foi dos melhores pares de horas na praia que eu tive este verão. O sol mesmo bom, uma sestazinha, um descanso maravilhoso. Depois do sunset, subimos pelo percurso de corda e fui aproveitar a paisagem incrível que tinha à frente, com a companhia da minha música que já me fazia alguma falta. Jantamos alho francês à brás (que nunca tinha comido) e acabamos a noite com maçãs que eu também nunca tinha experimentado, de dezenas de formas diferentes, com extras incríveis num turbilhão de cenas a acontecer. Senti-me naturalmente inexperiente naquela salada de fruta. Mas deixei-me guiar.

17 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #11 #12

Inês

Ontem tive um dia calmo. Domingo. A Cristina deu-me pouco trabalho e convidou-me para almoçar em casa dela, com a sua família. Acho isso uma atitude muito porreira, sendo domingo o dia da família. E tenho estado satisfeita pois apesar de às vezes não fazer tudo como ela idealiza, recebo na mesma elogios acerca da minha companhia e da qualidade das minhas tarefas. Sabe sempre bem ouvir elogios. Além disso, ela tem uma casa fantástica que pude comprovar uma vez mais e tirar algum proveito. Depois disso, já após as 18h, fui dar uma volta pela vila de Alvor e comer o primeiro gelado desde que cá estou. Aproveitei para meter conversa com a rapariga que lá trabalha. Já a tinha apanhado uma vez e foi muito simpática. Agora conheci mais da Iris que tem apenas 17 anos e está dividida entre o teatro, a pastelaria e a hotelaria. Incrível pensar que tenho mais 8 anos que ela. Fds. Regressei a casa e aproveitei o tempo no terraço, apesar de não ter luz. Peguei no pc e pus as minhas músicas: algum Dino d'Santiago, algum Conan Osiris, alguma Beyoncé. A nossa música é sempre a nossa casa. Abrir o meu pc também me faz sentir em casa. É o meu pedacinho. O meu plano era dormir no terraço e aproveitar o céu algarvio. Talvez ver uma estrela cadente. Ainda adormeci mas acordei com algum frio e comecei a espirrar pelo que achei melhor desistir da ideia e dormir no conforto da cama da camarata.

Hoje, décimo segundo dia, combinei com a Cristina começar a trabalhar às 8h e sair mais cedo para apanhar o autocarro para Lagos. Ontem ela tinha-me dito que nem vinha à casa hoje porque não era preciso, hoje apareceu aí às 8h30... Apanhou-me ainda a tomar o pequeno-almoço o que não era suposto porque eu já devia estar a trabalhar... Ela com as horas não é certa, ora diz que não vem ou que vem mais tarde e aparece sempre mais cedo. Quase até parece de propósito mas depois não me chama a atenção, nada disso... Só que é chunga eu "falhar" nos horários. De qualquer forma, hoje tinha pouca coisa e terminei tudo antes das 10h30. Fui calmamente para a paragem de autocarro, ainda tomei café e destroquei dinheiro (covid...). Meti conversa com três pessoas: uma senhora inglesa que não me soube dar indicações de nada mas tentou; um rapaz de 16 anos que estava a acampar aqui com amigos e estava à espera do autocarro para o Porto e nem tinha a certeza se era ali a paragem dele, e um terceiro, o Abi que é indiano, tem 21 anos e vive em Alvor há 2. Eu é que comecei a falar com o Abi mas ele depois não se calou. Possas. Só me aparecem duques. Nos primeiros 5 minutos falou-me 4min59 sobre a ex-namorada que ainda amava e que o deixou porque "não sabia falar português". Enfim... É com cada uma... Fez me companhia até Lagos onde me mostrou as ruas principais e a praia. Depois abalou e, honestamente, fiquei contente. Ele era um bocado chato e pouco interessante. Acho incrível a falta de capacidade que as pessoas têm para ouvir os outros e ser minimamente simpáticos. I mean... também a minha amostra não é grande, mas quando te fazem uma pergunta, o mínimo que podes fazer para demonstrar algum interesse é simplesmente perguntar "e tu?". Simplesmente retribuir a questão. Tem acontecido montes de vezes, eu fazer questões e até mandar uma ou outra dica acerca de algo pessoal e a pessoa com quem eu estou a falar não dar qualquer seguimento, o que demonstra um desinteresse enorme e que nem sequer está a ouvir o que eu estou a dizer. Fds. Não conheço uma pessoa de jeito. De resto, instalei o Tinder. E desinstalei-o a seguir. Catálogo? Não, obrigada. 

Em relação a Lagos, achei uma cidade bonita com umas praias agradáveis. Muito pessoal alternativo nas ruas e bares que prometem loucura. Não achei fascinante mas também não a explorei da melhor forma. A companhia também pecou nisso. Fica prometida uma futura visita.

15 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #10

Inês

Décimo dia. Foi meh... Trabalhei de manhã, menos do que o habitual (thank god!) e acabei por ficar duas horas em frente ao pc a trabalhar para a empresa, a escrever o último post e a navegar. De resto, fui para a praia à tarde, estava uma ventania do caraças e a água mais gelada que já apanhei aqui, nem para dar um mergulho deu, pelo que não achei uma grande ida à praia. Finalmente consegui tratar da minha roupa suja e arrumar o meu pouso que era algo que já estava na minha barra de tarefas mental há algum tempo. Agora aqui estou eu, sozinha novamente, num sábado à noite de agosto, no centro de Alvor, a olhar para a tv e para o pc. Ouço as pessoas a passar lá fora, todas divertidas, em grupo, e penso de que forma é que eu poderia ser uma dessas pessoas.

Mas bem... há uma parte da história do R. que ficou por contar porque creio, honestamente, que se distingue do resto, apesar da linha ser ténue. Não sou ingénua e portanto, quando ele me convidou para bazar com ele, questionei-o se ele esperava algo de mim ou se queria algo uma vez que convidar alguém para passar uma semana numa autocaravana parece-me algo a que se deva dar uma certa atenção. O espaço é curto, a privacidade pouca, o convívio é muito. (Já ultrapassamos a questão do covid há muito, não já?). Ele ficou meio embaraçado com a pergunta e entre meias frases disse "mas para ti está fora de questão?". Aqui muita coisa mudou. Ele é mais velho do que eu 14 anos. Não parece, é certo, tanto em aspeto como personalidade, mas a verdade é que é. Via nele alguém completamente fora dessa liga tanto porque efetivamente não me sinto atraída por ele, como porque estávamos numa onda de companheirismo. - Verdade seja dita e agora que estou a escrever isto, penso que de facto eu nunca fui boa a delinear estas fronteiras nem a cumpri-las... - Anyway, ele diz-me isto e confirma que se houvesse algo entre nós, seriam maças, e ele ia curtir maças (numa linguagem ligeira). Aqui eu penso muita coisa: fui ingénua e não vi isto a acontecer? Fui ingénua porque só viria parar aqui e eu quis acreditar que não? Fui eu que de alguma forma provoquei isto sem intenção? De que forma é que me safo disto? Ele sempre foi respeitador e manteve-se assim, apesar da conversa se tornar "complicada". Eu disse-lhe que não queria maças com ele pois não o via dessa forma, e ele confirmou que tinha que aceitar. Concordamos em eliminar a tensão do ar, e manter a relação porreira e boa vibe que tínhamos até então. Parece simples e de alguma forma posso dizer que foi simples, apesar de ter havido ali um par de horas em que estive stressada e a questionar-me como é que me havia metido numa alhada destas. Porém, as coisas faladas resolvem-se.

Todas as mulheres gostam de sentir-se especiais e queridas e, naturalmente, eu não sou exceção. Isso aliado ao facto de me andar a sentir sozinha, pode dar um cocktail perigoso. A verdade é que aqueles três dias passaram a voar e foram os únicos dias em que senti que estava a viver a experiência que ambicionava.

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15 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #7 #8 #9

Inês

Ahahahaha Eu sou uma desgraça nisto da disciplina. Os últimos três dias foram um turbilhão pelo que nem sequer deu para ligar o pc.

No sétimo dia desta aventura (mas sexto de trabalho), fui explorar uma praia nova, de difícil acesso e muito menos gente. Cometi o erro de ir de chinelos de praia porque não sabia bem onde me estava a meter mas felizmente consegui chegar lá em baixo à praia sã e salva. À entrada da praia, estavam duas pessoas também sozinhas (depois acabamos por nos juntar), o R. e o Damião, que como viram que eu era nova ali, começaram logo a dar-me indicações sobre as grutas que eu podia passar e as paisagens incríveis que podia ver. Foi assim que conheci o R. que é o verdadeiro bacano. Parecia ligeiramente mais velho do que eu, surfista, moreno e loiro, super boa onda, daquele tipo de pessoa que fala literalmente com toda a gente por quem passa e não só o educado "bom dia" e "boa tarde", mete logo conversa, criando logo aquela aproximação "o caminho é por ali? andou quanto? são de onde?". Trabalha em digressões de música e eventos como técnico de audiovisuais. Ia fazer o regresso dos Da Weasel no Nos Alive. Demo-nos bem, na verdadeira boa onda. Fomos conversando e suspreendi-me com a história dele. Afinal, tem 37 anos (o que não parece meeeesmo nada), tem uma mulher e uma filha, mas anda a viajar sozinho de autocaravana pela costa. Uma dinâmica diferente. - Isto é o engraçado da vida e das viagens a solo. Não fazemos ideia do tipo de histórias que cada pessoa traz consigo e do quão diferentes podem ser do que estamos habituados. Acho fascinante conhecer pessoas assim. - Mas bem, voltando ao tema, eu como também tenho andado sozinha e sem grandes planos, fiquei satisfeita por finalmente estar a conhecer pessoas diferentes e a passar um bom bocado, então fui caminhando com ele, perdi o meu autocarro e até jantamos juntos na autocaravana dele (que se revelou ser o santuário da filha, cheia de desenhos). Apesar de sermos um homem e um mulher, não senti honestamente nada por ele. Sentia-me apenas bem e na boa com ele, como verdadeiros amigos e/ou companheiros de viagem - quando se viaja a solo é muito fácil encontrar este tipo de pessoa com quem se passa um par de horas e já se parece que se conhece há imenso tempo. Ainda por cima ele ter partilhado os pormenores da família dele de forma completamente aberta, retirou qualquer peso/tensão que pudesse existir. Eu estava super à vontade e confortável até. No dia seguinte (o meu sétimo dia de trabalho) era a minha folga e partilhei com ele o meu plano de ir ao percurso dos vales suspensos. Ele disse logo "bora, vamos os dois" e eu "tranquilo, fixe!". Fomos, na autocarava dele, e foi fantástico. Quase oito horas a caminhar, 20 kms nos pés. Percurso com alguma dificuldade mas com paisagens incríveis, de postal mesmo. Praias maravilhosas mas com gente a mais. Foi pena uma série de praias não ter acesso pedestre, tirando isso, estou muito satisfeita por ter feito o percurso, ida e volta. A companhia dele também foi boa. Apesar de ele ser daquele tipo de pessoa que fala, fala, fala e quase não se cala (e eu bem pelo contrário, ser uma boa ouvinte), continuamos a entendermo-nos bem. Até que ele diz "Inês, deixa a guesthouse e anda comigo, vamos fazer a costa e deixo-te em Lisboa dia 24" e eu - que estava a ficar desiludida com a minha experiência sobretudo por o trabalho estar a ser mais pesado do que o que eu esperava, não ter tempo para explorar outras zonas do algarve, e não estar a conhecer ninguém de novo - fiquei tãaaao tentada a ir, que se não fosse pela questão do compromisso que tenho para com a Cristina aqui na guesthouse, teria dito logo que sim e teríamos bazado nessa noite para Cacela Velha. E foi esta a primeira noite em que dormi verdadeiramente mal nesta casa. Estas situações acontecem e fazem-nos refletir se estas pessoas não foram colocadas na nossa vida para nós aproveitarmos. Porque, reparem, eu estava num momento down da minha experiência e aparece o R. a dizer-me para me juntar a ele, de autocaravana (que eu ADORO) a desbravar a costa. Era o meu cenário perfeito, não fosse o compromisso que eu estabeleci antes com a guesthouse. E depois penso no funny disto tudo: propus-me a esta experiência sem pessoas, sem amarras, e vejo que, mesmo assim, mesmo quando eu pensava que era só eu, afinal tenho uma grande amarra que nunca pensei que constituísse um problema. Mas a vida é feita de escolhas e eu escolhi estar aqui por duas semanas e não conseguiria chegar à beira da Cristina e abandonar o barco quando ela depositou em mim tanta confiança e me trata tão bem. Portanto, apesar de ter estado muito inclinada mesmo, a resposta teve que ser o não ao R. E custou-me imenso pensar que estava a deitar fora uma oportunidade tão boa.

Claro que falo disto apenas da perspetiva das oportunidades, experiências, pessoas, etc. Porque se analisarmos do ponto de vista prático e social, conforme as minhas amigas fizeram e logo me disseram, isto seria de loucos e a evitar a 200%. Eu bazar sem grande rumo com um cota que conheci há dois dias, numa autocaravana, num ambiente que não controlo, que não é o meu... Tudo me poderia acontecer. Tudo de bom e tudo de mau claro. Tenho bem a noção disso. No entanto, apenas posso dizer que efetivamente ele era um grande bacano, deixou-me mexer em tudo, explicou-me tudo, contou-me a vida toda dele, etc. Não considero o mau que poderia acontecer porque simplesmente não havia qualquer indício, apesar de entender o risco.

Entretanto, passei ainda o dia seguinte com ele, fomos a uma outra praia (de naturalistas... o que havia de calhar *facepalm*), partilhámos mais uma refeição e ele foi à vida dele e eu aqui permaneci na minha.

Agora vou à praia, tranquila, finalmente ler mais do meu livro e aproveitar o paraíso gratuito que o planeta nos deu que é o sol, a areia e o mar.

Meanwhile, provei gaspacho, torresmos e guacamole.

11 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #6

Inês

Sexto dia. Sinto que foi um dia bastante produtivo. Acerca da produtividade dos nossos dias, ouço o podcast Janela Aberta do Miguel Luz e identifico-me completamente com ele sempre que o tema é aproveitar a vida e ter a consciência momentânea de que o estamos o fazer ou não. Ele fala muito sobre isso portanto podem simplesmente ouvi-lo mas basicamente a questão é que se estamos a pensar se estamos a divertirmo-nos ao máximo é porque provavelmente... não estamos. Porque caso estivéssemos, esse pensamento nem passaria na nossa cabeça. Eu penso muito nisso, se estou no momento presente a aproveitar o mais possível. E agora nestes dias tenho pensado sobretudo que não tenho tido o tempo necessário para aproveitar tanto quanto me apetecia. O meu vago plano era aproveitar estes dias em que estou por terras algarvias para explorar estas zonas, visitar as cidades e os percursos, etc. Mas na verdade, passada quase uma semana, eu ainda nem sequer saí da vila de Alvor. Acordo às 8h30, trabalho até às 14h, almoço e sigo para a praia. Com o meu irmão cá, tive mais vontade ir ter com ele e só aí foram dois dias, tirando o primeiro dia que foi de chegada, houve três dias em que talvez pudesse ter feito algo diferente e não o fiz. E houve um outro dia em que fui a casa da Cristina pelo que, em boa verdade, foram dois dias que poderiam ter sido melhor aproveitados. Por outro lado, tenho ido sempre a praias diferentes pelo que isso é explorar de alguma forma.

Mas, bem, em relação ao dia de hoje, foi produtivo porque as tarefas ficaram cumpridas, fui almoçar a um sítio que aprecio, fui a uma praia nova, a do Alemão, dei diversos mergulhos na água que estava muito boa, li o meu livro, voltei e ainda fui dar uma corrida pelos Passadiços de Alvor que ainda não tinha explorado. 5kms com algumas paragens para fotos numa envolvente muito bonita! Conversei com a senhora do sítio onde fui almoçar e também com os dois motoristas dos autocarros. Gente muito simpática.

Ficará para uma próxima reflexão eu encantada comigo mesma no contexto de ir ao mar.

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10 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #5

Inês

Quinto dia. Começou mal. Deixei-me ficar na cama convencida pelas palavras que a Cristina disse ontem "amanhã pode ser às 10h". Afinal chegou às 9h como habitual e apanhou-me ainda na cama. Levantei-me de um sobressalto e apressei-me a acompanhá-la nas tarefas. Não me sinto nada bem quando sou convidada de alguém e essa pessoa está a trabalhar ou, pior, como neste caso, eu devia estar a fazer aquilo e ela como é super despachada e apressada, começou logo a fazer. Na verdade, não acho de todo que houvesse essa necessidade. A guesthouse tem 10 quartos e estão todos vazios. O quarto que acabou de ficar desocupado poderia esperar dois ou três dias antes de fazermos a limpeza geral, sobretudo porque Covid. Mas pronto... ela quis fazer logo hoje e fizemos. Ela é que manda e eu aqui obedeço. Ontem também dito que hoje apenas seria a limpeza deste quarto mas hoje, na conversa apressada habitual, disse logo um rol de tarefas que eu teria que fazer noutra casa. Paralemente, também disse "às 13h acabas que amanhã continuas". Ora, ao ouvir aquilo, e já sendo o quinto dia, percebi perfeitamente que aquele rol de tarefas seria para dois ou três dias e nunca para um apenas pelo que fiz apenas uma parte vim-me embora às 13h. Estava também com alguma pressa em vir-me embora mais cedo hoje porque foi o último dia do meu irmão cá e queria ir ter com ele. Às 13h30 ela liga-me a questionar tudo o que eu não tinha feito e, apesar de ter sido tranquilo, ninguém gosta que lhe chamem à atenção. Pelo menos eu não gosto. Espera-me, então, amanhã um longo dia de tarefas para compensar o que hoje "ficou por fazer".

Apraz-me falar de todas os sabores novos que tenho provado. Sobretudo porque quem me conhece sabe que a comida é o meu ponto fraco e que sou uma esquisita do pior. No entanto, já em Itália isto aconteceu. Vi-me envolvida num ambiente que não era o meu, fora do meu "eu" habitual e, assim, muito mais facilmente, experimento coisas que não me são habituais e devo admitir que sou mais extrovertida e menos acanhada na relação com os outros. Estar sozinha e num ambiente que não é o nosso tem este efeito. Pois no primeiro dia vi-me "obrigada" a experimentar uvas com queijo da serra. No segundo dia, uma mistura de ovos, maionese e ervas que já não sei denominar. No terceiro dia, bola de berlim de alfarroba. No quarto dia, percebes. No quinto dia, tarde de limão e doce de mel e canela (este último pouco surpreendente, apenas o é porque eu não sabia o que estava a comer). Não é que isto seja um grande acontecimento mas é um daqueles pormenores que faz parte de uma experiência destas.

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09 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #1 #2 #3 #4

Inês

Este ano tive direito a 22 dias de férias. Olha que bom. Por motivos infelizes e tristes, não foi possível combinar nada de férias com as minhas queridas amigas e portanto durante algum tempo fiquei à deriva. Não gosto de não ter plano e, pior do que isso, não gosto quando me furam os planos. Na onda do último post, eu queria fazer algo diferente este verão (e na vida) e fui pesquisar nas internets. Encontrei uma guesthouse em Alvor que procurava voluntários na ajuda das tarefas a troco de alojamento e alguma alimentação. Pensei "perfeito", mandei email e tchann resposta positiva. Foi a primeira tentativa e logo uma resposta positiva. Melhor seria difícil. Fiquei contente e, portanto, aqui estou eu!

Saí de casa às 6h30. Sete horas depois e após 3 comboios e 1 autocarro, cheguei. Fui recebida por uma senhora super energética, despachada, bonita e bem disposta. A Cristina. Pôs-me logo à vontade. Incrível como pensamos em tudo e não pensamos em nada. Não fiz plano nenhum além de comprar o bilhete de comboio e assim definir o dia de partida. Apesar disso, fiquei surpreendida quando a Cristina me abre a porta do quarto e vejo que é uma camarata mesmo à entrada da guesthouse. Isto surpreendeu-me por duas razões: primeiro, sabe-se lá porquê, estava à espera de um quarto individual; segundo, porque esta camarata (que basicamente é um quarto com uma série de camas vazias) fica mesmo à entrada do edifício, ou seja muito exposta, o que me deixou ligeiramente desconfortável apesar de obviamente ter porta com fechadura. A seguir diz-me que a guesthouse tem dez quartos e que neste momento... estão todos vazios - Já se adivinhava um ano difícil mas o verão de 2020 está a ser muito complicado para os algarvios. O turismo não se compara a anos anteriores (isto dito pelos locais porque eu nunca tive o hábito de vir para o Algarve) - isto praticamente me chocou. Não esperaria de todo vir fazer voluntariado para uma guesthouse vazia. E isto é "interessante" de diversos pontos de vista. Primeiro, para quê que sou necessária se há tão pouco trabalho? Por um lado, demonstra uma atitude muito fixe por parte da Cristina em ter mantido a oportunidade. Por outro lado, não percebo. Segundo, dormir aqui sozinha e, no quarto em específico que é, assusta-me. Estou aqui, vai para a quarta noite, e não deixo de sentir aquele receiozinho. Este edifício é todo muito grande para mim sozinha, sobretudo, no primeiro quarto logo à entrada, entrada essa que não passa de uma porta de vidro (até lojas têm gradeamento, mas sendo guesthouse percebo que a entrada tenha que ser assim para permitir a entrada e saída livre dos hóspedes a qualquer hora que entendam). Ora, esta está a ser a minha maior dificuldade, confesso. Adorava que houvessem mais hóspedes para me sentir mais segura e tranquila durante a noite. Depois penso que isto não é nada, é apenas um medo irracional, que adoro acampar e acampar é mais inseguro que isto, que estou numa zona super tranquila, que a guesthouse tem vários anos já aqui sem incidentes, que nada iria acontecer sobretudo logo quando eu estou aqui. E penso também que isto sou eu fora da minha zona de conforto, que estou num ambiente que não controlo e que fui eu própria que me pus nesta situação. Eu queria e quero viver uma experiência diferente, uma bolha de realidade distinta da minha habitual. E sei que todas as experiências semelhantes para as quais em me atirei também me surpreenderam pela negativa no início e que "tremi" com o inesperado das situações. Também sei que, se o padrão se repetir, vou-me apaixonar por esta bolha e que me vai custar voltar para casa.

Apesar disto, o primeiro dia desta aventura teve direito ainda a um salto à bela praia de Alvor. E neste momento a música que soava na minha cabeça era "this is what you came for".

Em jeito de relato, no segundo dia (oficialmente o primeiro de trabalho) começaram as tarefas de limpeza a um outro apartamento que a Cristina tem e esteve em obras. Devo dizer que apesar de serem só 5 horas por dia, são 5 horas de trabalho bem puxadas e suadas. Limpezas de obras não é brincadeira. Mas, again, fui eu que me meti nisto. Vale a pena. Felizmente, neste dia chegaram os primeiros e únicos hóspedes: um casal de Sevilla. Adormeci mais descansada.

No terceiro dia, tive a preparação de um pequeno-almoço e mais limpezas. Curiosamente e por coincidência, o meu irmão veio passar uns dias para bastante perto do local onde eu estou. Assim sendo, aproveitamos para passar a tarde juntos o que foi muito fixe porque nos deu uma pontinha do que seria voltar a passar férias em conjunto. Algo que nunca tivemos muito e o pouco que tivemos perdeu-se...

Chegado o quarto dia, mais um pequeno-almoço e algumas limpezas. Não muitas felizmente! Ontem a Cristina convidou-me para ir almoçar a casa dela e, apesar de hoje de manhã estar um pouco indisposta e de já ter pensado numa série de justificações para lhe dar e me escapar, lá fui e gostei muito! Bem, ela tem um casarão do caraças, uma piscina do caraças e uma família muito fixe. Tenho que admitir que não consigo evitar deixar de pensar porquê que há famílias com tanto e outras com tão pouco. Mas são apenas pensamentos de 30 segundos. A pessoa com quem falei mais foi a Zoe, daquelas pessoas com quem eu poderia falar uma eternidade e que parece que foram colocadas no nosso caminho. A Zoe é a namorada do filho da Cristina. É escosesa. Aos 24 anos, teve uma boa oferta de trabalho no seu país, aceitou mas pelos vistos tinha uma margem de tempo e decidiu viajar e "aproveitar a vida". Viajou pelo sul da europa, ia trabalhando e ficando em hostels. Chegou a Alvor, conheceu-o, apaixonaram-se e esqueceu-se a Escócia. A vida dela passou a ser aqui. Entretanto engravidou assim do nada e aparentemente seguem felizes. Histórias incríveis. Enquanto falava com ela e pensava uma vez mais na diferença entre a mentalidade portuguesa e do norte da europa, pensei "mas secalhar os viajantes que tu conheces são os que podem, deve haver uma fração de alemães, britânicos, dinamarqueses, etc que não viajam e começam a trabalhar desde cedo, certo?". Não sei se é certo, terei que averiguar. Parece-me plausível.

Ficará para amanhã (ou algo do género) uma reflexão acerca do que penso acerca de fazer esta aventura sozinha. 

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