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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

16 de Julho, 2021

17.07

Inês

De ano para ano tem sido cada vez mais difícil encarar este dia. Ficar mais velha um ano tem-se tornado cada vez mais custoso. Mas pior que isso é mesmo o dia. Não gosto. A pressão para ter que planear algo, um jantar, uma atividade. Juntar pessoas. Quando era novita adorava. Juntava grupos diferentes de crianças e amigos, havia um bolo grande e aquelas mesas recheadas. Muitas crianças, muita brincadeira, muitas prendas. Depois na dita adolescência e na universidade, os amigos mais próximos tornaram o dia mais significativo e especial. Mas de há uns para cá que o dia tem trazido mais sentimentos negativos do que positivos. Este ano, claramente, não é exceção. Adiei planear alguma coisa até agora. Porque não queria. Não quero que o meu aniversário seja justificação para se fazer algo. Não quero ser o centro das atenções. Não quero receber os parabéns. Não quero prendas. Se eu pudesse riscava este dia do calendário, fazia com que todos se esquecessem. Eu nem sei bem explicar isto. Eu gosto de mim. Gosto de ter nascido. Gosto da minha vida, os meus dia-a-dias são felizes. Mas detesto datas que têm que ser socialmente especiais. Detesto o meu aniversário, detesto a passagem de ano, detesto o natal. Sim, são esses. Detesto dias que socialmente têm que correr bem e ser especiais.

Este ano, na minha cabeça iria apenas estar com os meus irmãos, um sábado mais ou menos normal. Até mandei mensagem ao meu irmão há umas semanas a dizer para ele deixar este dia livre. Sabia que ele era o mais provável de estar ocupado. Afinal, enganei-me. Afinal devia ter avisado a minha irmã de nove anos que tratou de ter o dia ocupado com coisas que não me incluem. Eu sei. A única culpa aqui é minha que pensei tanto e tão pouco, que me esqueci de dizer em voz alta o que tinha na cabeça. A única coisa que eu queria, a única espécie de plano que eu tinha, acaba de ir por água abaixo. E isso deixa-me tão triste porque a Lara era o refúgio para passar este dia bem e contente. Ela torna todos os dias melhores. Tem aquela alegria inexplicável e contagiante de criança. Faz-me tão feliz. Estar com ela e o meu irmão é estar completa. E eu precisava mesmo disso neste dia em específico. Porque, eu não queria, juro, mas é o dia em si que obriga a ter algo, a sentir algo, a estar bem e feliz e ocupada e contente. Ou não? Não sei. Eu sinto que sim. Secalhar está tudo na minha cabeça. Estas últimas semanas só tenho pensado no quão difícil é ser velho. Envelhecer não me sai da cabeça. Bem, este tem sido o meu calcanhar de aquiles. Se eu fosse a uma psicóloga era esta a questão a tratar. Porquê que detestas tanto este dia, Inês? Ao mesmo tempo que digo e tento com todas as forças que é só um dia como os outros e tento escondê-lo de todos para evitar todos os parabéns, sinto esta cena enorme por não ser de uma certa forma. E choro. Já estou a chorar porque já vai correr mal. Se fosse como os outros dias, eu não chorava! Nem sequer estou naquela altura do mês que me dá para chorar. Este dia é lixado. Tem este efeito em mim. Dia 18/07 já estará tudo bem. Até lá, vou tentar ocupar as horas. Tenho que ir ao veterinário com a Fofinha o que só por si já tem um ligeiro potencial de me deixar em baixo, dependendo das notícias que receber. Tenho que aprender a lidar melhor com estas mudanças na saúde da Fofinha porque tenho noção que não estou a lidar bem com isto. Depois, e aproveitanto o paraíso gratuito que tenho a sorte de ter, acho que vou à praia sozinha ouvir o meu spofityzinho e aproveitar o sol. Se não fosse o meu aniversário era exatamente isso que eu faria, portanto, parece-me de facto o melhor plano.

12 de Julho, 2021

Felicidade é #2

Inês

Finalmente a Fofinha fazer cóco! É vê-la dormir, descansada, a sonhar com aqueles tremeliques todos. Dias difíceis, noites mal dormidas, as idas diárias ao veterinário. Aquela frustração de não saber resolver, de ser incapaz de tornar melhor. A tristeza perante esse fenómeno que é envelhecer. Envelhecer é das coisas mais tristes do mundo.

05 de Julho, 2021

Não tenho título para isto

Inês

E sonhar que nos entra pela casa dentro um gajo que supostamente conhecemos no Tinder (lol). Não é especialmente giro mas não recusamos. É naturalmente awkward mas lá nos envolvemos. Somehow adormeço, perco os sentidos ou simplesmente me distraio com uma cena qualquer, ele acaba, eu acordo e a minha preocupação é a falta de proteção e as ISTs. Fico lixada comigo e com ele e com aquele medo completamente inútil de saber que potencialmente estragamos tudo (pelo menos a paz interior durante uns belos meses).

Funny sonhar isto hoje. Fazia mais sentido há umas semanas quando fui fazer análises a tudo e tive que passar por aquela situação de pedir explicitamente análises às ISTs e explicar quando é que tive "o" comportamento de risco. O que vale é que a médica foi uma fixe e facilitou a situação que tinha potencial para ser mega constragedora. I know. Temos que normalizar mas custa. (veio tudo negativo, yey!)

03 de Julho, 2021

E dançamos

Inês

Desta vez fui eu que solicitei o booty call. Giro que andamos sempre a deixar coisas pendentes para que haja sempre um encontro futuro, ou sou eu que te tenho que te devolver algo ou tu que tens que me entregar alguma coisa. Happily. A conversa de início não fluiu tão facilmente. Nem sei porquê mas é a verdade. Fazer conversa não é o nosso forte. Depois disseste que tiveste uma apresentação de aulas de dança latinas no trabalho e que isso te fez recordar de mim. Gosto sempre quando algo te faz lembrar de mim. Então puseste música e acertamos os passos. Num ápice já não eram bem dançar. Desta vez, despimo-nos completamente antes de nos atirarmos novamente um ao outro (porque ir tirando a roupa não é tão fixe como parece na ficção). Foi bom, talvez melhor que a outra vez até. É tão fácil estar contigo. Como que há um caminho natural a percorrer e não são precisas muitas instruções.

 

A magia inexplicável de ter escrito neste mesmo blog a 28 de julho de 2013 acerca de ti e passado oito anos estarmos a dividir uma cama a olhar para o teto, passeando os dedos nas costas um do outro e dizer e ouvir o bem que sabe estar só ali. Há coisas que não têm explicação.

Não sinto, sinceramente, que a nossa história tenha acabado.

Eu sabia.

03 de Julho, 2021

#experienciasocial

Inês

- Viver dois anos sem serviço de net e tv em casa - check

- Passar por dois confinamentos sem a tão falada box? - check

- Aguentar o teletrabalho com a net NOS Hotspot do vizinho - check

- Ver séries e filmes com a mesma net - check, check

- Ter tido uma evolução enorme nos níveis de paciência e autocontrolo? - check, check, check (se não pago, não me importo que falhe)

Ao fim de dois anos, instalo um serviço de net e tv. Já não me lembrava o que era ter tv na cozinha e na sala. Que redescoberta incrível! Obrigada aos vizinhos, à NOS Hotspot e MEO Wifi (que "descobri" mais tarde), às apps de tv que permitem ver canais no pc e aos dados do telemóvel (apesar de quase nunca durarem o mês inteiro) que me safaram nestes últimos anos. Foi bom mas agora será melhor.