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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

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04 de Novembro, 2022

Sobre retirar peso das coisas

Inês

Acho que dos ensinamentos mais importantes que podemos ter em inteligência emocional é o saber relativizar, o saber tirar peso das coisas. É uma frase que me tem vindo muito à cabeça nos últimos dias. Especificamente porque nestes últimos dias que estive com o R. fiquei mais em baixo e a pensar na impossibilidade de sermos mais. Ou seja, claramente comecei a navegar e a atribuir significados demasiado pesados ao que nos une. Ainda que ele próprio diga cabisbaixo que apesar de ter a mulher e talvez mais duas ou três aventuras (e eu que fico logo meia eriçada quando ele refere outras aventuras?) eu serei sempre especial e quererá sempre estar comigo mas que teme que eu "quando me voltar a apaixonar e encontrar o homem da minha vida" deixe de querer estar com ele. É estranho e difícil de explicar mas ambos sabemos que há sentimentos muito fortes e mútuos mas que isto é isto. E mesmo apesar de todas as bocas mandadas para o ar tipo quando eu digo que gosto tanto dele e ele nem imagina e ele responde que imagina muita coisa com aquele emoji pensativo. Leva-nos a outras nuvens. E aí entra a estratégia de retirar peso. Retirar expectativas, retirar ambições e cenários. E isto é um esforço. E tenho que me obrigar a semear outras relações. Então meto conversa no Tinder e rapidamente marco um café. E reparo que isto nem me custa porque o peso do que quero e dos meus sentimentos está todo noutro sítio e noutra pessoa (apesar de dar inúmeros swipe lefts porque não vejo ali feições do Lid nem do DC nem do R). Então dar este passo com outra pessoa (é só um café mas é um café) nem me custa porque não lhe dou importância. Então reparo nisto e penso que é uma boa estratégia, apesar de ter sido meio inconsciente. Não sei se me consigo apaixonar por alguém novo, estando apaixonada por outra pessoa. Mas conhecer outras pessoas, mesmo sem intenção, mesmo sem pensar muito, só porque sim e porque posso e até pode ser um jogo interessante com o R, creio que é o caminho certo a percorrer. Apesar de, admito, me custar um bocado. E depois vem-me ao pensamento uma coisa que pensei muito aquando a rejeição do DC no início do ano: para quê conhecer outras pessoas se o que que quero está aqui? Mas o "aqui" não é aqui. É sempre numa plataforma diferente da minha. Indisponível. E reparo que me apaixonei pelo R. ainda no limbo do DC e, portanto, é possível. Há um alívio pequenino. E tenho que me lembrar constantemente que só tenho 26 anos e tenho tanto tempo para me apaixonar. Esta pressa que me acompanha e corre atrás de mim é cansativa e faz-me questionar coisas que já considerei básicas. É tão volátil, instável, incerto e inseguro. É como o tempo. Hoje está sol e sinto-me bem. Mas, do nada, amanhã acordo e já não sei nada.