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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

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20 de Fevereiro, 2014

A matéria que mais custa a digerir

Inês

Se há disciplina com a qual mais me revoltei ao longo destes doze anos de escola (vamos esquecer a matemática por momentos) é o Português. A gramática que tenho nos meus livros é das coisas mais inúteis de sempre. Categorizam-se e classificam-se coisas com a mais nula utilidade. I mean, mesmo quem estuda as palavras e se dedica por completo à nossa língua, precisa realmente de saber que uma certa forma verbal tem um determinado aspeto gramatical ou o raio que o parta? Significa o que quer dizer e ponto final. Para quê complicar e inventar nomes a algo que pode ser tão bonito como a língua portuguesa? Porque pode mesmo e é. Mas não me venham com uma palete de características de tragédia clássica e drama romântico que não quero, nem preciso de saber! Nomes que remontam há séculos atrás, à civilização romana e grega! Isto a que chamam matéria faz-me questionar seriamente se estou a estudar num país desenvolvido do séc. XXI. Porque pouco tem a ver. Frei Luís de Sousa? For god's sake! O Sermão? Ainda entendo (pouco) a aplicação nos dias de hoje desta obra como lição pedagógica sobre a humanidade mas e Os Maias? O ponto a que nos obrigam a que 'entendamos' a obra, aprofundando aspetos tão desinteressantes é inteiramente inadequado e uma perda de tempo e capacidades simples. Quanto ao programa de décimo segundo, sobre esse já tenho a dizer coisas muito melhores. Acho sim interessante e oportuno lermos Fernando Pessoa. Dos Lusíadas já não digo o mesmo mas, ainda assim, a abordagem que lhe damos é, de longe, melhor que a que demos no nono ano e a tudo o que demos no décimo primeiro. Português é, na minha opinião, uma disciplina ambígua e discutível. Simultaneamente, à promoção do nosso espírito crítico e liberdade criativa, somos obrigados a entender os textos, poesias e obras da forma como o sistema assim o quer. Para mim, isto faz muito pouco sentido. Todos os entendimentos estão formatados. Detesto. Segunda tenho teste intermédio e a juntar à desconcentração que já tem sido característica durante este ano, esta minha revolta contra os livros e papéis que tenho à frente só me lixam. É um erro enorme mas não dou para mais. Segunda confiarei num pouco de sorte, na minha escrita articulada e coerente e no poder de argumentação porque o domínio da matéria está longe. Muito longe.