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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

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10 de Setembro, 2014

A Praxe

Inês

O ano passado afirmava que nada quereria ter a ver com as praxes, esse mundo de masoquismo, hierarquias e humilhação. Este ano, embora tenha a certeza que continue a concordar numas quantas coisas com a visão anti-praxista, há uma outra faceta associada que me faz querer pertencer ser praxada. Acho que quero encontrar algo na minha vida que não tem existido e tenho a sensação que existe na praxe. E acho que vou gostar disso, das brincadeiras, das emoções, das pessoas, das aventuras, das criancices até. De ser obrigada a viver, a rir, a falar e a conhecer. Não sou tímida nem sequer muito reservada. Sou perfeitamente capaz de falar do nada com a rapariga que estiver ao meu lado e criar ali logo uma relação mas o empurrão da praxe oferece isso e muito mais. Libertar-me representa muito para mim neste momento, e sujar-me ou fazer figuras tristes no meio da rua pouca me assusta. Ontem contactei pela primeira vez com a praxe da minha universidade, a de Aveiro, e sobretudo com a do meu curso claro está. Escreveram-me na cara o curso e a minha média e propuseram-me fazer uma declaração de amor à minha mãe com as palavras "mosquitos", "zorro" e "paradoxo estático". Insistiram imenso na minha mãe, "viste sozinha?, onde está a tua mãe?, ela que te venha a ver. trá-la cá." e trouxe e falaram com ela, explicaram-lhe o que era a praxe, descansaram-na. Eu só me ria. Lá me ajoelhei, peguei na mão da minha mãe e comecei a declarar. Eles à minha volta na brincadeira, "é para chorar" diziam eles. E a minha mãe chorou, também não era preciso muito que ela estava super sensível. E eu cá chorava também mas daquela emoção. De resto, foram todos mesmo porreiros e prestáveis. Caloiros ou não conversávamos em círculo na boa sem grandes diferenças, exceto quando uma outra caloira se dirige a um trajado por tu e a mestre de curso corrige logo para a terceira pessoa. Ofereceram-nos ajuda na procura de casa se fosse o caso, apontamentos e tal... Gostei mesmo. Senti-me apoiada, acompanhada. A mestre de curso avisou que nos acompanharia sempre e não estaríamos sozinhos. Ah! E perguntaram-nos imensas vezes antes se queríamos ou não ir à praxe. Em três alturas distintas mesmo e por várias pessoas também. E se tínhamos alergias, fobias ou problemas de ossos, joelhos, etc. Ninguém ali estava obrigado nem sem voz. O assunto das praxes é aquela coisa... Em certos sítios e cursos é um abuso e tudo não passa da humilhação. Noutros a coisa é excelente. Acaba por ser uma questão de sorte quase neste sistema. E eu sinto que tive e vou aproveitá-la.

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