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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

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15 de Agosto, 2020

Alvor 2020 #10

Inês

Décimo dia. Foi meh... Trabalhei de manhã, menos do que o habitual (thank god!) e acabei por ficar duas horas em frente ao pc a trabalhar para a empresa, a escrever o último post e a navegar. De resto, fui para a praia à tarde, estava uma ventania do caraças e a água mais gelada que já apanhei aqui, nem para dar um mergulho deu, pelo que não achei uma grande ida à praia. Finalmente consegui tratar da minha roupa suja e arrumar o meu pouso que era algo que já estava na minha barra de tarefas mental há algum tempo. Agora aqui estou eu, sozinha novamente, num sábado à noite de agosto, no centro de Alvor, a olhar para a tv e para o pc. Ouço as pessoas a passar lá fora, todas divertidas, em grupo, e penso de que forma é que eu poderia ser uma dessas pessoas.

Mas bem... há uma parte da história do R. que ficou por contar porque creio, honestamente, que se distingue do resto, apesar da linha ser ténue. Não sou ingénua e portanto, quando ele me convidou para bazar com ele, questionei-o se ele esperava algo de mim ou se queria algo uma vez que convidar alguém para passar uma semana numa autocaravana parece-me algo a que se deva dar uma certa atenção. O espaço é curto, a privacidade pouca, o convívio é muito. (Já ultrapassamos a questão do covid há muito, não já?). Ele ficou meio embaraçado com a pergunta e entre meias frases disse "mas para ti está fora de questão?". Aqui muita coisa mudou. Ele é mais velho do que eu 14 anos. Não parece, é certo, tanto em aspeto como personalidade, mas a verdade é que é. Via nele alguém completamente fora dessa liga tanto porque efetivamente não me sinto atraída por ele, como porque estávamos numa onda de companheirismo. - Verdade seja dita e agora que estou a escrever isto, penso que de facto eu nunca fui boa a delinear estas fronteiras nem a cumpri-las... - Anyway, ele diz-me isto e confirma que se houvesse algo entre nós, seriam maças, e ele ia curtir maças (numa linguagem ligeira). Aqui eu penso muita coisa: fui ingénua e não vi isto a acontecer? Fui ingénua porque só viria parar aqui e eu quis acreditar que não? Fui eu que de alguma forma provoquei isto sem intenção? De que forma é que me safo disto? Ele sempre foi respeitador e manteve-se assim, apesar da conversa se tornar "complicada". Eu disse-lhe que não queria maças com ele pois não o via dessa forma, e ele confirmou que tinha que aceitar. Concordamos em eliminar a tensão do ar, e manter a relação porreira e boa vibe que tínhamos até então. Parece simples e de alguma forma posso dizer que foi simples, apesar de ter havido ali um par de horas em que estive stressada e a questionar-me como é que me havia metido numa alhada destas. Porém, as coisas faladas resolvem-se.

Todas as mulheres gostam de sentir-se especiais e queridas e, naturalmente, eu não sou exceção. Isso aliado ao facto de me andar a sentir sozinha, pode dar um cocktail perigoso. A verdade é que aqueles três dias passaram a voar e foram os únicos dias em que senti que estava a viver a experiência que ambicionava.

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