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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

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27 de Maio, 2014

Apresentações Orais

Inês

A maior parte das pessoas tem aquilo a que se chama, medo de palcos, de falar em público, de, olha o nome jeitoso que lhe deram, momentos formais de avaliação de oralidade. Ainda me lembro deste meu primeiro momento de secundário, foi ele na disciplina de português e consistiu na apresentação de um livro. O método de apresentação foi bastante aborrecedor e tradicional e isso é um erro, deixo já a dica. Se há coisa em que se pode trabalhar ao longo do tempo é esta que é algo que não nos ocorre mas é verdade. É fácil e recorrente um aluno mais tímido e reservado desistir desta componente de avaliação porque não tem jeito e acha que nunca vai ter porque carisma é algo natural e que nasce com as pessoas. Pois isso é mentira gente. Pode evoluir-se e não é pouco. A minha primeira apresentação foi terrível. Pior que isso. Foi mesmo dos piores cenários ao ponto de, no fim da apresentação, os meus colegas dizerem para eu respirar e perguntarem-me se ia chorar ali à frente da turma dada a tremura da minha voz. Foi o momento mais embaraçoso de toda a experiência académica sem dúvida. Esta semana fiz a última apresentação de secundário e nada tem a ver com as primeiras. Há muitos aspetos que constroem uma boa apresentação e nos permitem estar mais à vontade: o estilo de powerpoint (pouco texto, mais imagens e esquemas! sim esquemas! usem a imaginação, setas, pequenas citações e expressões, e mais imagens em forma de desenho por exemplo), simplifiquem tudo, desde o discurso aos textos se os tiverem às imagens, quanto mais simples , minimalista e relativamente pequeno melhor, não tenham receio de falar, voz colocada e altinha, chamam mais a atenção se estiverem a enrolar e a atrapalharem-se com as palavras do que se falarem de forma confiante, e mais importante, estejam cem por cento seguros da informação que transmitem, dominem os conteúdos, estejam preparados para perguntas. A confiança passa naturalmente e a falta dela também. O à vontade com um certo grupo ou turma vai-se ganhando com o tempo e isso é totalmente compreensível e normal. ainda assim, vale a pena dizer que devem estar calmos, tranquilos e seguros de que se preparam antes com um ou dois (não mais do que isso) ensaios em casa para as paredes ou os pais. E não tenham medo de arriscar num estilo de apresentação diferente. A sério. Vale a pena. No básico ainda somos ou éramos todos uma cambada de putos que aproveitava todas as situações para gozar com o colega e promovia aquelas apresentações tão normaizinhas e chatas de leituras de diapositivos enormes e cheios de textos. No secundário, felizmente, não é assim. querem-se pessoas que agitem as aulas, criem discussões, debates, falem e conversem connosco e com os profs olhos nos olhos mesmo que uns sentados e outros de pé. O medo ficou lá atrás. Procuram-se, agora e cada vez mais, aspetos diferenciadores que nos façam destacar que é o que se quer. chega de powerpints secantes. Atirem-se aos prezis, escrevam nos quadros, tragam vídeos e músicas. Arrisquem e estejam calmos e procurem melhor de apresentação para apresentação que, acreditem, é bem possível. Experiência própria de quem já entrou e, como é que é possível?, está a um passo de sair do liceu.

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