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Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

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06 de Maio, 2014

Desistir das redes sociais

Inês

Um famoso vídeo viral na intenet aponta o dedo a todos nós que desperdiçamos horas e horas agarrados a smartphones, tablets, computadores... Nenhuma novidade, se me perguntarem, mas senti-me envergonhada na mesma por esta capacidade que eu tenho, e a maior parte de nós tem, de fugirmos à vida de forma propositada. Seguramo-nos à segurança do um smartphone com medo de viver as coisas fantásticas que um dia-a-dia pode criar. É verdade. Contra mim falo. É mais fácil navegar pelo ecrã do que criar conversa com gente que está mesmo ao nosso lado. Mas será mesmo? Se há coisa na qual acredito é que mais vale algo correr mal do que não correr e, por isso, contradigo-me. Enfim. Também acontece. Falar é sempre mais fácil do que agir. Ainda assim, este vídeo e umas quantas outras coisas que se têm passado levaram-me a pensar seriamente sobre o quanto ando a perder e quão mal este vício das redes sociais me faz. Porque, para além de nos fazer perder tempo, seguir gente na web faz-nos ficar, sobretudo, deprimidos. Pelo menos a mim deixa. Vidas perfeitos, corpos perfeitos, passatempos perfeitos, namorados perfeitos, comidas perfeitas, paisagens perfeitas... O melhor de cada um. Claro. Também eu só partilho as melhores coisas que me acontecem. Das menos boas ninguém quer saber. Mas quererá alguém saber também das boas? E nem sequer está aí a questão. O problema é mesmo o facto de eu querer saber da vida dos outros e eles mostrarem aqueles momentos todos excelentes e eu ficar na porcaria porque são eles e não sou eu. E, no final de contas, para quê vasculhar os twitters do pessoal popular? E para quê ter instagram quando se podem publicar as mesmas fotos no facebook? E para quê tanta coisa a puxar-me para baixo? Hoje tomei a decisão de desinstalar o twitter e o instagram do meu telemóvel que me parecem agora buracos onde caio com demasiada facilidade e donde quero sair rapidamente. Se prometo que nunca mais lá volto? Não. Mas cinco ou seis vezes por dia como nos últimos tempos é que não. Há que fazer uma filtragem. Fico-me pelo facebook que é mais que suficiente para ter vida na web. Afinal, estás online ou a viver?

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