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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 26.

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24 de Maio, 2022

É que nem sei.

Inês

Voltei a instalar o Tinder. Já fiz dezenas de deslizes para a esquerda porque não me imagino com nenhuma daquelas pessoas. Abro o tinder e só fico com mais certeza de que não é ali que eu quero estar, mas sim contigo, nos teus braços. Nunca me senti bem com alguém que encontrasse na net. Aliás, nunca estive com alguém da net. Por isso, continuo a achar que não é para mim. Mas também nunca tentei verdadeiramente. Não dou margem de tempo suficiente sequer para testar. Nem faço matches porque isso pressupõe um swipe right da minha parte que não acontece. Vou tentar uma vez mais, prometo. Afinal tu conheces pessoas pelo Insta. Eu posso tentar fazer semelhante. Pelo insta vai demorar algum tempo porque eu não aceito pessoas que desconheço e já não publico desde 2019 (e antes dessa tinha sido 2017). Eu sou tão tímida online. É ridículo. Mas é verdade. Quase que arrisco dizer que sou mais tímida online que em pessoa! Onde é que isto já se viu? Mas juro é verdade. Não publico nas redes porque sinto vergonha. Acho que é um show de vaidades e um "best of" de vidas e a minha é simplesmente irrelevante no meio de tanta coisa. Tipo há tanta gente que uma foto minha interessaria a quem? E depois só penso o que as pessoas iriam achar de eu publicar algo passado tanto tempo. E depois penso "ines, nobody cares and nobody notices, estás a pensar demasiado, publica só" mas não dá, não consigo. Sou mesmo tímida, não quero sequer aparecer nos feeds dos outros. Meto mais rapidamente conversa com alguém no ginásio do que consigo clicar em "publicar". Mas tu publicas e agora até metem conversa contigo pelas redes! Estás on fire, que ninguém duvide. E eu a sentir-me super carente e a achar que estou a perder. Porquê, Inês? Conseguiste tanto em dois anos! Dois anos em que te construiste numa pessoas emocionalmente independente e agora a tua cabeça passa os dias a pensar nele e no apartamento que partilharias com ele e em uma vida juntos. Deitaste isso fora duas vezes! E agora à terceira és tu que achas que queres? És tu que achas que resultaria? Porque raio? Como é que irias voltar a estar com a família dele? Eu sei, não é o foco, mas eles souberam que foste tu que terminaste por duas vezes, deixaste-o mal e agora queres pegar novamente, à tua vontade, quando o vês a tentar algo diferente? Eu sei não é justo mas só nós os dois é que sabemos o que sentimos quando estamos juntos (e ainda sentimos!). Algo tão especial não deveria ser desperdiçado. Quase tudo o que eu possa querer encontrar num outro alguém está ali. E quase que aposto que o mesmo acontece em vice-versa. Já alinhámos tantas coisas que estavam desalinhadas que é o verdadeiro desperdício deitar tudo fora e começar do zero com outra pessoa. Olho para as nossas fotos com grande saudade. As nossa viagens e aventuras. Quero-te propôr vires viver comigo. Talvez já o devesse ter feito há uns meses quando ainda te tinha. Desculpa mas estava distraída. Tenho medo do futuro. Tenho medo da Inês do futuro. Medo que volte a afastar-se por um rabo de calças. Mas neste momento só te quero a meu lado. Também porque raio é que a vida nos teima em juntar? Porque raio é que tu mandaste mensagem desta vez? Eu estava bem até antes de irmos jantar! E tu é que quiseste marcar o jantar!! Ou estás a fazer grande papel ou a vida é mesmo uma salganhada fdd. És demasiado inocente para fazer qualquer papel. É honesto da tua parte mas sem quereres estás a fazer-me querer-te novamente. Ou é o medo de não voltar a encontrar? Eu não me imagino com mais ninguém. Só partilhei ligações assim contigo e com o L. Mais ninguém. E sinto o tempo a afunilar-me completamente. A crise dos 25 anos existe? Eu não vejo um futuro com mais ninguém. Ninguém se atravessa. Ninguém aparece. Agora inscrevi-me numas formações online. Mais uma tentativa. Mas só penso em estar contigo. A minha cabeça é um loop fdd que contradiz tudo o que eu acreditei nos últimos anos. Incoerência de sentimentos e emoções.

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