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Teenage Dirtbag

Este blog é o meu diário. Mais para mim do que para vocês. Uma tentativa de arquivo de pensamentos. "Teenage" como quem diz... já são 25.

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01 de Abril, 2014

Falhar é garantido. Aceitemos isso.

Inês

Vejo em meu redor, ao longo de todos os dias, inúmeras desilusões em relação a isto e aquilo, àquela pessoa, àquele teste ou acontecimento. A coisa que mais desiludiu foi, sem dúvida, o Lid e a curta relação que mantive com ele. Relação essa já terminada há bastante tempo mas, por ter sido marcante o quanto baste, não há, nem nunca houve neste tempo todo, um dia em que ele não me assaltasse a memória. Pessoas importantes, ficam. Não dramatizemos uma coisa tão simples como esta. Quando o conheci, coloquei-o num pedestal. Na minha cabeça, nem se notavam defeitos. Não havia nada que não gostasse. Ao longo do tempo e, sobretudo, depois do fim, os defeitos foram surgindo. Defeitos mesmo, assim como a palavra quer dizer. No entanto, a minha opinião não voou até ao extremo oposto ao ponto de o detestar e achar que ele é uma pessoa terrível por ter feito coisas que não devia ter feito. A detestar alguma coisa, sem dúvida que detesto a ligação que esta minha cabeça parva teima em manter à dele por mais fraca que seja. Infelizmente, ele ainda tem o dom de influenciar a forma como passo os meus dias. Se detesto alguma coisa, com certeza que detesto isso. Porque, se antes o via como algo mais perfeito que imperfeito, agora vejo-o como um normal rapaz de quase dezoito anos com tudo o que essa tenra idade masculina implica. Depois das formalidades da adolescência conhecidas como hormonas aos saltos, curiosidade excessiva acerca de tudo, pouca preocupação com todas as variáveis e circunstâncias e muito pouco conhecimento dessa criatura chamada mulher, o Lid tem também uma personalidade super extrovertida, aberta e um tanto ou quanto egocêntrica. É um bicho social que tenta, sempre, integrar-se em tudo quanto é grupo mesmo que isso signifique tornar-se irritante e desbocado. E podemos culpá-lo por ser assim? Podemos claro mas devemos? Acredito que não. Acredito que ele, como tantos outros e outras e eu mesma, ande perdido nestas andanças sociais e afetivas. Que, embora pareça ser dono de si, seguro das suas ações, não saiba realmente o que faz. Que anda à descoberta do caminho certo para isto e para aquilo porque esta é a idade certa para aprendermos tudo isto! Porque vamos errar com toda a certeza. Vamos todos falhar. Falhar connosco próprios mas também falhar com os outros. E isto pode parecer terrível porque estamos a interferir na vida dos outros e vamos prejudicá-los de alguma forma com os nossos erros mas acredito que tudo isto faça parte do processo de aprendizagem ao longo da juventude e, estando todos inseridos na mesma esfera social, é natural que a ação de uns tenha impacto na vida de outros e que esses outros reajam. Basicamente, apenas reflito acerca do quão desiludidos ficamos (generalizando) com certas atitudes e se devemos ou não ficar assim. A primeira grande falha parte de nós. Se existe desilusão é porque houve uma ilusão e isso é um erro. Erro completamente normal nosso esse de esperar mais do que a realidade tem para oferecer. Sonhar sempre foi função dos mais novos. A segunda falha é esperar atitudes corretas e adultamente sensatas de alguém com tão poucos anos de vida (e vida aqui no sentido de viver, vivenciar, passar por acontecimentos) quanto um puto de dezasseis, dezassete, dezoito ou dezanove anos (ou vinte, ou mais!). Talvez fosse melhor, para nós e para os outros, que baixássemos todos as expectativas e nos tratássemos como gente nova, em todos os sentidos, que somos e, assim, aceitar, de uma forma bem mais natural, as falhas que todos temos.

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