Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

23 de Novembro, 2022

Fui à ginecologista

Inês

Devido ao agravamento da TPM e aos ciclos estarem um tanto ou quanto irregulares (eis que este mês fiz os 31 dias de ciclo que é um máximo em muitos anos) marquei consulta na ginecologista. A experiência, não tendo sido exatamente má, deixou-me sem vontade de voltar. Em primeiro lugar, a consulta estava marcada para as 13h e na receção informaram-me que teria de esperar um bocadinho. Não achei estranho, afinal de contas sabemos que há sempre atrasos nas consultas de saúde. Porém, esperei 1h15 para entrar. Não foi um bocadinho. Foi muito tempo e teria dado tempo para ter ido almoçar, se me tivessem avisado. Fiquei melindrada mas mantive-me calma. Lá dentro, percebi o porquê da demora. A doutora é vagarosa (apesar de apenas ter praí 40 anos). Zero sentido de urgência em cumprir horários ou ser eficiente. Eu estive em consulta 1h30. Expus os meus problemas e ela estava no WhatsApp em contacto com outros médicos acerca das questões que iam sendo levantadas. E, pior (ou melhor, não sei) fez mesmo chamadas a explicar as situações e a pedir opiniões. Acho positiva a troca de ideias entre especialistas mas fica uma sensação de insegurança ao ver aquilo tudo à nossa frente. Além disso, achei descabido quando a doutora faz perguntas do género "tem namorado?, quando foi a última vez que teve namorado, então mas teve 5 namorados?". Mais umas quantas perguntas e percebe-se que na realidade namorado era parceiro sexual e teve que voltar a perguntar tudo novamente. Achei este tipo de linguagem ridículo numa consulta de ginecologia entre uma médica que não deve ter mais de 45 anos e eu com 26. Namorado? Como se ter relações sexuais fosse só com namorados? Como se ter tido namorado indicasse obrigatoriamente que já tivesse tido relações sexuais? Se ainda fosse uma doutora de 60 anos, dava aquele desconto, agora da forma que foi, achei ridículo. Depois apercebi-me que também fui um bocado ingénua e podia ter matado logo a dúvida na primeira pergunta respondendo que não tinha namorado mas tinha parceiros sexuais. Teria sido mais profissional que ela e tinha se escusado tanta confusão. Para a próxima já sei. E mais, a médica perguntou-me qual o método contraceptivo que uso, respondi e ela disse-me que só o preservativo não chegava porque tem uma taxa de erro muito grande. What? Ela é que é médica mas achei aquilo tudo muito esquisito. No final da consulta e para resolver o meu principal problema que é a tpm, receitou-me um progestativo (acho que é assim que se escreve) que visa só aumentar a hormona da progesterona que é a que falta na segunda parte do ciclo e assim tentarmos uniformizar as oscilações. No final, diz-me com aquele tom e postura de quem dá um conselho básico a um amigo "se não resultar, olhe temos a pílula e os antidepressivos, mas tente comer bem, dormir bem e fazer exercício físico" e aquele encolher de ombros pouco interessado.