Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

Teenage Dirtbag

yound adult na tarefa árdua de tentar ser alguma coisa de jeito.

13 de Junho, 2022

Lições da Inteligência Emocional #1

Inês

Como já disse aqui estou a participar numa formação de Inteligência Emocional e tenho gostado bastante, sobretudo porque dá corpo a muitos dos pensamentos e emoções que temos. O curso para já tem-se revelado muito introspetivo e self related, coisa que me surpreende. Eu julgava que seria mais adaptado a contexto de empresa e mais teórico, isto é, baseado na literatura. Porém, a grande parte para já faz-me lembrar sessões de coaching. No geral, há alguns ensinamentos que tenho absorvido e que gostaria de gravar e partilhar pois fazem-me sentido.

O início começa no auto-conhecimento (talvez por isso é que me remete para o couching). Pensarmos sobre nós, definirmo-nos e aos nossos medos, qualidades, talentos, vocações, missão no mundo, entre outros. Ora bem, talentos... eu não consigo pensar num talento que tenha. Não tenho nenhum dos mais óbvios, nem físicos ou artísticos. Não sou uma pessoa especialmente boa a fazer coisa alguma nem a ser alguma coisa de particular. Já pensei muito e não encontro mesmo nada. Já perguntei aos que me são próximos e também ninguém soube dizer qual é o meu talento. Enfim. Talvez no fim desta formação eu me lembre de algo. Depois: missão na vida, sendo que a missão define-se por ser aquilo em que 1) somos bons a fazer 2) gostamos de fazer e 3) o mundo necessita. Gostei que a formadora tivesse dito que podemos ter várias missões, uma para cada plano da vida. Por exemplo, uma missão no âmbito familiar, outra na esfera profissional, etc. Isso facilita apesar que neste ponto fiz questão de partilhar com a turma que tinha muita dificuldade em pensar nisto soretudo depois de a guerra rebentar. Pode ser que no fim da formação eu também já tenha respostas melhores nisto do auto-conhecimento.

Depois falamos em como as crenças podem moldar a nossa vida e ser racionais ou irracionais; potenciadoras ou limitativas. Isto é muito útil. Descontruir aquelas ideias de "burro velho não aprende línguas", etc. Há coisas que vamos ouvindo a vida toda e que nos moldam completamente a forma de pensar, algumas delas nem identificámos. Creio que esta formação serve precisamente para estarmos mais conscientes de certas coisas, de as conseguirmos identificar, descontruir e talvez, quem sabe, mudar para "ser mais feliz". Por um lado, eu acredito que a ignorância traz felicidade mas num mundo onde ser ignorante é impossível e a cabeça é um novelo de linhas, ir desenlançando e dando nomes às coisas é capaz de ser a melhor estratégia. No caminho, partilham-se experiências e entendemos que não estamos sozinhos em certas batalhas.

 

Edit: e passado uns dias percebi que uma das crenças irracionais e limitadora que eu tinha/tenho e que me sabotou com o DC foi o não acreditar em relações duradouras e que eu própria não seja relationship material. Ainda não sei se ultrapassei estas crenças mas entendo agora que efetivamente são ideias que adquiri e assentei na minha cabeça como verdades absolutas de forma a proteger-me e a terraplanar todas as hipóteses. Creio que tenho que arranjar um equilíbrio entre o manter as expectativas reduzidas e deixar espaço para que algo cresça.